Águeda Muniz: Aprendamos com Tóquio
CIDADES EM TRANSFORMAÇÃO

Águeda Muniz: “Aprendamos com Tóquio”

O passado presente no futuro de cidade uma cidade feita para seus cidadãos

Por Tribuna do Ceará em Águeda Muniz

13 de junho de 2017 às 08:56

Há 1 semana

Por Águeda Muniz

Com mais de 12 milhões de habitantes, alta densidade, áreas verdes e espaços públicos de qualidade, calçadas apropriadas ao caminhar, Tóquio ensina as cidades brasileiras como ser uma cidade voltada para o cidadão.

Prestes a sediar os Jogos Olímpicos de 2020, percebe-se uma cidade já preparada para receber delegações, autoridades e os milhares de visitantes que deverão participar do megaevento que movimenta o mundo inteiro. Ao nosso olhar, um megaevento serve para, em especial, alavancar a economia de uma cidade e deixá-la mais qualificada para seu cidadão.

Então a pergunta seria: por que Tóquio buscou sediar uma olimpíada já que é considerada consolidada como cidade contemporânea e parece ter alcançado os desafios impostos para as urbanidades? Porque Tóquio precisa se projetar para o mundo como a cidade que chegou ao futuro, sem irromper com sua cultura, hábitos e costumes, valorizando seu cidadão. Podemos verificar isto nas várias experiências que a cidade proporciona.

Milhares de pessoas atravessando o maior cruzamento do mundo, Shibuya e no seu entorno a verticalização – para muitos exagerada, aliada a uma profusão de mensagens publicitárias com apelo sonoro. E como funciona! Apesar de um espaço de passagem, é também um espaço de convivência.

tokio-agueda

(FOTO: Águeda Muniz)

O que dizer dos edifícios icônicos em Ginza com suas fachadas iluminadas, sem nenhum recuo lateral ou frontal, mas com calçadas extralargas, acessíveis e arborizadas convidando os também milhares de pedestres a compor aquele cenário cinematográfico. Ginza fecha para os carros sua rua principal no sábado e é neste dia que a rua fica mais viva! Mesas e cadeiras dispostas em meio a pessoas caminhando, comprando, interagindo.

Não podemos deixar jamais de falar aqui da perfeita integração do antigo com o novo. Prédios seculares cercados por uma arquitetura contemporânea, mas que não deixa de abordar os traços da cultura. O que dizer dos recursos naturais em perfeita harmonia com o ambiente construído?

A antiga via férrea – muito utilizada ainda, que percorre a cidade em nível aéreo e que em todo o seu percurso, em nível do solo, nos apresenta um dos circuitos mais movimentados da cidade com bares e restaurantes que oferecem a gastronomia local e gente, mais gente reunida, entre nativos e visitantes que convivem de forma tranquila com veículos e bicicletas, que transitam de forma cuidadosa, porque o pedestre é prioridade.

Pra finalizar vamos falar do lixo. Não há sequer resquício de papel ou mesmo pontas de cigarro nas ruas de Tóquio. E também não há lixeiras. O lixo que você produz é obrigação sua descartar. E assim se controla o consumo, se controla o descarte.

É a cidade perfeita? Não sabemos, mas é real, é inclusiva, é feita para o cidadão.

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CIDADES EM TRANSFORMAÇÃO

Águeda Muniz: “Aprendamos com Tóquio”

O passado presente no futuro de cidade uma cidade feita para seus cidadãos

Por Tribuna do Ceará em Águeda Muniz

13 de junho de 2017 às 08:56

Há 1 semana

Por Águeda Muniz

Com mais de 12 milhões de habitantes, alta densidade, áreas verdes e espaços públicos de qualidade, calçadas apropriadas ao caminhar, Tóquio ensina as cidades brasileiras como ser uma cidade voltada para o cidadão.

Prestes a sediar os Jogos Olímpicos de 2020, percebe-se uma cidade já preparada para receber delegações, autoridades e os milhares de visitantes que deverão participar do megaevento que movimenta o mundo inteiro. Ao nosso olhar, um megaevento serve para, em especial, alavancar a economia de uma cidade e deixá-la mais qualificada para seu cidadão.

Então a pergunta seria: por que Tóquio buscou sediar uma olimpíada já que é considerada consolidada como cidade contemporânea e parece ter alcançado os desafios impostos para as urbanidades? Porque Tóquio precisa se projetar para o mundo como a cidade que chegou ao futuro, sem irromper com sua cultura, hábitos e costumes, valorizando seu cidadão. Podemos verificar isto nas várias experiências que a cidade proporciona.

Milhares de pessoas atravessando o maior cruzamento do mundo, Shibuya e no seu entorno a verticalização – para muitos exagerada, aliada a uma profusão de mensagens publicitárias com apelo sonoro. E como funciona! Apesar de um espaço de passagem, é também um espaço de convivência.

tokio-agueda

(FOTO: Águeda Muniz)

O que dizer dos edifícios icônicos em Ginza com suas fachadas iluminadas, sem nenhum recuo lateral ou frontal, mas com calçadas extralargas, acessíveis e arborizadas convidando os também milhares de pedestres a compor aquele cenário cinematográfico. Ginza fecha para os carros sua rua principal no sábado e é neste dia que a rua fica mais viva! Mesas e cadeiras dispostas em meio a pessoas caminhando, comprando, interagindo.

Não podemos deixar jamais de falar aqui da perfeita integração do antigo com o novo. Prédios seculares cercados por uma arquitetura contemporânea, mas que não deixa de abordar os traços da cultura. O que dizer dos recursos naturais em perfeita harmonia com o ambiente construído?

A antiga via férrea – muito utilizada ainda, que percorre a cidade em nível aéreo e que em todo o seu percurso, em nível do solo, nos apresenta um dos circuitos mais movimentados da cidade com bares e restaurantes que oferecem a gastronomia local e gente, mais gente reunida, entre nativos e visitantes que convivem de forma tranquila com veículos e bicicletas, que transitam de forma cuidadosa, porque o pedestre é prioridade.

Pra finalizar vamos falar do lixo. Não há sequer resquício de papel ou mesmo pontas de cigarro nas ruas de Tóquio. E também não há lixeiras. O lixo que você produz é obrigação sua descartar. E assim se controla o consumo, se controla o descarte.

É a cidade perfeita? Não sabemos, mas é real, é inclusiva, é feita para o cidadão.