Rosier Alexandre: “Um mais um é sempre mais que dois"

QUAL O SEU EVEREST?

Rosier Alexandre: “Um mais um é sempre mais que dois”

Durante a execução do Projeto Sete Cumes, eu tive a oportunidades de conviver com algumas culturas bem diferentes da nossa

Por jangadeiro em Rosier Alexandre

16 de julho de 2018 às 16:08

Há 1 mês

Durante a execução do Projeto Sete Cumes, eu tive a oportunidades de conviver com algumas culturas bem diferentes da nossa. Algumas que produzem mais bens, outras menos, umas que parecem mais felizes e outras nem tanto. Mas cada uma delas tinha algo a ensinar.

A felicidade dos nepaleses que, mesmo vivendo com tão poucos recursos, não perdem o brilho no olho e a alegria de bem receber, é algo marcante. Mas hoje quero falar de desempenho, construção de resultados, uma linguagem bem familiar no âmbito empresarial.

Sabemos que um negócio só se sustenta se entregar resultados, mas isso faz com que muitas empresas esqueçam os meios e se concentrem excessivamente nos fins. Com isso, geram uma pressão desmedida que mais traumatiza que produz resultados. Claro que produzir resultados exige competência, dedicação e trabalho constante, mas, se trabalharmos em equipe, podemos nos beneficiar da magia do compartilhamento de conhecimento e produzir muito mais.

A nossa cultura ocidental tem sido muito individualista, supervaloriza uns e despreza outros. Além de perder o benefício da experiência múltipla, ainda desestimulamos os mais frágeis a contribuir com as suas melhores energias.

Na África, existe uma expressão que considero muito nobre: Ubuntu. É uma antiga palavra africana e tem origem na língua Zulu e significa que “uma pessoa é uma pessoa através de outras pessoas”.

Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, um dia disse: “O Ubuntu não significa que uma pessoa não se preocupe com o seu progresso pessoal. A questão é: o meu progresso pessoal está a serviço do progresso da minha comunidade? Isso é o mais importante na vida. E se uma pessoa conseguir viver assim, terá atingido algo muito importante e admirável”.

Com essa reflexão, Mandela mostra que o individualismo é uma forma boba de correr atrás do próprios sonhos, é o caminho mais longo e caro. Enquanto ensinar e compartilhar é a melhor forma de aprender. O caminho mais sábio e seguro para conquistar as pessoas, é ajudar os outros a alcançarem suas próprias metas.

Juntos podemos somar conhecimentos, habilidades e forças e produzir mais e com menos pressão. Nunca esqueça, a construção coletiva é o único e verdadeiro caminho para a felicidade.

Te desejo uma excelente semana, com o meu abraço do tamanho do Everest.

*Rosier Alexandre é graduado em marketing, palestrante, consultor organizacional e alpinista profissional.

A coluna “Qual o seu Everest?” é publicada no Tribuna do Ceará todas as segundas-feiras e também vai ao ar na Tribuna BandNews (FM 101.7), às 9h10.

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QUAL O SEU EVEREST?

Rosier Alexandre: “Um mais um é sempre mais que dois”

Durante a execução do Projeto Sete Cumes, eu tive a oportunidades de conviver com algumas culturas bem diferentes da nossa

Por jangadeiro em Rosier Alexandre

16 de julho de 2018 às 16:08

Há 1 mês

Durante a execução do Projeto Sete Cumes, eu tive a oportunidades de conviver com algumas culturas bem diferentes da nossa. Algumas que produzem mais bens, outras menos, umas que parecem mais felizes e outras nem tanto. Mas cada uma delas tinha algo a ensinar.

A felicidade dos nepaleses que, mesmo vivendo com tão poucos recursos, não perdem o brilho no olho e a alegria de bem receber, é algo marcante. Mas hoje quero falar de desempenho, construção de resultados, uma linguagem bem familiar no âmbito empresarial.

Sabemos que um negócio só se sustenta se entregar resultados, mas isso faz com que muitas empresas esqueçam os meios e se concentrem excessivamente nos fins. Com isso, geram uma pressão desmedida que mais traumatiza que produz resultados. Claro que produzir resultados exige competência, dedicação e trabalho constante, mas, se trabalharmos em equipe, podemos nos beneficiar da magia do compartilhamento de conhecimento e produzir muito mais.

A nossa cultura ocidental tem sido muito individualista, supervaloriza uns e despreza outros. Além de perder o benefício da experiência múltipla, ainda desestimulamos os mais frágeis a contribuir com as suas melhores energias.

Na África, existe uma expressão que considero muito nobre: Ubuntu. É uma antiga palavra africana e tem origem na língua Zulu e significa que “uma pessoa é uma pessoa através de outras pessoas”.

Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, um dia disse: “O Ubuntu não significa que uma pessoa não se preocupe com o seu progresso pessoal. A questão é: o meu progresso pessoal está a serviço do progresso da minha comunidade? Isso é o mais importante na vida. E se uma pessoa conseguir viver assim, terá atingido algo muito importante e admirável”.

Com essa reflexão, Mandela mostra que o individualismo é uma forma boba de correr atrás do próprios sonhos, é o caminho mais longo e caro. Enquanto ensinar e compartilhar é a melhor forma de aprender. O caminho mais sábio e seguro para conquistar as pessoas, é ajudar os outros a alcançarem suas próprias metas.

Juntos podemos somar conhecimentos, habilidades e forças e produzir mais e com menos pressão. Nunca esqueça, a construção coletiva é o único e verdadeiro caminho para a felicidade.

Te desejo uma excelente semana, com o meu abraço do tamanho do Everest.

*Rosier Alexandre é graduado em marketing, palestrante, consultor organizacional e alpinista profissional.

A coluna “Qual o seu Everest?” é publicada no Tribuna do Ceará todas as segundas-feiras e também vai ao ar na Tribuna BandNews (FM 101.7), às 9h10.