Flávia Castelo: Práticas culturais por uma ecologia da vida

ALDEIA GLOCAL

Flávia Castelo: “Práticas culturais por uma ecologia da vida”

Quem não julga um livro pela capa que atire a primeira pedra. Na verdade, pelo título

Por Tribuna do Ceará em Flávia Castelo

2 de agosto de 2017 às 08:31

Há 5 meses

Por Flávia Castelo

Quem não julga um livro pela capa que atire a primeira pedra. Na verdade, pelo título. Se não fosse pré-requisito do curso de especialização da Universidade de Girona em realização pelo Instituto Dragão do Mar e Itaú Cultural, ‘A cultura e seu contrário’ seria, igualmente, de vida. Leitura devida – pelo menos, para os que estão nas práticas de gestão e política culturais. É esta a sensação que se tem antes mesmo de terminar de ler sua introdução.

A obra te leva à (re)discussão sobre o lugar e o sentido da cultura. E não poderia fazê-lo sem o seu contrário: a barbárie. E sem a arte em cena. Assim, o Professor Teixeira Coelho faz um paralelo entre a vida do indivíduo e as normas do mundo para tratar da iniciativa contra a estrutura, propõe uma cultura desconfortavelmente confortável para nosso século, conta um caso feliz de exercício ao direito à cultura e enfatiza sua negatividade para falar da Agenda 21 para a Cultura. Também não nos deixa esquecer a violência na cultura, ao apresentar a cultura diante da violência, enumerando cinco figuras, das quais trago uma para as reflexões de hoje: a ecologia cultural.

Isso porque o autor diz que o movimento ecológico vem mudando, mesmo que aos poucos, nossa forma de perceber o mundo. Que a representação que a humanidade faz não é mais a de um Planeta Terra de fontes inesgotáveis. E que isso nos faz desejar uma espécie de Greenpeace cultural enquanto símbolo do ativismo da sociedade civil.

coluna-flavia

Ele sustenta que deveríamos estar “suficientemente abertos para a hipótese de que o programa ecológico, tal como está, pode ser aquele que se apresentará, por um bom tempo, como o horizonte insuperável da cultura”. E defende a cultura ecológica como a mais eficaz ação cultural dentre todas: o modelo mais organizado e efetivo de uma política cultural para uma qualidade de vida, a inclusão social e o enfrentamento da violência. Ou seja, a cultura ecológica como uma antropologia da mudança: que re-propõe que a cultura realize o que a natureza propõe ou impõe ao ser humano.

Urbi et orbi e faça parte da ALDEIA GLOCAL em aldeiaglocal.com.br, afinal, quanto mais global, mais local.

*Flávia Castelo é Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Ceará e Doutora em Biotecnologia pela mesma instituição e pela Universidade de Antuérpia/Bélgica. Flávia é advogada, professora e mãe.

A coluna “Aldeia Glocal” é publicada no Tribuna do Ceará, às quartas-feiras, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7), às 9h10 e às 18h10.

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Flávia Castelo: “Práticas culturais por uma ecologia da vida”

Quem não julga um livro pela capa que atire a primeira pedra. Na verdade, pelo título

Por Tribuna do Ceará em Flávia Castelo

2 de agosto de 2017 às 08:31

Há 5 meses

Por Flávia Castelo

Quem não julga um livro pela capa que atire a primeira pedra. Na verdade, pelo título. Se não fosse pré-requisito do curso de especialização da Universidade de Girona em realização pelo Instituto Dragão do Mar e Itaú Cultural, ‘A cultura e seu contrário’ seria, igualmente, de vida. Leitura devida – pelo menos, para os que estão nas práticas de gestão e política culturais. É esta a sensação que se tem antes mesmo de terminar de ler sua introdução.

A obra te leva à (re)discussão sobre o lugar e o sentido da cultura. E não poderia fazê-lo sem o seu contrário: a barbárie. E sem a arte em cena. Assim, o Professor Teixeira Coelho faz um paralelo entre a vida do indivíduo e as normas do mundo para tratar da iniciativa contra a estrutura, propõe uma cultura desconfortavelmente confortável para nosso século, conta um caso feliz de exercício ao direito à cultura e enfatiza sua negatividade para falar da Agenda 21 para a Cultura. Também não nos deixa esquecer a violência na cultura, ao apresentar a cultura diante da violência, enumerando cinco figuras, das quais trago uma para as reflexões de hoje: a ecologia cultural.

Isso porque o autor diz que o movimento ecológico vem mudando, mesmo que aos poucos, nossa forma de perceber o mundo. Que a representação que a humanidade faz não é mais a de um Planeta Terra de fontes inesgotáveis. E que isso nos faz desejar uma espécie de Greenpeace cultural enquanto símbolo do ativismo da sociedade civil.

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Ele sustenta que deveríamos estar “suficientemente abertos para a hipótese de que o programa ecológico, tal como está, pode ser aquele que se apresentará, por um bom tempo, como o horizonte insuperável da cultura”. E defende a cultura ecológica como a mais eficaz ação cultural dentre todas: o modelo mais organizado e efetivo de uma política cultural para uma qualidade de vida, a inclusão social e o enfrentamento da violência. Ou seja, a cultura ecológica como uma antropologia da mudança: que re-propõe que a cultura realize o que a natureza propõe ou impõe ao ser humano.

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*Flávia Castelo é Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Ceará e Doutora em Biotecnologia pela mesma instituição e pela Universidade de Antuérpia/Bélgica. Flávia é advogada, professora e mãe.

A coluna “Aldeia Glocal” é publicada no Tribuna do Ceará, às quartas-feiras, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7), às 9h10 e às 18h10.