Águeda Muniz: "O Parque Urbano Rachel de Queiroz e nossa Fortaleza em transformação”
CIDADES EM TRANSFORMAÇÃO

Águeda Muniz: “O Parque Urbano Rachel de Queiroz e nossa Fortaleza em transformação”

Nosso Parque Rachel de Queiroz recebeu menção honrosa em um evento realizado pelo Programa nas Nações Unidas para Assentamentos Urbanos (ONU-Habitat)

Por Tribuna do Ceará em Águeda Muniz

10 de janeiro de 2017 às 08:08

Há 3 meses

Por Águeda Muniz

Vamos falar da nossa cidade que, assim como cidades contemporâneas do mundo inteiro, está em constante transformação. Sabem o nosso Parque Rachel de Queiroz? Fortaleza recebeu menção honrosa na Convocatoria de Practicas Innovadoras de la Nueva Agenda Urbana, realizada pelo Programa nas Nações Unidas para Assentamentos Urbanos (ONU-Habitat).

Esta é uma iniciativa que reconhece as ações, projetos e práticas de governos locais que levam ao Desenvolvimento Sustentável das Cidades. Foram 146 projetos, encaminhados por 16 países, em que Brasil, México e Colômbia se destacaram pela quantidade de projetos enviados. O concurso foi apoiado por Mercociudades, Flacma, Governo da Espanha e Fórum Iberoamericano de Melhores Práticas.

Nesta Convocatoria de Practicas Innovadoras de la Nueva Agenda Urbana, o comitê técnico organizador indicou que o Parque Rachel de Queiroz se destacou por ter elementos inovadores e com alto potencial de integração de comunidades, ou seja, ambientes providos de parques urbanos lineares em áreas vulneráveis, tornando-as mais inclusivas. A relação socioeconômica com o entorno, a interação do ambiente natural com o ambiente construído, as dimensões do parque, trechos implantados foram fundamentais para o reconhecimento.

parqueracheldequeiroz

Parque Rachel de Queiroz (Foto: Kaio Machado)

O Parque Urbano Linear Rachel de Queiroz, criado e regulamentado por decreto no dia 10 de janeiro de 2014, há exatamente dois anos, é o segundo maior parque da cidade de Fortaleza com 200 hectares, 10 quilômetros de extensão, impactando diretamente 14 bairros. Os trechos já implantados e em plena utilização pelo fortalezense estão localizados no bairro Presidente Kennedy e bairros adjacentes: o Bosque do Bem, a Lagoa do Alagadiço e o Polo de Lazer Sargento Hermínio.

É bastante evidente que as preocupações do desenvolvimento sustentável no século 21 devem incluir uma nova economia, uma visão ampla, um novo padrão de relação social corporativa e novos indicadores do progresso humano, já que a qualidade de vida urbana nunca foi tão importante para o futuro de um país. É uma necessidade de sobrevivência das sociedades, onde nos obriga a pensar em uma estratégia global, que envolve muito mais do que uma abordagem entorno do “verde”.

Neste sentido, a garantia de uma cidade sustentável deve estar voltada para a solução de problemas relacionados aos aspectos que compõem a cidade: econômico (com emprego e renda), democrático (através do empoderamento), social (com igualdade e solidariedade), habitacional (por meio da moradia), vital (com a construção da cidade habitável), acessível (com a mobilidade) e, claro, o aspecto ambiental com a proteção dos ecossistemas. O desenvolvimento urbano sustentável impõe o desafio de refazer a cidade existente, reinventado-a. De modo inteligente e inclusivo.

Até semana que vem com mais Cidades em Transformação!

* Águeda Muniz é Doutora em Arquitetura e Urbanismo e titular da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza.

A coluna “Cidades em Transformação” é publicada no Tribuna do Ceará, às terça-feiras, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) às 9h10 de terça-feira.

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Águeda Muniz: “O Parque Urbano Rachel de Queiroz e nossa Fortaleza em transformação”

Nosso Parque Rachel de Queiroz recebeu menção honrosa em um evento realizado pelo Programa nas Nações Unidas para Assentamentos Urbanos (ONU-Habitat)

Por Tribuna do Ceará em Águeda Muniz

10 de janeiro de 2017 às 08:08

Há 3 meses

Por Águeda Muniz

Vamos falar da nossa cidade que, assim como cidades contemporâneas do mundo inteiro, está em constante transformação. Sabem o nosso Parque Rachel de Queiroz? Fortaleza recebeu menção honrosa na Convocatoria de Practicas Innovadoras de la Nueva Agenda Urbana, realizada pelo Programa nas Nações Unidas para Assentamentos Urbanos (ONU-Habitat).

Esta é uma iniciativa que reconhece as ações, projetos e práticas de governos locais que levam ao Desenvolvimento Sustentável das Cidades. Foram 146 projetos, encaminhados por 16 países, em que Brasil, México e Colômbia se destacaram pela quantidade de projetos enviados. O concurso foi apoiado por Mercociudades, Flacma, Governo da Espanha e Fórum Iberoamericano de Melhores Práticas.

Nesta Convocatoria de Practicas Innovadoras de la Nueva Agenda Urbana, o comitê técnico organizador indicou que o Parque Rachel de Queiroz se destacou por ter elementos inovadores e com alto potencial de integração de comunidades, ou seja, ambientes providos de parques urbanos lineares em áreas vulneráveis, tornando-as mais inclusivas. A relação socioeconômica com o entorno, a interação do ambiente natural com o ambiente construído, as dimensões do parque, trechos implantados foram fundamentais para o reconhecimento.

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Parque Rachel de Queiroz (Foto: Kaio Machado)

O Parque Urbano Linear Rachel de Queiroz, criado e regulamentado por decreto no dia 10 de janeiro de 2014, há exatamente dois anos, é o segundo maior parque da cidade de Fortaleza com 200 hectares, 10 quilômetros de extensão, impactando diretamente 14 bairros. Os trechos já implantados e em plena utilização pelo fortalezense estão localizados no bairro Presidente Kennedy e bairros adjacentes: o Bosque do Bem, a Lagoa do Alagadiço e o Polo de Lazer Sargento Hermínio.

É bastante evidente que as preocupações do desenvolvimento sustentável no século 21 devem incluir uma nova economia, uma visão ampla, um novo padrão de relação social corporativa e novos indicadores do progresso humano, já que a qualidade de vida urbana nunca foi tão importante para o futuro de um país. É uma necessidade de sobrevivência das sociedades, onde nos obriga a pensar em uma estratégia global, que envolve muito mais do que uma abordagem entorno do “verde”.

Neste sentido, a garantia de uma cidade sustentável deve estar voltada para a solução de problemas relacionados aos aspectos que compõem a cidade: econômico (com emprego e renda), democrático (através do empoderamento), social (com igualdade e solidariedade), habitacional (por meio da moradia), vital (com a construção da cidade habitável), acessível (com a mobilidade) e, claro, o aspecto ambiental com a proteção dos ecossistemas. O desenvolvimento urbano sustentável impõe o desafio de refazer a cidade existente, reinventado-a. De modo inteligente e inclusivo.

Até semana que vem com mais Cidades em Transformação!

* Águeda Muniz é Doutora em Arquitetura e Urbanismo e titular da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza.

A coluna “Cidades em Transformação” é publicada no Tribuna do Ceará, às terça-feiras, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) às 9h10 de terça-feira.