Chacina de Messejana completa 2 anos com ato na Praia de Iracema: "não é à toa que se perde um filho"

11 MORTOS

Chacina de Messejana completa 2 anos com ato na Praia de Iracema: “não é à toa que se perde um filho”

Neste sábado, familiares e amigos das vítimas da Chacina de Messejana se reúnem na Praia de Iracema para pedir Justiça. Crime deixou 11 pessoas mortas

Por TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro

10 de novembro de 2017 às 11:42

Há 1 mês
Chacina de Messejana deixou 11 mortos (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Chacina de Messejana deixou 11 mortos (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

No dia 12 de novembro completam dois anos da Chacina de Messejana, em Fortaleza. Nessa semana, familiares realizam uma série de atividades para cobrar Justiça.

Maria Suderli Pereira perdeu o filho no crime que chocou o país. Jardel Lima dos Santos tinha 17 anos e foi morto na casa da tia. Dois anos se passaram, mas a saudade continua. “Meu filho foi morto inocente. Ele não sabe nem porque morreu naquela noite”, lamenta.

Ela foi uma das mães que conversaram com jovens em um espaço cedido pelo Cuca Jangurussu. Edna Carla Sousa também perdeu o filho adolescente. Alef Souza queria servir ao Exército, mas teve o sonho interrompido. “Queremos que os verdadeiros culpados sejam condenados, exonerados dos seus cargos e sejam julgados como bandidos comuns”, diz a cuidadora de idosos.

Desde o início do mês, atividades são realizadas por iniciativa dos familiares das vítimas e sobreviventes da chacina. A ideia é debater e esclarecer para toda a comunidade fatos sobre o crime. A movimentação segue até este sábado (11).  “Nesta sexta, às 18h, haverá encontro com várias mães de vários estados, na praça da Serrinha. No sábado, às 15h, no Aterro da Praia de Iracema, acontece um grande ato em alusão à Chacina”, indica Thays Morais, amiga de uma das vítimas.

Em 11 de novembro de 2015, o soldado Walterberg Serpa foi morto em um suposto latrocínio. No dia seguinte, 11 pessoas foram assassinadas em comunidades de Messejana. Quarenta e quatro policiais respondem na Justiça por algum envolvimento no crime. Todos estão em liberdade e desempenham funções administrativas na polícia.

“A única coisa que espero é Justiça. Não é à toa que se perde um filho. Você coloca um filho no mundo, querendo que esse filho fique adulto, tenha sua família, ampare os pais quando tiverem velhos… E eu não vou ter isso”, afirma Maria Suderli Pereira.

A Chacina de Messejana foi a maior registrada no Ceará. Ela aconteceu em 2015. Esta semana, a TV Jangadeiro revelou que dados do Fórum Nacional de Segurança Pública indicaram que outros crimes desse tipo aconteceram no Ceará. Ao todo, foram 12 em 2016, que resultaram em 37 anos. Já esse ano a chacina com mais mortes foi registrada no Porto das Dunas, com seis pessoas mortas em uma casa de praia.

Veja também:
Mais 17 policiais acusados da Chacina da Messejana serão levados a júri popular
“Sou um PM injustiçado”, canta em música policial preso acusado da Chacina da Messejana

Confira todos os detalhes na reportagem do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT:

Veja outros vídeos do Jornal Jangadeiro.

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10 de novembro de 2017 às 11:42

Há 1 mês
Chacina de Messejana deixou 11 mortos (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Chacina de Messejana deixou 11 mortos (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

No dia 12 de novembro completam dois anos da Chacina de Messejana, em Fortaleza. Nessa semana, familiares realizam uma série de atividades para cobrar Justiça.

Maria Suderli Pereira perdeu o filho no crime que chocou o país. Jardel Lima dos Santos tinha 17 anos e foi morto na casa da tia. Dois anos se passaram, mas a saudade continua. “Meu filho foi morto inocente. Ele não sabe nem porque morreu naquela noite”, lamenta.

Ela foi uma das mães que conversaram com jovens em um espaço cedido pelo Cuca Jangurussu. Edna Carla Sousa também perdeu o filho adolescente. Alef Souza queria servir ao Exército, mas teve o sonho interrompido. “Queremos que os verdadeiros culpados sejam condenados, exonerados dos seus cargos e sejam julgados como bandidos comuns”, diz a cuidadora de idosos.

Desde o início do mês, atividades são realizadas por iniciativa dos familiares das vítimas e sobreviventes da chacina. A ideia é debater e esclarecer para toda a comunidade fatos sobre o crime. A movimentação segue até este sábado (11).  “Nesta sexta, às 18h, haverá encontro com várias mães de vários estados, na praça da Serrinha. No sábado, às 15h, no Aterro da Praia de Iracema, acontece um grande ato em alusão à Chacina”, indica Thays Morais, amiga de uma das vítimas.

Em 11 de novembro de 2015, o soldado Walterberg Serpa foi morto em um suposto latrocínio. No dia seguinte, 11 pessoas foram assassinadas em comunidades de Messejana. Quarenta e quatro policiais respondem na Justiça por algum envolvimento no crime. Todos estão em liberdade e desempenham funções administrativas na polícia.

“A única coisa que espero é Justiça. Não é à toa que se perde um filho. Você coloca um filho no mundo, querendo que esse filho fique adulto, tenha sua família, ampare os pais quando tiverem velhos… E eu não vou ter isso”, afirma Maria Suderli Pereira.

A Chacina de Messejana foi a maior registrada no Ceará. Ela aconteceu em 2015. Esta semana, a TV Jangadeiro revelou que dados do Fórum Nacional de Segurança Pública indicaram que outros crimes desse tipo aconteceram no Ceará. Ao todo, foram 12 em 2016, que resultaram em 37 anos. Já esse ano a chacina com mais mortes foi registrada no Porto das Dunas, com seis pessoas mortas em uma casa de praia.

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Mais 17 policiais acusados da Chacina da Messejana serão levados a júri popular
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Confira todos os detalhes na reportagem do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT:

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