Roberto Costa: "Atenção redobrada na chuva"

SEM QUILÔMETROS

Roberto Costa: “Atenção redobrada na chuva”

Ao longo do ano, muitas impurezas vão se alojando ao pavimento sem que se note, mas basta uma pequena umidade para que o atrito ou aderência mude totalmente

Por Tribuna do Ceará em Roberto Costa

24 de dezembro de 2016 às 06:25

Há 11 meses

Por Roberto Costa

Moramos em uma região onde as chuvas são sempre bem-vindas e, muitas vezes, nos pegam desprevenidos. Em relação ao dia a dia do automobilista, tal situação pode ser muitas vezes traiçoeira. Ao longo do ano, muitas impurezas vão se alojando ao pavimento sem que se note, mas basta uma pequena umidade para que o atrito ou aderência mude totalmente.

Com a água, por menor que seja, sobre o pavimento, aparecem com mais clareza as porções deixadas por outros veículos tais como lubrificantes, borrachas e combustível além da natureza que traz argila, arreia e até pedriscos e, esta fusão, muda totalmente o comportamento do veículo nas frenagens e, principalmente, em curvas de qualquer raio.

Em relação ao pneu, em primeiro lugar, é preciso escapar da tentação de continuar com aquele dito pneu “meia vida” que já está pra lá de usado, ou seja, nada de pneus com menos de 3,5 milímetros de sulco ou biscoito, como é mais conhecido. Com medida abaixo disto, facilmente em uma chuva a água do solo não vai escorrer e, dependendo da velocidade, o pneu vai sofrer uma aquaplanagem ou literalmente boiar e, sem contato com o solo, o risco de um cavalo de pau ou dos freios não serem atendidos é muito grande, causando um acidente de proporções nunca imaginado.

É preciso escapar da tentação de continuar com o pneu “meia vida” (FOTO: Divulgação)

É preciso escapar da tentação de continuar com o pneu “meia vida” (FOTO: Divulgação)

Na aquaplagem, é muito difícil manter o controle no veículo, mas para minimizar as possíveis consequências procure não girar o volante bruscamente e, caso precise frear, faça lentamente sem pisar com força no pedal, pois haverá o travamento complicando ainda mais a situação.

Mesmo em veículos modernos com ABS – Anti Blocking System – que evitam em grande parte o travamento das rodas é necessário atenção.

A velocidade aliada a estes outros fatores trazem um tempero extra, e andar bem mais devagar é necessário. Um macete para saber se seu carro viajando com chuva ainda tem razoável contato com o solo é olhar pelo retrovisor e tentar ver se continua deixando algum tipo de marca ou rastro no solo. Caso não consiga ver, muitas vezes é bom parar, pois a visibilidade frontal também não dever ser das melhores. Na parada, procure um local seguro e afastado do acostamento, pois outro veículo às cegas ou que perdeu a direção poderá lhe atingir.

À noite, sempre utilizar faróis baixos. Cuidado ao acender os ditos de neblina que se destinam à serração, e não À chuva de pequena intensidade, pois poderá ofuscar o veículo que trafega em sentido oposto, podendo causar um choque frontal.

Em qualquer situação, aumentar a distância entre seu veículo e o que trafega a sua frente para que em uma emergência seja possível efetuar uma manobra evasiva escapando de uma batida. 

No mais, é manter as rodas alinhadas e balanceadas e a calibragem exatamente como informada no Manual do Proprietário e viajar com mais segurança.

*Roberto Costa é jornalista especializado em veículos há 40 anos e autor do blog www.robertopcosta.blogspot.com.br. Com experiência em áreas de vendas, marketing e pós-venda em distribuidores de veículos, atuou também na organização e vistorias de carros em competições automotoras. 

A coluna “Sem Quilômetros” é publicada no Tribuna do Ceará, aos sábados, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) às segundas e quartas-feiras, às 7h10, e na Edição da Noite, a partir das 18h.

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SEM QUILÔMETROS

Roberto Costa: “Atenção redobrada na chuva”

Ao longo do ano, muitas impurezas vão se alojando ao pavimento sem que se note, mas basta uma pequena umidade para que o atrito ou aderência mude totalmente

Por Tribuna do Ceará em Roberto Costa

24 de dezembro de 2016 às 06:25

Há 11 meses

Por Roberto Costa

Moramos em uma região onde as chuvas são sempre bem-vindas e, muitas vezes, nos pegam desprevenidos. Em relação ao dia a dia do automobilista, tal situação pode ser muitas vezes traiçoeira. Ao longo do ano, muitas impurezas vão se alojando ao pavimento sem que se note, mas basta uma pequena umidade para que o atrito ou aderência mude totalmente.

Com a água, por menor que seja, sobre o pavimento, aparecem com mais clareza as porções deixadas por outros veículos tais como lubrificantes, borrachas e combustível além da natureza que traz argila, arreia e até pedriscos e, esta fusão, muda totalmente o comportamento do veículo nas frenagens e, principalmente, em curvas de qualquer raio.

Em relação ao pneu, em primeiro lugar, é preciso escapar da tentação de continuar com aquele dito pneu “meia vida” que já está pra lá de usado, ou seja, nada de pneus com menos de 3,5 milímetros de sulco ou biscoito, como é mais conhecido. Com medida abaixo disto, facilmente em uma chuva a água do solo não vai escorrer e, dependendo da velocidade, o pneu vai sofrer uma aquaplanagem ou literalmente boiar e, sem contato com o solo, o risco de um cavalo de pau ou dos freios não serem atendidos é muito grande, causando um acidente de proporções nunca imaginado.

É preciso escapar da tentação de continuar com o pneu “meia vida” (FOTO: Divulgação)

É preciso escapar da tentação de continuar com o pneu “meia vida” (FOTO: Divulgação)

Na aquaplagem, é muito difícil manter o controle no veículo, mas para minimizar as possíveis consequências procure não girar o volante bruscamente e, caso precise frear, faça lentamente sem pisar com força no pedal, pois haverá o travamento complicando ainda mais a situação.

Mesmo em veículos modernos com ABS – Anti Blocking System – que evitam em grande parte o travamento das rodas é necessário atenção.

A velocidade aliada a estes outros fatores trazem um tempero extra, e andar bem mais devagar é necessário. Um macete para saber se seu carro viajando com chuva ainda tem razoável contato com o solo é olhar pelo retrovisor e tentar ver se continua deixando algum tipo de marca ou rastro no solo. Caso não consiga ver, muitas vezes é bom parar, pois a visibilidade frontal também não dever ser das melhores. Na parada, procure um local seguro e afastado do acostamento, pois outro veículo às cegas ou que perdeu a direção poderá lhe atingir.

À noite, sempre utilizar faróis baixos. Cuidado ao acender os ditos de neblina que se destinam à serração, e não À chuva de pequena intensidade, pois poderá ofuscar o veículo que trafega em sentido oposto, podendo causar um choque frontal.

Em qualquer situação, aumentar a distância entre seu veículo e o que trafega a sua frente para que em uma emergência seja possível efetuar uma manobra evasiva escapando de uma batida. 

No mais, é manter as rodas alinhadas e balanceadas e a calibragem exatamente como informada no Manual do Proprietário e viajar com mais segurança.

*Roberto Costa é jornalista especializado em veículos há 40 anos e autor do blog www.robertopcosta.blogspot.com.br. Com experiência em áreas de vendas, marketing e pós-venda em distribuidores de veículos, atuou também na organização e vistorias de carros em competições automotoras. 

A coluna “Sem Quilômetros” é publicada no Tribuna do Ceará, aos sábados, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) às segundas e quartas-feiras, às 7h10, e na Edição da Noite, a partir das 18h.