Águeda Muniz: Fortaleza cidade sustentável

CIDADES EM TRANSFORMAÇÃO

Águeda Muniz: “Fortaleza cidade sustentável”

Podíamos estar mais conectados com as novas tecnologias e incentivando mais o uso das fontes alternativas em nossas cidades

Por Tribuna do Ceará em Águeda Muniz

1 de agosto de 2017 às 10:00

Há 4 meses

Por Águeda Muniz

Hoje vamos falar do valor da sustentabilidade. A começar pela produção de energia. Por muito tempo, a ocupação do território da cidade de Fortaleza foi dificultada por dois motivos: tínhamos um sol impiedoso e ventos valentes. Hoje o sol e o vento são duas grandes oportunidades econômicas que vem viabilizando a mudança da matriz energética em cidades do mundo inteiro. Não poluem, não usam combustíveis fósseis e vêm da natureza.

Estima-se que em 2020 o mundo terá 12% da energia gerada pelo vento. Só na Dinamarca, a energia eólica representa 18% de toda a eletricidade gerada e a meta é aumentar essa parcela para 50% até 2030.

Já a energia solar é a fonte de energia que mais cresce no mundo: 30% ao ano. Nessa corrida, quem largou na frente foram os alemães: 30% de toda a capacidade instalada para geração de energia solar do mundo está na Alemanha.

fortaleza-sustentavel

(FOTO: Flickr/ Creative Commons/ Otávio Nogueira)

Recentes desenvolvimentos tecnológicos têm reduzido significativamente os custos e melhorado o desempenho e a confiabilidade dos equipamentos de ambas as matrizes energéticas. No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica, a energia eólica responde atualmente por 5,8% da matriz nacional, enquanto a solar, segundo a ANEEL representa menos de 1%.

Podíamos estar mais conectados com as novas tecnologias e incentivando mais o uso das fontes alternativas em nossas cidades. Como? Começando por nossas legislações urbanísticas e ambientais. Em algumas cidades, por estarem desatualizadas não abordam estes temas.

A arquitetura também pode trazer esses avanços para nossas cidades. A implantação de edifícios com soluções sustentáveis, como a energia das áreas comuns geradas pelo sistema eólico; aquecimento de água por meio da energia solar, reuso da água, a utilização de materiais e técnicas construtivas que melhorem internamente o conforto térmico… Essas e outras soluções agregam valor ao empreendimento.

Portanto, este é o nosso desafio! Até semana que vem com mais “Cidades em Transformação”.

* Águeda Muniz é Doutora em Arquitetura e Urbanismo e titular da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza.

A coluna “Cidades em Transformação” é publicada no Tribuna do Ceará, às terça-feiras, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) às 9h10 de terça-feira.

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CIDADES EM TRANSFORMAÇÃO

Águeda Muniz: “Fortaleza cidade sustentável”

Podíamos estar mais conectados com as novas tecnologias e incentivando mais o uso das fontes alternativas em nossas cidades

Por Tribuna do Ceará em Águeda Muniz

1 de agosto de 2017 às 10:00

Há 4 meses

Por Águeda Muniz

Hoje vamos falar do valor da sustentabilidade. A começar pela produção de energia. Por muito tempo, a ocupação do território da cidade de Fortaleza foi dificultada por dois motivos: tínhamos um sol impiedoso e ventos valentes. Hoje o sol e o vento são duas grandes oportunidades econômicas que vem viabilizando a mudança da matriz energética em cidades do mundo inteiro. Não poluem, não usam combustíveis fósseis e vêm da natureza.

Estima-se que em 2020 o mundo terá 12% da energia gerada pelo vento. Só na Dinamarca, a energia eólica representa 18% de toda a eletricidade gerada e a meta é aumentar essa parcela para 50% até 2030.

Já a energia solar é a fonte de energia que mais cresce no mundo: 30% ao ano. Nessa corrida, quem largou na frente foram os alemães: 30% de toda a capacidade instalada para geração de energia solar do mundo está na Alemanha.

fortaleza-sustentavel

(FOTO: Flickr/ Creative Commons/ Otávio Nogueira)

Recentes desenvolvimentos tecnológicos têm reduzido significativamente os custos e melhorado o desempenho e a confiabilidade dos equipamentos de ambas as matrizes energéticas. No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica, a energia eólica responde atualmente por 5,8% da matriz nacional, enquanto a solar, segundo a ANEEL representa menos de 1%.

Podíamos estar mais conectados com as novas tecnologias e incentivando mais o uso das fontes alternativas em nossas cidades. Como? Começando por nossas legislações urbanísticas e ambientais. Em algumas cidades, por estarem desatualizadas não abordam estes temas.

A arquitetura também pode trazer esses avanços para nossas cidades. A implantação de edifícios com soluções sustentáveis, como a energia das áreas comuns geradas pelo sistema eólico; aquecimento de água por meio da energia solar, reuso da água, a utilização de materiais e técnicas construtivas que melhorem internamente o conforto térmico… Essas e outras soluções agregam valor ao empreendimento.

Portanto, este é o nosso desafio! Até semana que vem com mais “Cidades em Transformação”.

* Águeda Muniz é Doutora em Arquitetura e Urbanismo e titular da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza.

A coluna “Cidades em Transformação” é publicada no Tribuna do Ceará, às terça-feiras, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) às 9h10 de terça-feira.