Rosier Alexandre: “A Copa e suas lições"

QUAL O SEU EVEREST?

Rosier Alexandre: “A Copa e suas lições”

Na última sexta-feira (6), o Brasil foi eliminado, apesar da tristeza, podemos fazer algumas reflexões e com isso aprender algo

Por jangadeiro em Rosier Alexandre

9 de julho de 2018 às 13:04

Há 2 meses

Eu sempre gostei de bater uma bolinha, mas nunca fui dos primeiros a serem convidados para a pelada. Todos sabem que alpinista jogando futebol não consegue produzir grandes espetáculos. Mas, como administrador, quero falar um pouco de futebol e do saldo deixado com a eliminação do Brasil na Copa da Rússia. Na última sexta-feira (6), o Brasil foi eliminado, apesar da tristeza, podemos fazer algumas reflexões e com isso aprender algo.

Por que será que o Brasil não ganhou da Bélgica? Antes de tudo precisamos considerar que são dois times e somente um podia ser vencedor. Precisamos saber que quem joga nem sempre vence. Depois, considero que a seleção brasileira jogou bem, mas a Bélgica jogou melhor e mereceu a vitória que vimos.

Então por que a seleção brasileira, mesmo sendo a favorita, a número 2 no ranking da FIFA, não mostrou toda a sua garra? O Brasil tem um conjunto com os melhores jogadores do mundo, mas estava longe de ter uma equipe. Um grupo comprometido com um objetivo comum, onde todos pensam no resultado coletivo.

Quando esquecemos um time que tem 22 jogadores e uma grande equipe técnica trabalhando duro para conseguir resultados e depositamos todas as nossas esperanças em um único “super herói”, mostramos a nossa fragilidade. Entre os jogadores havia uma briga de egos, onde alguém estava mais preocupado com os likes nas redes sociais, os contratos de publicidade e em ser o melhor jogador da Copa ou pelo menos da partida. Essa postura desestimula aos demais a darem o melhor de si, eles não sentem que são importantes no processo.

Quando o individualismo é forte mesmo que em apenas um ou dois jogadores é suficiente para que a magia de uma verdadeira equipe não aconteça. A resistência de uma corrente, e não é a soma dos elos, mas a resistência do elo mais frágil.

Precisamos acabar com a cultura individualista e entender que o todo é muito mais que a soma das partes. Uma esquipe tem mais sabedoria e poder que a somas das competências individuais.

Perdemos a oportunidade de ser hexa, mas a vida segue o seu ritmo. O que não podemos é perder a oportunidade de acumular mais alguns aprendizados.

Tenham todos uma excelente semana com o eu abraço do tamanho do Everest.

*Rosier Alexandre é graduado em marketing, palestrante, consultor organizacional e alpinista profissional.

A coluna “Qual o seu Everest?” é publicada no Tribuna do Ceará todas as segundas-feiras e também vai ao ar na Tribuna BandNews (FM 101.7), às 9h10.

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QUAL O SEU EVEREST?

Rosier Alexandre: “A Copa e suas lições”

Na última sexta-feira (6), o Brasil foi eliminado, apesar da tristeza, podemos fazer algumas reflexões e com isso aprender algo

Por jangadeiro em Rosier Alexandre

9 de julho de 2018 às 13:04

Há 2 meses

Eu sempre gostei de bater uma bolinha, mas nunca fui dos primeiros a serem convidados para a pelada. Todos sabem que alpinista jogando futebol não consegue produzir grandes espetáculos. Mas, como administrador, quero falar um pouco de futebol e do saldo deixado com a eliminação do Brasil na Copa da Rússia. Na última sexta-feira (6), o Brasil foi eliminado, apesar da tristeza, podemos fazer algumas reflexões e com isso aprender algo.

Por que será que o Brasil não ganhou da Bélgica? Antes de tudo precisamos considerar que são dois times e somente um podia ser vencedor. Precisamos saber que quem joga nem sempre vence. Depois, considero que a seleção brasileira jogou bem, mas a Bélgica jogou melhor e mereceu a vitória que vimos.

Então por que a seleção brasileira, mesmo sendo a favorita, a número 2 no ranking da FIFA, não mostrou toda a sua garra? O Brasil tem um conjunto com os melhores jogadores do mundo, mas estava longe de ter uma equipe. Um grupo comprometido com um objetivo comum, onde todos pensam no resultado coletivo.

Quando esquecemos um time que tem 22 jogadores e uma grande equipe técnica trabalhando duro para conseguir resultados e depositamos todas as nossas esperanças em um único “super herói”, mostramos a nossa fragilidade. Entre os jogadores havia uma briga de egos, onde alguém estava mais preocupado com os likes nas redes sociais, os contratos de publicidade e em ser o melhor jogador da Copa ou pelo menos da partida. Essa postura desestimula aos demais a darem o melhor de si, eles não sentem que são importantes no processo.

Quando o individualismo é forte mesmo que em apenas um ou dois jogadores é suficiente para que a magia de uma verdadeira equipe não aconteça. A resistência de uma corrente, e não é a soma dos elos, mas a resistência do elo mais frágil.

Precisamos acabar com a cultura individualista e entender que o todo é muito mais que a soma das partes. Uma esquipe tem mais sabedoria e poder que a somas das competências individuais.

Perdemos a oportunidade de ser hexa, mas a vida segue o seu ritmo. O que não podemos é perder a oportunidade de acumular mais alguns aprendizados.

Tenham todos uma excelente semana com o eu abraço do tamanho do Everest.

*Rosier Alexandre é graduado em marketing, palestrante, consultor organizacional e alpinista profissional.

A coluna “Qual o seu Everest?” é publicada no Tribuna do Ceará todas as segundas-feiras e também vai ao ar na Tribuna BandNews (FM 101.7), às 9h10.