Rosier Alexandre: Como os sherpas descobriram a essência da felicidade

QUAL O SEU EVEREST?

Rosier Alexandre: “Como os sherpas descobriram a essência da felicidade”

O povo sherpa, ainda que de forma inconsciente, descobriu a essência da felicidade. Não complicar o que é simples, servir ao próximo e ter gratidão pelo que já conquistou

Por jangadeiro em Rosier Alexandre

25 de junho de 2018 às 17:21

Há 5 meses

Todos nós estamos aqui para sermos felizes. Não viemos a terra para ser engenheiros, médicos ou advogados, estamos aqui para viver uma vida plena de felicidades. A nossa profissão, trabalho e o dinheiro que ganhamos são apenas ferramentas para facilitar a nossa vida.

A felicidade, diferente do que nossa cultura prega, não tem nenhuma relação com o saldo da nossa conta corrente, a casa que moramos ou o restaurante que frequentamos e sim com escolhas. Quando escolhemos o que realmente é importante e colocamos isso como prioridade, a felicidade vem ao nosso encontro.

A minha caminhada para escalar a maior montanha de cada um dos sete continentes, me proporcionou o convívio com várias culturas e cada uma delas acrescentou muito a minha vida. Eu poderia passar dias falando dos massais na África ou das cholitas da Bolívia, mas hoje vou falar dos sherpas, um povo cuja renda per capta é apenas 1% de um canadense, porém esbanja felicidade e alegria de viver.

O povo sherpa vivia no Tibet e, há mais de 500 anos, foram expulsos de lá e se se refugiaram na cordilheira do Himalaia do lado Nepalês. Por séculos, viveram da agricultura e criação de iaques (uma espécie de boi peludo que hoje transporta cargas montanha acima e sua carne também serve de alimento) e desde que as montanhas se tornaram objeto de desejo para muitos, uma parcela considerável dos sherpas passou a viver do turismo.

Por ser um povo que vive em altas montanhas há séculos, são plenamente adaptados a vida com pouco oxigênio. Por isso, são excelentes guias de montanha e isso abriu novas possibilidades de trabalho para eles.

Mais que trabalhar, os sherpas trabalham felizes, estão sempre dispostos a ajudar, são pessoas que cuidam mais do espírito que a maioria dos povos que conheci. Eles compartilham até templos religiosos. Em Kathmandu, vi templos onde se encontravam pessoas de duas religiões diferentes.

O povo sherpa, ainda que de forma inconsciente, descobriu a essência da felicidade. Não complicar o que é simples, servir ao próximo e ter gratidão pelo que já conquistou.

A vida me ensinou que a felicidade mora no equilíbrio entre as necessidades materiais e espirituais, e infinitamente mais próximo de uma experiência genuína que de um bem de consumo, por isso invisto tanto nas montanhas.

Te desejo uma feliz semana com a alegria dos sherpas e o meu abraço do tamanho do Everest!

*Rosier Alexandre é graduado em marketing, palestrante, consultor organizacional e alpinista profissional.

A coluna “Qual o seu Everest?” é publicada no Tribuna do Ceará todas as segundas-feiras e também vai ao ar na Tribuna BandNews (FM 101.7), às 9h10.

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Rosier Alexandre: “Como os sherpas descobriram a essência da felicidade”

O povo sherpa, ainda que de forma inconsciente, descobriu a essência da felicidade. Não complicar o que é simples, servir ao próximo e ter gratidão pelo que já conquistou

Por jangadeiro em Rosier Alexandre

25 de junho de 2018 às 17:21

Há 5 meses

Todos nós estamos aqui para sermos felizes. Não viemos a terra para ser engenheiros, médicos ou advogados, estamos aqui para viver uma vida plena de felicidades. A nossa profissão, trabalho e o dinheiro que ganhamos são apenas ferramentas para facilitar a nossa vida.

A felicidade, diferente do que nossa cultura prega, não tem nenhuma relação com o saldo da nossa conta corrente, a casa que moramos ou o restaurante que frequentamos e sim com escolhas. Quando escolhemos o que realmente é importante e colocamos isso como prioridade, a felicidade vem ao nosso encontro.

A minha caminhada para escalar a maior montanha de cada um dos sete continentes, me proporcionou o convívio com várias culturas e cada uma delas acrescentou muito a minha vida. Eu poderia passar dias falando dos massais na África ou das cholitas da Bolívia, mas hoje vou falar dos sherpas, um povo cuja renda per capta é apenas 1% de um canadense, porém esbanja felicidade e alegria de viver.

O povo sherpa vivia no Tibet e, há mais de 500 anos, foram expulsos de lá e se se refugiaram na cordilheira do Himalaia do lado Nepalês. Por séculos, viveram da agricultura e criação de iaques (uma espécie de boi peludo que hoje transporta cargas montanha acima e sua carne também serve de alimento) e desde que as montanhas se tornaram objeto de desejo para muitos, uma parcela considerável dos sherpas passou a viver do turismo.

Por ser um povo que vive em altas montanhas há séculos, são plenamente adaptados a vida com pouco oxigênio. Por isso, são excelentes guias de montanha e isso abriu novas possibilidades de trabalho para eles.

Mais que trabalhar, os sherpas trabalham felizes, estão sempre dispostos a ajudar, são pessoas que cuidam mais do espírito que a maioria dos povos que conheci. Eles compartilham até templos religiosos. Em Kathmandu, vi templos onde se encontravam pessoas de duas religiões diferentes.

O povo sherpa, ainda que de forma inconsciente, descobriu a essência da felicidade. Não complicar o que é simples, servir ao próximo e ter gratidão pelo que já conquistou.

A vida me ensinou que a felicidade mora no equilíbrio entre as necessidades materiais e espirituais, e infinitamente mais próximo de uma experiência genuína que de um bem de consumo, por isso invisto tanto nas montanhas.

Te desejo uma feliz semana com a alegria dos sherpas e o meu abraço do tamanho do Everest!

*Rosier Alexandre é graduado em marketing, palestrante, consultor organizacional e alpinista profissional.

A coluna “Qual o seu Everest?” é publicada no Tribuna do Ceará todas as segundas-feiras e também vai ao ar na Tribuna BandNews (FM 101.7), às 9h10.