O consumo de estimulantes sexuais é aliado ou vilão da fertilidade? 
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O consumo de estimulantes sexuais é aliado ou vilão da fertilidade?

O desejo de agradar o parceiro durante a relação sexual leva muitas pessoas ao uso indiscriminado de remédios que podem causar efeitos nocivos à saúde

Por Tribuna do Ceará em Bem-Estar

12 de agosto de 2017 às 06:30

Há 3 meses
É preciso ficar atento (FOTO: Divulgação)

É preciso ficar atento (FOTO: Divulgação)

O consumo de produtos e medicamentos que prometem ajudar a aumentar a libido ou a melhorar o desempenho sexual é uma prática comum não apenas entre os homens, mas também entre as mulheres.

O desejo de demonstrar virilidade e de agradar o parceiro ou a parceira durante a relação sexual leva muitas pessoas ao uso indiscriminado de remédios e substâncias que podem causar, em contrapartida, efeitos nocivos à saúde.

O uso inadequado e excessivo de pílulas, como o Sildenafil, popularmente conhecido como “Viagra”, além da testosterona e até mesmo de substâncias presentes em produtos como lubrificantes vaginais, podem causar, entre muitos outros problemas, a infertilidade ou até mesmo a morte.

No caso de medicamentos como o Viagra, a maior preocupação é o com o uso considerado “recreativo” do medicamento. De acordo com pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e a Bayer HealthCare, em 2015, com 3.200 homens entrevistados, em oito capitais brasileiras, 62% já haviam utilizado essas substâncias por meio da automedicação, recomendada por amigos, na farmácia ou por meio de informações encontradas na internet.

Indicado para problemas de disfunção erétil, o Viagra surgiu há mais de dez anos e revolucionou a vida de muitos homens que sofriam com o problema, ajudando-os a ter uma vida sexual normal. Porém, pelo fato de não haver maiores restrições para sua venda em farmácias, não sendo exigida a apresentação de receita médica, muitos jovens consomem o medicamento como um potencializador de ereção.

O que os médicos indicam

O remédio é recomendado apenas para casos específicos de homens que têm dificuldade de dilatação das artérias na região peniana. “É importante salientar que o Viagra não é um medicamento desenvolvido com a intenção de aumentar a libido, como acredita-se popularmente. Disfunções eréteis e sexuais relacionadas à falta de libido são tratadas com outro tipo de medicação e acompanhamento terapêutico ou psiquiátrico.

A composição do Viagra é vasodilatadora e, portanto, funciona apenas como facilitadora da ereção. O remédio não tem qualquer efeito sobre o desejo sexual do homem. Ele só funciona se já houver estímulo. Se o homem é saudável e consegue promover a ereção sozinho, o remédio não vai deixar o pênis mais rígido”, explica o médico especialista em medicina reprodutiva Daniel Diógenes.

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O consumo de estimulantes sexuais é aliado ou vilão da fertilidade?

O desejo de agradar o parceiro durante a relação sexual leva muitas pessoas ao uso indiscriminado de remédios que podem causar efeitos nocivos à saúde

Por Tribuna do Ceará em Bem-Estar

12 de agosto de 2017 às 06:30

Há 3 meses
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O consumo de produtos e medicamentos que prometem ajudar a aumentar a libido ou a melhorar o desempenho sexual é uma prática comum não apenas entre os homens, mas também entre as mulheres.

O desejo de demonstrar virilidade e de agradar o parceiro ou a parceira durante a relação sexual leva muitas pessoas ao uso indiscriminado de remédios e substâncias que podem causar, em contrapartida, efeitos nocivos à saúde.

O uso inadequado e excessivo de pílulas, como o Sildenafil, popularmente conhecido como “Viagra”, além da testosterona e até mesmo de substâncias presentes em produtos como lubrificantes vaginais, podem causar, entre muitos outros problemas, a infertilidade ou até mesmo a morte.

No caso de medicamentos como o Viagra, a maior preocupação é o com o uso considerado “recreativo” do medicamento. De acordo com pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e a Bayer HealthCare, em 2015, com 3.200 homens entrevistados, em oito capitais brasileiras, 62% já haviam utilizado essas substâncias por meio da automedicação, recomendada por amigos, na farmácia ou por meio de informações encontradas na internet.

Indicado para problemas de disfunção erétil, o Viagra surgiu há mais de dez anos e revolucionou a vida de muitos homens que sofriam com o problema, ajudando-os a ter uma vida sexual normal. Porém, pelo fato de não haver maiores restrições para sua venda em farmácias, não sendo exigida a apresentação de receita médica, muitos jovens consomem o medicamento como um potencializador de ereção.

O que os médicos indicam

O remédio é recomendado apenas para casos específicos de homens que têm dificuldade de dilatação das artérias na região peniana. “É importante salientar que o Viagra não é um medicamento desenvolvido com a intenção de aumentar a libido, como acredita-se popularmente. Disfunções eréteis e sexuais relacionadas à falta de libido são tratadas com outro tipo de medicação e acompanhamento terapêutico ou psiquiátrico.

A composição do Viagra é vasodilatadora e, portanto, funciona apenas como facilitadora da ereção. O remédio não tem qualquer efeito sobre o desejo sexual do homem. Ele só funciona se já houver estímulo. Se o homem é saudável e consegue promover a ereção sozinho, o remédio não vai deixar o pênis mais rígido”, explica o médico especialista em medicina reprodutiva Daniel Diógenes.