Roberto Costa: "Transportar bebês e crianças é uma arte"

SEM QUILÔMETROS

Roberto Costa: “Transportar bebês e crianças é uma arte”

Alguns motoristas acham que a simples compra da cadeirinha veicular resolve o problema

Por Tribuna do Ceará em Roberto Costa

19 de novembro de 2016 às 06:45

Há 1 ano

Por Roberto Costa

Bebês e crianças são sempre difíceis de transportar em veículos. Os problemas começam quando os papais querem ficar com suas apaixonantes crias no colo e chegam à não utilização correta dos equipamentos de segurança obrigatórios.

Alguns acham que a simples compra da cadeirinha veicular resolve o problema e nem imaginam que esta providência é apenas o início dos cuidados.

O CBT (Código Brasileiro de Trânsito) obriga que crianças de zero a sete anos e meio sejam transportadas na cadeirinha veicular. Já as crianças até 10 anos devem viajar no banco traseiro. Isso é só a parte básica.

Ao comprar a cadeirinha, deve-se imediatamente verificar se a mesma possui o selo do Inmetro, que garante o cumprimento de todas as normas, tendo passado inclusive por testes de colisão. Com o equipamento comprado, é necessário aprender a utilizar, uma vez que instalada de forma errada os riscos permanecem ou até crescem.

A cadeirinha, preferencialmente, deve estar instalada no banco traseiro. Caso não seja possível outro local, é apoiada no painel do carro de costas para o para-brisa. Nesta situação, é fundamental desativar o Air Bag, para que, em caso de acidente, o que seria um item de segurança não arremesse o bebê de encontro ao passageiro, ou mesmo o banco, causando problemas sérios a sua integridade.

Atualmente, a maioria das cadeirinhas trazem engates apropriados para os cintos de segurança e ajuste das cintas. De forma que não fique folga entre a criança e o banco do veículo, diminuindo em parte a vibração causada pelas molas, além do risco de enjoo e de evitar uma projeção frontal em acidente.

Lembre que, se estiver transportando dois bebês, os mesmos deverão estar separados, de preferência com um adulto no meio, para que a área de fixação não receba carga maior por cm² que sua capacidade e venha a quebrar o apoio. Nunca fixe duas cadeirinhas em um mesmo cinto de segurança.

Transportar crianças no colo é um erro comum, com grande risco em caso de acidente com o peso do adulto, aliado à tensão do cinto de segurança, apertando o bebê e gerando esmagamento. Colocar cinto de segurança de adultos em criança com menos de um metro e meio também é muito arriscado e, neste caso, convém continuar utilizando as cadeirinhas, mesmo que a idade já não mais obrigue.

É importante ter cuidado nos acessórios de segurança (FOTO: Divulgação)

É importante ter cuidado nos acessórios de segurança (FOTO: Divulgação)

Mas, se por um lado, o item “segurança” está encaminhado, o conforto também não pode ser esquecido. As cadeirinhas precisam ter o tamanho apropriado. Muito folgadas, deixarão o bebê praticamente solto com o próprio cinto de segurança das mesmas, não os abraçando completamente, e apertadas vão gerar hematomas, mesmo em uma pequena viagem.

Trave as portas e utilize o sistema que evita a abertura por dentro e feche os vidros preferindo ligar o ar-condicionado. Não havendo, deixe apenas uma pequena abertura nos vidros para circulação de ar evitando a entrada de detritos, bem como a possibilidade da criança colocar parte do corpo para fora do veículo.

Crianças um pouco maiores são mestras em inventar espaços para viajar, e um dos grandes perigos são porta-malas e caçambas onde ficam completamente soltas. Os veículos atuais são projetados para absorver parte dos impactos, se deformando e amassando toda a área. O risco de fatalidade é grande.

Se preocupar com a multa considerada infração gravíssima por estar transportando bebê ou criança de forma errada é a pior forma de protegê-lo, visto que as normas de segurança continuam desconhecidas. Ler e até treinar a montagem e desmontagem dos acessórios trazem a cultura da segurança, que nunca é demais.

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Roberto Costa: “Transportar bebês e crianças é uma arte”

Alguns motoristas acham que a simples compra da cadeirinha veicular resolve o problema

Por Tribuna do Ceará em Roberto Costa

19 de novembro de 2016 às 06:45

Há 1 ano

Por Roberto Costa

Bebês e crianças são sempre difíceis de transportar em veículos. Os problemas começam quando os papais querem ficar com suas apaixonantes crias no colo e chegam à não utilização correta dos equipamentos de segurança obrigatórios.

Alguns acham que a simples compra da cadeirinha veicular resolve o problema e nem imaginam que esta providência é apenas o início dos cuidados.

O CBT (Código Brasileiro de Trânsito) obriga que crianças de zero a sete anos e meio sejam transportadas na cadeirinha veicular. Já as crianças até 10 anos devem viajar no banco traseiro. Isso é só a parte básica.

Ao comprar a cadeirinha, deve-se imediatamente verificar se a mesma possui o selo do Inmetro, que garante o cumprimento de todas as normas, tendo passado inclusive por testes de colisão. Com o equipamento comprado, é necessário aprender a utilizar, uma vez que instalada de forma errada os riscos permanecem ou até crescem.

A cadeirinha, preferencialmente, deve estar instalada no banco traseiro. Caso não seja possível outro local, é apoiada no painel do carro de costas para o para-brisa. Nesta situação, é fundamental desativar o Air Bag, para que, em caso de acidente, o que seria um item de segurança não arremesse o bebê de encontro ao passageiro, ou mesmo o banco, causando problemas sérios a sua integridade.

Atualmente, a maioria das cadeirinhas trazem engates apropriados para os cintos de segurança e ajuste das cintas. De forma que não fique folga entre a criança e o banco do veículo, diminuindo em parte a vibração causada pelas molas, além do risco de enjoo e de evitar uma projeção frontal em acidente.

Lembre que, se estiver transportando dois bebês, os mesmos deverão estar separados, de preferência com um adulto no meio, para que a área de fixação não receba carga maior por cm² que sua capacidade e venha a quebrar o apoio. Nunca fixe duas cadeirinhas em um mesmo cinto de segurança.

Transportar crianças no colo é um erro comum, com grande risco em caso de acidente com o peso do adulto, aliado à tensão do cinto de segurança, apertando o bebê e gerando esmagamento. Colocar cinto de segurança de adultos em criança com menos de um metro e meio também é muito arriscado e, neste caso, convém continuar utilizando as cadeirinhas, mesmo que a idade já não mais obrigue.

É importante ter cuidado nos acessórios de segurança (FOTO: Divulgação)

É importante ter cuidado nos acessórios de segurança (FOTO: Divulgação)

Mas, se por um lado, o item “segurança” está encaminhado, o conforto também não pode ser esquecido. As cadeirinhas precisam ter o tamanho apropriado. Muito folgadas, deixarão o bebê praticamente solto com o próprio cinto de segurança das mesmas, não os abraçando completamente, e apertadas vão gerar hematomas, mesmo em uma pequena viagem.

Trave as portas e utilize o sistema que evita a abertura por dentro e feche os vidros preferindo ligar o ar-condicionado. Não havendo, deixe apenas uma pequena abertura nos vidros para circulação de ar evitando a entrada de detritos, bem como a possibilidade da criança colocar parte do corpo para fora do veículo.

Crianças um pouco maiores são mestras em inventar espaços para viajar, e um dos grandes perigos são porta-malas e caçambas onde ficam completamente soltas. Os veículos atuais são projetados para absorver parte dos impactos, se deformando e amassando toda a área. O risco de fatalidade é grande.

Se preocupar com a multa considerada infração gravíssima por estar transportando bebê ou criança de forma errada é a pior forma de protegê-lo, visto que as normas de segurança continuam desconhecidas. Ler e até treinar a montagem e desmontagem dos acessórios trazem a cultura da segurança, que nunca é demais.