Rosier Alexandre: Mais perguntas e menos julgamentos
QUAL O SEU EVEREST?

Rosier Alexandre: “Mais perguntas e menos julgamentos”

Nossas certeza podem nos ajudar, mas podem também ser um grande risco, principalmente quando o assunto é julgamento.

Por Tribuna do Ceará em Rosier Alexandre

12 de junho de 2017 às 09:50

Há 4 meses

Por Rosier Alexandre

O mundo está cheio de técnicos. Se o assunto é política, todos apontam soluções. Se é futebol, cada brasileiro é juiz ou treinador do time. Se é finanças, até aqueles que não sabem administrar o próprio salário dão pitaco. Quando o assunto é julgamento, todos são experts e, geralmente, fazemos julgamentos apressados, superficiais e quase sempre injustos.

Meu pai jamais pôde frequentar uma escola e nunca teve oportunidade de ler um livro, mas era um homem muito sábio. Até hoje, me inspiro em seus exemplos. Ele foi um pedagogo que jamais assistiu uma aula. Quando um dia eu convoquei a imprensa para informar que eu estava iniciando o Projeto Sete Cumes, muita gente desacreditou, outros ficaram assustados e alguns até com medo.

O meu pai, na época com 75 anos, entendeu a dimensão do meu sonho e os riscos envolvidos. Sutilmente, me chamou para dar uma volta no sítio e, após algum tempo, entrou no polêmico assunto. Eu já havia falado abertamente com todos da minha família, mas ganhou uma especial repercussão quando se tornou manchete nos telejornais. Ele me perguntou: “Meu filho, você tem a devida noção do tamanho do perigo que é escalar todas as montanhas que você quer escalar?”.

Diante dos muitos julgamentos que sofri, esta pergunta teve um peso infinitamente maior. Ela continha muita sabedoria, uma pergunta pura, honesta e sem nenhuma forma de julgamento. Com aquela pergunta tão carinhosa e tão profunda, me senti acolhido e amado. Respondi serenamente: “Papai, faz muitos anos que penso nisso e tem 2 anos que eu venho planejando em detalhes e treinando para isso, estou dando o melhor de mim e sei que é hora de executar”.

Diante da firmeza da minha resposta, ele fechou o assunto dizendo: “Que Deus ilumine os teus caminhos e te proteja”. Mergulhados numa profunda confiança recíproca que sempre cultivamos e banhados de emoção, trocamos um grande um abraço e, juntos, choramos de alegria.

E você, tem feito mais julgamentos ou perguntas? Nossas certeza podem nos ajudar, mas podem também ser um grande risco, principalmente quando o assunto é julgamento. Que tal experimentar julgar menos tudo que chega até você?

Tenha uma excelente semana com o meu abraço do tamanho do Everest.

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Rosier Alexandre: “Mais perguntas e menos julgamentos”

Nossas certeza podem nos ajudar, mas podem também ser um grande risco, principalmente quando o assunto é julgamento.

Por Tribuna do Ceará em Rosier Alexandre

12 de junho de 2017 às 09:50

Há 4 meses

Por Rosier Alexandre

O mundo está cheio de técnicos. Se o assunto é política, todos apontam soluções. Se é futebol, cada brasileiro é juiz ou treinador do time. Se é finanças, até aqueles que não sabem administrar o próprio salário dão pitaco. Quando o assunto é julgamento, todos são experts e, geralmente, fazemos julgamentos apressados, superficiais e quase sempre injustos.

Meu pai jamais pôde frequentar uma escola e nunca teve oportunidade de ler um livro, mas era um homem muito sábio. Até hoje, me inspiro em seus exemplos. Ele foi um pedagogo que jamais assistiu uma aula. Quando um dia eu convoquei a imprensa para informar que eu estava iniciando o Projeto Sete Cumes, muita gente desacreditou, outros ficaram assustados e alguns até com medo.

O meu pai, na época com 75 anos, entendeu a dimensão do meu sonho e os riscos envolvidos. Sutilmente, me chamou para dar uma volta no sítio e, após algum tempo, entrou no polêmico assunto. Eu já havia falado abertamente com todos da minha família, mas ganhou uma especial repercussão quando se tornou manchete nos telejornais. Ele me perguntou: “Meu filho, você tem a devida noção do tamanho do perigo que é escalar todas as montanhas que você quer escalar?”.

Diante dos muitos julgamentos que sofri, esta pergunta teve um peso infinitamente maior. Ela continha muita sabedoria, uma pergunta pura, honesta e sem nenhuma forma de julgamento. Com aquela pergunta tão carinhosa e tão profunda, me senti acolhido e amado. Respondi serenamente: “Papai, faz muitos anos que penso nisso e tem 2 anos que eu venho planejando em detalhes e treinando para isso, estou dando o melhor de mim e sei que é hora de executar”.

Diante da firmeza da minha resposta, ele fechou o assunto dizendo: “Que Deus ilumine os teus caminhos e te proteja”. Mergulhados numa profunda confiança recíproca que sempre cultivamos e banhados de emoção, trocamos um grande um abraço e, juntos, choramos de alegria.

E você, tem feito mais julgamentos ou perguntas? Nossas certeza podem nos ajudar, mas podem também ser um grande risco, principalmente quando o assunto é julgamento. Que tal experimentar julgar menos tudo que chega até você?

Tenha uma excelente semana com o meu abraço do tamanho do Everest.