Rosier Alexandre: "O caminho da felicidade"

QUAL O SEU EVEREST?

Rosier Alexandre: “O caminho da felicidade”

Todos queremos a felicidade, viemos à terra para sermos felizes. Mas por que nem todos conseguem?

Por Tribuna do Ceará em Rosier Alexandre

24 de setembro de 2018 às 15:09

Há 3 meses

Todos queremos a felicidade, viemos à terra para sermos felizes. Mas por que nem todos conseguem?

Sabemos que existe uma diferença imensa entre nossas vontades e nossas atitudes. Entre um e outro há uma ponte que é construída com propósito e disciplina. Para alguns, esta ponte mede apenas um passo, para outros é uma estrada quase infinita.

Muitos são levados a associar o índice de felicidade com o conforto material que as pessoas dispõem como: cargos, bens e dinheiro, mas isso é um grande engano. Depois, ainda tem o fato de que as pessoas querem seguir uma fórmula que foi utilizada por nossos pais, irmãos mais velhos ou professores. Na maioria das vezes, isso não funciona por um conjunto de motivos, os dois mais importantes é que os tempos mudaram e você é diferente destas referências, então precisa seguir o próprio caminho e o seu jeito de caminhar.

Para escalar os sete cumes, eu viajei para todos os continentes e sempre quis conhecer a cultura local e o seu jeito de viver. Visitei regiões pobres e também regiões ricas e não consegui ver associação direta de felicidade com a riqueza produzida. Um dos países que mais reflexões me trouxe foi o Nepal, um país muito pobre, onde a renda per capta do seu povo é aproximadamente 1% da renda per capta de um canadense, e posso te garantir que eles não são menos felizes.

Eu trabalho dentro de grandes empresas e observo o comportamento dos seus colaboradores, desde os que executam trabalhos mais elementares até o presidente. Posso afirmar que a felicidade não está associada a cargos ou poder, ela é uma postura diante da vida. A felicidade está estreitamente associada ao sistema de crenças que a pessoa cultiva e a descoberta de um propósito de vida.

Nós não precisamos de muito para sermos felizes. Ter muitos bens não é nenhum problema, mas pode até ser um risco a felicidade pois administrar muitos bens aumenta em muito a pressão sobre uma pessoa.

O fato de assumir grandes responsabilidades e altos cargos não são garantia de felicidade, mas até um perigo constante e uma ameaça à qualidade de vida. Enquanto presidentes e diretores tem mais conforto financeiro, sofrem maior pressão que qualquer outro na empresa e precisam estar sempre mais vigilantes para manter o equilíbrio entre trabalho, hobby e família. Já os colaboradores com cargos abaixo podem não ter o mesmo conforto financeiro mas sofrem menos pressão e dispõem de mais tempo para cuidar de afazeres pessoais, logo ninguém tem vantagem na corrida pela felicidade.

Felicidade é saber aproveitar a vida que você tem, com os recursos que dispõe enquanto busca as mudanças que deseja para ter um vida plena, no sentido mais amplo da palavra.

Te desejo felicidades e uma semana maravilhosa com o meu abraço do tamanho do Everest.

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Rosier Alexandre: “O caminho da felicidade”

Todos queremos a felicidade, viemos à terra para sermos felizes. Mas por que nem todos conseguem?

Por Tribuna do Ceará em Rosier Alexandre

24 de setembro de 2018 às 15:09

Há 3 meses

Todos queremos a felicidade, viemos à terra para sermos felizes. Mas por que nem todos conseguem?

Sabemos que existe uma diferença imensa entre nossas vontades e nossas atitudes. Entre um e outro há uma ponte que é construída com propósito e disciplina. Para alguns, esta ponte mede apenas um passo, para outros é uma estrada quase infinita.

Muitos são levados a associar o índice de felicidade com o conforto material que as pessoas dispõem como: cargos, bens e dinheiro, mas isso é um grande engano. Depois, ainda tem o fato de que as pessoas querem seguir uma fórmula que foi utilizada por nossos pais, irmãos mais velhos ou professores. Na maioria das vezes, isso não funciona por um conjunto de motivos, os dois mais importantes é que os tempos mudaram e você é diferente destas referências, então precisa seguir o próprio caminho e o seu jeito de caminhar.

Para escalar os sete cumes, eu viajei para todos os continentes e sempre quis conhecer a cultura local e o seu jeito de viver. Visitei regiões pobres e também regiões ricas e não consegui ver associação direta de felicidade com a riqueza produzida. Um dos países que mais reflexões me trouxe foi o Nepal, um país muito pobre, onde a renda per capta do seu povo é aproximadamente 1% da renda per capta de um canadense, e posso te garantir que eles não são menos felizes.

Eu trabalho dentro de grandes empresas e observo o comportamento dos seus colaboradores, desde os que executam trabalhos mais elementares até o presidente. Posso afirmar que a felicidade não está associada a cargos ou poder, ela é uma postura diante da vida. A felicidade está estreitamente associada ao sistema de crenças que a pessoa cultiva e a descoberta de um propósito de vida.

Nós não precisamos de muito para sermos felizes. Ter muitos bens não é nenhum problema, mas pode até ser um risco a felicidade pois administrar muitos bens aumenta em muito a pressão sobre uma pessoa.

O fato de assumir grandes responsabilidades e altos cargos não são garantia de felicidade, mas até um perigo constante e uma ameaça à qualidade de vida. Enquanto presidentes e diretores tem mais conforto financeiro, sofrem maior pressão que qualquer outro na empresa e precisam estar sempre mais vigilantes para manter o equilíbrio entre trabalho, hobby e família. Já os colaboradores com cargos abaixo podem não ter o mesmo conforto financeiro mas sofrem menos pressão e dispõem de mais tempo para cuidar de afazeres pessoais, logo ninguém tem vantagem na corrida pela felicidade.

Felicidade é saber aproveitar a vida que você tem, com os recursos que dispõe enquanto busca as mudanças que deseja para ter um vida plena, no sentido mais amplo da palavra.

Te desejo felicidades e uma semana maravilhosa com o meu abraço do tamanho do Everest.