Roberto Costa: "Para-brisa, esse ilustre invisível"

SEM QUILÔMETROS

Roberto Costa: “Para-brisa, esse ilustre invisível”

Colunista comenta sobre os cuidados com os para-brisas e dá dicas do que fazer em caso de rachaduras

Por Tribuna do Ceará em Roberto Costa

29 de outubro de 2016 às 06:05

Há 1 ano

Por Roberto Costa

Apesar de ser um item importante na segurança de quem dirige, o para-brisa nem sempre recebe os cuidados devidos. Muitos imaginam que passar um pano, um rodo ou mesmo esguichar água e utilizar os limpadores resolve todos os problemas e necessidades do mesmo. Não é bem assim.

A maioria só dá o valor e vê as reais necessidades do para-brisa quando está trafegando atrás de outro veículo e nota a quantidade de pedriscos que impactam.

Os motoristas nem lembram que resíduos de óleos e outros líquidos, muitas vezes, estão na pavimentação da via. Só descobrem que existe algo errado quando aparece uma trincadura, ou a vedação deixa de funcionar e, para complicar, muitas vezes se dão conta em locais onde não existe recurso para substituir ou mesmo consertar, com a viagem prosseguindo de forma desconfortável e, muitas vezes, insegura.

Com o advento do para-brisa laminado, a segurança cresceu; pois, ao contrário dos vidros temperados, em caso de algum grande impacto, aparece uma rachadura, mas o vidro normalmente permanece fixado à área necessária sendo na maioria dos casos possível trafegar até encontrar um serviço de manutenção. No caso dos vidros laterais e traseiros, por serem temperados e não laminados, o normal é que se estilhassem.

É importante cuidar bem do para-brisa para não ter surpresas (FOTO: Divulgação)

É importante cuidar bem do para-brisa para não ter surpresas (FOTO: Divulgação)

Alguns acreditam que instalando películas estão livres de trincas e quebras. Isso é mito. O que realmente acontece é um ganho em torno de 10% na resistência e o fato de, na hora da quebra, a maioria dos fragmentos permanecerem colados, diminuindo o risco de ferimentos aos ocupantes, nada mais que isso.

Muitos motivos trazem problemas ao para-brisa, principalmente os corpos estranhos arremessados por outros veículos, especialmente em estradas de cascalho, mas outros fatores como granizo, torções da própria estrutura do veículo e até choque térmico podem inutilizar a peça.

Rachou, trincou o que fazer?

A providência imediata é cobrir por dentro e por fora a área afetada por uma boa fita adesiva para que a peça se mantenha unida e sofra menos com a trepidação da carroceria, não deixando crescer o dano, e seguir imediatamente a uma empresa especializada para o reparo ou substituição. Algumas pessoas não sabem que. em muitos casos, não existe a necessidade de trocar por um novo.

Existe um processo de solda/cola que, salvo se trincadura for exatamente no raio de visão do motorista, pode ser feito com toda segurança e de forma definitiva. O problema deste serviço é que na área afetada muda o percentual de transparência, formando uma leve lente que muda a leitura da visão frontal, com os obstáculos podendo parecer que estão mais longe ou mais perto, gerando risco de acidente.

Outros cuidados devem ser tomados a começar por manter cheio o recipiente de água do esguicho sem esquecer de colocar o aditivo especial que diminui o atrito da borracha do limpador com o para-brisa além de ajudar na remoção da sujeira. Na falta do mesmo, em uma emergência pode-se colocar algumas gotas de detergente neutro, embora esta prática em uso prolongado acelere o processo de desgaste das borrachas.

As palhetas (borrachas) são itens fundamentais e devem ser trocadas uma vez por ano, no início da fase chuvosa ou quando estiverem ressecadas, já que o atrito cresce arranhando o para-brisa e, o pior, bem na área de visão.

Se o estrago for muito grande, e a troca for necessária certifique-se que a nova peça tem exatamente as mesmas especificações. Evite fazer a substituição em qualquer oficina, procure um especialista, já que no mercado paralelo existem alguns com bitola e tamanho milimetricamente menores. Muitos instaladores de forma equivocada imaginam que a borracha de vedação se encaixe com facilidade. Outro motivo para escolher bem a oficina é que alguns vidros deixam de ser fixados e são colados à carroceria, necessitando conhecimento para uma instalação correta.

Diante de tantas variáveis, fica claro que cuidar bem e dar manutenção adequada ao para-brisa junto com economia vêm a desejada segurança.

*Roberto Costa é jornalista especializado em veículos há 40 anos e autor do blog www.robertopcosta.blogspot.com.br. Com experiência em áreas de vendas, marketing e pós-venda em distribuidores de veículos, atuou também na organização e vistorias de carros em competições automotoras. 

A coluna “Sem Quilômetros” é publicada no Tribuna do Ceará, aos sábados, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) às segundas e quartas-feiras, às 7h10, e na Edição da Noite, a partir das 18h.

Publicidade

Dê sua opinião

SEM QUILÔMETROS

Roberto Costa: “Para-brisa, esse ilustre invisível”

Colunista comenta sobre os cuidados com os para-brisas e dá dicas do que fazer em caso de rachaduras

Por Tribuna do Ceará em Roberto Costa

29 de outubro de 2016 às 06:05

Há 1 ano

Por Roberto Costa

Apesar de ser um item importante na segurança de quem dirige, o para-brisa nem sempre recebe os cuidados devidos. Muitos imaginam que passar um pano, um rodo ou mesmo esguichar água e utilizar os limpadores resolve todos os problemas e necessidades do mesmo. Não é bem assim.

A maioria só dá o valor e vê as reais necessidades do para-brisa quando está trafegando atrás de outro veículo e nota a quantidade de pedriscos que impactam.

Os motoristas nem lembram que resíduos de óleos e outros líquidos, muitas vezes, estão na pavimentação da via. Só descobrem que existe algo errado quando aparece uma trincadura, ou a vedação deixa de funcionar e, para complicar, muitas vezes se dão conta em locais onde não existe recurso para substituir ou mesmo consertar, com a viagem prosseguindo de forma desconfortável e, muitas vezes, insegura.

Com o advento do para-brisa laminado, a segurança cresceu; pois, ao contrário dos vidros temperados, em caso de algum grande impacto, aparece uma rachadura, mas o vidro normalmente permanece fixado à área necessária sendo na maioria dos casos possível trafegar até encontrar um serviço de manutenção. No caso dos vidros laterais e traseiros, por serem temperados e não laminados, o normal é que se estilhassem.

É importante cuidar bem do para-brisa para não ter surpresas (FOTO: Divulgação)

É importante cuidar bem do para-brisa para não ter surpresas (FOTO: Divulgação)

Alguns acreditam que instalando películas estão livres de trincas e quebras. Isso é mito. O que realmente acontece é um ganho em torno de 10% na resistência e o fato de, na hora da quebra, a maioria dos fragmentos permanecerem colados, diminuindo o risco de ferimentos aos ocupantes, nada mais que isso.

Muitos motivos trazem problemas ao para-brisa, principalmente os corpos estranhos arremessados por outros veículos, especialmente em estradas de cascalho, mas outros fatores como granizo, torções da própria estrutura do veículo e até choque térmico podem inutilizar a peça.

Rachou, trincou o que fazer?

A providência imediata é cobrir por dentro e por fora a área afetada por uma boa fita adesiva para que a peça se mantenha unida e sofra menos com a trepidação da carroceria, não deixando crescer o dano, e seguir imediatamente a uma empresa especializada para o reparo ou substituição. Algumas pessoas não sabem que. em muitos casos, não existe a necessidade de trocar por um novo.

Existe um processo de solda/cola que, salvo se trincadura for exatamente no raio de visão do motorista, pode ser feito com toda segurança e de forma definitiva. O problema deste serviço é que na área afetada muda o percentual de transparência, formando uma leve lente que muda a leitura da visão frontal, com os obstáculos podendo parecer que estão mais longe ou mais perto, gerando risco de acidente.

Outros cuidados devem ser tomados a começar por manter cheio o recipiente de água do esguicho sem esquecer de colocar o aditivo especial que diminui o atrito da borracha do limpador com o para-brisa além de ajudar na remoção da sujeira. Na falta do mesmo, em uma emergência pode-se colocar algumas gotas de detergente neutro, embora esta prática em uso prolongado acelere o processo de desgaste das borrachas.

As palhetas (borrachas) são itens fundamentais e devem ser trocadas uma vez por ano, no início da fase chuvosa ou quando estiverem ressecadas, já que o atrito cresce arranhando o para-brisa e, o pior, bem na área de visão.

Se o estrago for muito grande, e a troca for necessária certifique-se que a nova peça tem exatamente as mesmas especificações. Evite fazer a substituição em qualquer oficina, procure um especialista, já que no mercado paralelo existem alguns com bitola e tamanho milimetricamente menores. Muitos instaladores de forma equivocada imaginam que a borracha de vedação se encaixe com facilidade. Outro motivo para escolher bem a oficina é que alguns vidros deixam de ser fixados e são colados à carroceria, necessitando conhecimento para uma instalação correta.

Diante de tantas variáveis, fica claro que cuidar bem e dar manutenção adequada ao para-brisa junto com economia vêm a desejada segurança.

*Roberto Costa é jornalista especializado em veículos há 40 anos e autor do blog www.robertopcosta.blogspot.com.br. Com experiência em áreas de vendas, marketing e pós-venda em distribuidores de veículos, atuou também na organização e vistorias de carros em competições automotoras. 

A coluna “Sem Quilômetros” é publicada no Tribuna do Ceará, aos sábados, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) às segundas e quartas-feiras, às 7h10, e na Edição da Noite, a partir das 18h.