Detentos fazem peças de artesanato com o objetivo de ressocializar

INCENTIVO

Detentos fazem peças de artesanato com o objetivo de ressocializar

No projeto Fabricando Oportunidades, eles aprendem a confeccionar tapetes, porta travesseiros e barras de cama só com retalhos

Por TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro

1 de novembro de 2018 às 17:34

Há 2 meses
Detentos estão aprendendo a fazer peças de artesanato (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Detentos estão aprendendo a fazer peças de artesanato (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Se engana quem pensa que artesanato é atividade só para as mulheres. Um grupo de internos do Presídio Irmã Imelda Lima Pontes, em Aquiraz, prova o contrário disso.

Na oficina, eles aprendem a confeccionar tapetes, porta travesseiros e barras de cama somente com retalhos. Antônio Ferreira, que cumpre 11 anos de prisão, diz que o trabalho manual ajuda a distrair a mente. “Passar o tempo que tem que passar aqui, mas ocupando a mente”, diz.

Os internos descobrem a habilidade das mãos ao verem o trançar das agulhas e linhas virar peças de rendas de tenerife e crochê. Quem ensina são egressos do Sistema Prisional Cearense.

Alexandre Ferreira aprendeu a fazer renda quando estava preso. Agora em liberdade e prestando serviços para a Secretaria da Justiça (Sejus), volta para o presídio como professo.

“A ociosidade destrói a mente das pessoas, o mundo está totalmente contra a ressocialização e as pessoas têm que ver com outros olhos, que são pessoas, são seres humanos”, disse Alexandre Ferreira.

Na unidade feminina Desembargadora Auri Moura Costa, as detentas bordam todo tipo de peça. Atualmente, elas se dedicam às almofadas de crochê.

Tâmara Nascimento não tinha intimidade nenhuma com as agulhas até ser presa e ver a arte das colegas. “Comecei com uma trancinha, dai então com uma semana já estava fazendo tudo, é muito gratificante”, relembra.

As oficinas fazem parte do projeto Fabricando Oportunidades, que tem o objetivo principal de ressocializar o preso através da chance de aprender uma nova profissão e, de quebra, reduzir o tempo de pena.

O projeto tem o apoio do grupo Mulheres do Brasil, que compartilha conhecimento de mercado e ajuda a aprimorar o trabalho dos internos, mostrando novas cores e desenhos. O grupo também ajuda na venda dos produtos. A partir do dia oito de novembro, as almofadas serão vendidas em uma loja de decoração.

Veja mais detalhes no vídeo do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT:

Veja outros vídeos do Jornal Jangadeiro.

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Detentos fazem peças de artesanato com o objetivo de ressocializar

No projeto Fabricando Oportunidades, eles aprendem a confeccionar tapetes, porta travesseiros e barras de cama só com retalhos

Por TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro

1 de novembro de 2018 às 17:34

Há 2 meses
Detentos estão aprendendo a fazer peças de artesanato (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Detentos estão aprendendo a fazer peças de artesanato (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Se engana quem pensa que artesanato é atividade só para as mulheres. Um grupo de internos do Presídio Irmã Imelda Lima Pontes, em Aquiraz, prova o contrário disso.

Na oficina, eles aprendem a confeccionar tapetes, porta travesseiros e barras de cama somente com retalhos. Antônio Ferreira, que cumpre 11 anos de prisão, diz que o trabalho manual ajuda a distrair a mente. “Passar o tempo que tem que passar aqui, mas ocupando a mente”, diz.

Os internos descobrem a habilidade das mãos ao verem o trançar das agulhas e linhas virar peças de rendas de tenerife e crochê. Quem ensina são egressos do Sistema Prisional Cearense.

Alexandre Ferreira aprendeu a fazer renda quando estava preso. Agora em liberdade e prestando serviços para a Secretaria da Justiça (Sejus), volta para o presídio como professo.

“A ociosidade destrói a mente das pessoas, o mundo está totalmente contra a ressocialização e as pessoas têm que ver com outros olhos, que são pessoas, são seres humanos”, disse Alexandre Ferreira.

Na unidade feminina Desembargadora Auri Moura Costa, as detentas bordam todo tipo de peça. Atualmente, elas se dedicam às almofadas de crochê.

Tâmara Nascimento não tinha intimidade nenhuma com as agulhas até ser presa e ver a arte das colegas. “Comecei com uma trancinha, dai então com uma semana já estava fazendo tudo, é muito gratificante”, relembra.

As oficinas fazem parte do projeto Fabricando Oportunidades, que tem o objetivo principal de ressocializar o preso através da chance de aprender uma nova profissão e, de quebra, reduzir o tempo de pena.

O projeto tem o apoio do grupo Mulheres do Brasil, que compartilha conhecimento de mercado e ajuda a aprimorar o trabalho dos internos, mostrando novas cores e desenhos. O grupo também ajuda na venda dos produtos. A partir do dia oito de novembro, as almofadas serão vendidas em uma loja de decoração.

Veja mais detalhes no vídeo do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT:

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