Após 1 ano, construção de presídios regionais no Ceará ainda não saiu do papel

SUBSTITUIÇÃO DE CADEIAS

Após 1 ano, construção de presídios regionais no Ceará ainda não saiu do papel

O Conselho Penitenciário aprovou a proposta há 1 ano. O objetivo é substituir as cadeias públicas do interior do Ceará

Por TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro

6 de dezembro de 2018 às 16:15

Há 1 semana
Regionalização do sistema prisional cearense ainda não saiu do papel (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Regionalização do sistema prisional cearense ainda não saiu do papel (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

A proposta de regionalização do Sistema Prisional cearense ainda não saiu do papel, um ano após aprovação do Conselho Penitenciário. O objetivo da proposta é substituir as cadeias públicas espalhadas no interior, que precisam ser desativadas.

Um ano após o anúncio, nenhum equipamento foi erguido por falta de recursos. O projeto prevê a construção de 14 presídios regionais no interior do Ceará. São unidades de médio porte que, juntas, somariam 11.076 vagas.

Hoje, o Ceará possui 100 cadeias públicas em funcionamento no interior. De acordo com o Conselho Penitenciário, são prédios antigos, localizados em áreas residenciais e que têm baixo efetivo de agentes penitenciários, condições que não garantem a segurança dos presos e da sociedade.

Segundo a Secretaria da Justiça, o número de internos passa de 9 mil, cerca de 5.400 a mais do que a capacidade máxima. O resultado da superlotação são conflitos constantes. Em setembro deste ano, três pessoas foram assassinadas na cadeia de Cascavel. Já no último mês de janeiro, em Itapajé, 10 detentos foram mortos dentro da cadeia.

A TV Jangadeiro apurou que, desde 2016, pelo menos 11 unidades foram interditadas parcial ou integralmente. No mês passado, a cadeia pública de Quixeré foi interditada, pois não havia viatura para transportes de internos para audiências e atendimentos médicos. Cenário parecido com o da cadeia de Morada Nova, em 2017, que foi impedida de receber novos detentos até passar por uma reforma.

Em 2016, a cadeia de Aquiraz sofreu interdição após o Ministério Público alegar problemas de salubridade, segurança e higiene. O ambiente foi apontado como propício à transmissão de doenças pulmonares. Ainda houve interdições nas cidades de Quixadá, Jijoca de Jericoacoara, Iguatu, Jaguaribe, Ararendá, Morrinhos, Milhã e Santa Quitéria.

A produção do Jornal Jangadeiro entrou em contato com a Secretaria da Justiça, mas até o fechamento da reportagem não obteve retorno.

Confira todos os detalhes na reportagem do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT:

Veja outros vídeos do Jornal Jangadeiro.

Publicidade

Dê sua opinião

SUBSTITUIÇÃO DE CADEIAS

Após 1 ano, construção de presídios regionais no Ceará ainda não saiu do papel

O Conselho Penitenciário aprovou a proposta há 1 ano. O objetivo é substituir as cadeias públicas do interior do Ceará

Por TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro

6 de dezembro de 2018 às 16:15

Há 1 semana
Regionalização do sistema prisional cearense ainda não saiu do papel (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Regionalização do sistema prisional cearense ainda não saiu do papel (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

A proposta de regionalização do Sistema Prisional cearense ainda não saiu do papel, um ano após aprovação do Conselho Penitenciário. O objetivo da proposta é substituir as cadeias públicas espalhadas no interior, que precisam ser desativadas.

Um ano após o anúncio, nenhum equipamento foi erguido por falta de recursos. O projeto prevê a construção de 14 presídios regionais no interior do Ceará. São unidades de médio porte que, juntas, somariam 11.076 vagas.

Hoje, o Ceará possui 100 cadeias públicas em funcionamento no interior. De acordo com o Conselho Penitenciário, são prédios antigos, localizados em áreas residenciais e que têm baixo efetivo de agentes penitenciários, condições que não garantem a segurança dos presos e da sociedade.

Segundo a Secretaria da Justiça, o número de internos passa de 9 mil, cerca de 5.400 a mais do que a capacidade máxima. O resultado da superlotação são conflitos constantes. Em setembro deste ano, três pessoas foram assassinadas na cadeia de Cascavel. Já no último mês de janeiro, em Itapajé, 10 detentos foram mortos dentro da cadeia.

A TV Jangadeiro apurou que, desde 2016, pelo menos 11 unidades foram interditadas parcial ou integralmente. No mês passado, a cadeia pública de Quixeré foi interditada, pois não havia viatura para transportes de internos para audiências e atendimentos médicos. Cenário parecido com o da cadeia de Morada Nova, em 2017, que foi impedida de receber novos detentos até passar por uma reforma.

Em 2016, a cadeia de Aquiraz sofreu interdição após o Ministério Público alegar problemas de salubridade, segurança e higiene. O ambiente foi apontado como propício à transmissão de doenças pulmonares. Ainda houve interdições nas cidades de Quixadá, Jijoca de Jericoacoara, Iguatu, Jaguaribe, Ararendá, Morrinhos, Milhã e Santa Quitéria.

A produção do Jornal Jangadeiro entrou em contato com a Secretaria da Justiça, mas até o fechamento da reportagem não obteve retorno.

Confira todos os detalhes na reportagem do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT:

Veja outros vídeos do Jornal Jangadeiro.