Roberto Costa: "Ar-condicionado, o amigo esquecido"
SEM QUILÔMETROS

Roberto Costa: “Ar-condicionado, o amigo esquecido”

Colunista lembra da importância do ar-condicionado automotivo e indica os principais passos para que o uso seja o melhor possível

Por Tribuna do Ceará em Roberto Costa

5 de novembro de 2016 às 07:00

Há 12 meses

Por Roberto Costa

Em um país tropical, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, o ar-condicionado há muito tempo deixou de ser luxo e sim necessidade, pela dureza do clima e também por conta da segurança que deixa a desejar.

Ar-condicionado e película escura acabaram virando uma combinação comum na maioria dos veículos, até porque os preços caíram bastante ao longo dos anos.

Sair de 30ºC na rua para algo em torno de 20ºC graus dentro do veículo é algo que tira parte do estresse diário e, por esta razão, até já se levou esse conforto aos transportes coletivos que fazem o serviço de leva e traz de milhares de pessoas que pagam por tal serviço público.

Mas existem motivos também importantes e pouco lembrados, como a entrada de poeira, ruído excessivo, necessidade de manter os vidros abertos prejudicando a aerodinâmica do veículo e, consequentemente, aumentando o consumo de combustível. A junção de todas essas situações acaba por prejudicar e muito o dia a dia de quem passa horas no trânsito.

Para obter um melhor desempenho e evitar danos ao sistema de ar-condicionado veicular, alguns cuidados devem ser tomados.

O primeiro é, ao sair de algum local muito quente, abrir uma fresta de 5 cm nos vidros laterais para que o ar represado na cabine saia gerando uma troca mais rápida de calor com o ambiente, e a refrigeração chegue ao ponto ideal em pouco tempo. Também com o veículo em movimento pode-se fazer o mesmo para retirar fumaça e até odores.

Evite utilizar a maior velocidade, já que o ar que entra na cabine passará mais rápido pelo sistema de cooler (refrigeração), assim perdendo parte do poder de refrigeração. A velocidade ideal sempre será a média, mas, se seu carro tiver um sistema com termostato automático, basta regular para a temperatura desejada e seguir viagem.

Poucos utilizam o sistema de ar-condicionado como desembaçador, que nesta situação traz a segurança de uma visualização externa melhor e ainda mantém toda operação de resfriamento, ou seja, não existe qualquer prejuízo ao conforto. Também é raro ver o aparelho funcionando como aquecedor nas regiões frias, já que muitos imaginam de forma errônea que o consumo de bateria cresce trazendo o risco de descarregá-la.

Em veículos parados por longos períodos ou que transitam por regiões de baixa temperatura, é aconselhado colocar em funcionamento pelo menos uma vez a cada 15 dias para que todo o sistema de ar-condicionado se mantenha acoplado, e o gás na pressão certa.

Ao sair de algum local muito quente, abra pelo menos 5 cm dos vidros laterais (FOTO: Divulgação)

Ao sair de algum local muito quente, abra pelo menos 5 cm dos vidros laterais (FOTO: Divulgação)

Poucos acessórios têm uma manutenção tão simples como o ar-condicionado. O condensador (muitos chamam erradamente de radiador) está localizado a frente do radiador do veículo, e uma lavagem simples com água jorrada de uma mangueira de baixa pressão é suficiente para retirar corpos estranhos, tais como insetos e lama absorvidos nas vias.

Outro cuidado é verificar a tensão e estado de conservação da correia. A quebra da correia do ar-condicionado não traz maiores problemas ao equipamento, mas além de desconforto ao quebrar pode atingir partes elétricas periféricas e até imobilizar o veículo.

Não se preocupe com a água que seu carro deixa no solo, pois isto é um sintoma que tudo está funcionando bem, e acontece pela retirada da umidade interna do veículo. Em ônibus, tal volume de água chega a ser tão representativo, que empresas preocupadas com o meio ambiente estão canalizando tal “sobra” para lavagem do para-brisa e torneiras dos toaletes, já que está livre de impurezas.

Quanto à relação com a saúde é importante trocar anualmente o filtro de cabine, que retém a grande maioria das impurezas externas que estão a caminho do habitáculo. Nesse momento, é aconselhável ver outros pontos como correia, nível do gás etc.

Não deixe para lembrar daquele que lhe acompanha até nas viagens solitárias apenas na hora que for abandonado.

Publicidade

Dê sua opinião

SEM QUILÔMETROS

Roberto Costa: “Ar-condicionado, o amigo esquecido”

Colunista lembra da importância do ar-condicionado automotivo e indica os principais passos para que o uso seja o melhor possível

Por Tribuna do Ceará em Roberto Costa

5 de novembro de 2016 às 07:00

Há 12 meses

Por Roberto Costa

Em um país tropical, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, o ar-condicionado há muito tempo deixou de ser luxo e sim necessidade, pela dureza do clima e também por conta da segurança que deixa a desejar.

Ar-condicionado e película escura acabaram virando uma combinação comum na maioria dos veículos, até porque os preços caíram bastante ao longo dos anos.

Sair de 30ºC na rua para algo em torno de 20ºC graus dentro do veículo é algo que tira parte do estresse diário e, por esta razão, até já se levou esse conforto aos transportes coletivos que fazem o serviço de leva e traz de milhares de pessoas que pagam por tal serviço público.

Mas existem motivos também importantes e pouco lembrados, como a entrada de poeira, ruído excessivo, necessidade de manter os vidros abertos prejudicando a aerodinâmica do veículo e, consequentemente, aumentando o consumo de combustível. A junção de todas essas situações acaba por prejudicar e muito o dia a dia de quem passa horas no trânsito.

Para obter um melhor desempenho e evitar danos ao sistema de ar-condicionado veicular, alguns cuidados devem ser tomados.

O primeiro é, ao sair de algum local muito quente, abrir uma fresta de 5 cm nos vidros laterais para que o ar represado na cabine saia gerando uma troca mais rápida de calor com o ambiente, e a refrigeração chegue ao ponto ideal em pouco tempo. Também com o veículo em movimento pode-se fazer o mesmo para retirar fumaça e até odores.

Evite utilizar a maior velocidade, já que o ar que entra na cabine passará mais rápido pelo sistema de cooler (refrigeração), assim perdendo parte do poder de refrigeração. A velocidade ideal sempre será a média, mas, se seu carro tiver um sistema com termostato automático, basta regular para a temperatura desejada e seguir viagem.

Poucos utilizam o sistema de ar-condicionado como desembaçador, que nesta situação traz a segurança de uma visualização externa melhor e ainda mantém toda operação de resfriamento, ou seja, não existe qualquer prejuízo ao conforto. Também é raro ver o aparelho funcionando como aquecedor nas regiões frias, já que muitos imaginam de forma errônea que o consumo de bateria cresce trazendo o risco de descarregá-la.

Em veículos parados por longos períodos ou que transitam por regiões de baixa temperatura, é aconselhado colocar em funcionamento pelo menos uma vez a cada 15 dias para que todo o sistema de ar-condicionado se mantenha acoplado, e o gás na pressão certa.

Ao sair de algum local muito quente, abra pelo menos 5 cm dos vidros laterais (FOTO: Divulgação)

Ao sair de algum local muito quente, abra pelo menos 5 cm dos vidros laterais (FOTO: Divulgação)

Poucos acessórios têm uma manutenção tão simples como o ar-condicionado. O condensador (muitos chamam erradamente de radiador) está localizado a frente do radiador do veículo, e uma lavagem simples com água jorrada de uma mangueira de baixa pressão é suficiente para retirar corpos estranhos, tais como insetos e lama absorvidos nas vias.

Outro cuidado é verificar a tensão e estado de conservação da correia. A quebra da correia do ar-condicionado não traz maiores problemas ao equipamento, mas além de desconforto ao quebrar pode atingir partes elétricas periféricas e até imobilizar o veículo.

Não se preocupe com a água que seu carro deixa no solo, pois isto é um sintoma que tudo está funcionando bem, e acontece pela retirada da umidade interna do veículo. Em ônibus, tal volume de água chega a ser tão representativo, que empresas preocupadas com o meio ambiente estão canalizando tal “sobra” para lavagem do para-brisa e torneiras dos toaletes, já que está livre de impurezas.

Quanto à relação com a saúde é importante trocar anualmente o filtro de cabine, que retém a grande maioria das impurezas externas que estão a caminho do habitáculo. Nesse momento, é aconselhável ver outros pontos como correia, nível do gás etc.

Não deixe para lembrar daquele que lhe acompanha até nas viagens solitárias apenas na hora que for abandonado.