Águeda Muniz: Aeroporto Pinto Martins, um novo significado para Fortaleza
CIDADES EM TRANSFORMAÇÃO

Águeda Muniz: “Aeroporto Pinto Martins, um novo significado para Fortaleza”

Como a Fraport poderá alterar a configuração socioeconômica e espacial da cidade

Por Tribuna do Ceará em Águeda Muniz

28 de março de 2017 às 14:46

Há 1 mês

Por Águeda Muniz

Com um ágio de mais de R$ 130 milhões, o Aeroporto de Fortaleza foi arrematado em um leilão, juntamente com mais outros três aeroportos brasileiros: Salvador, Florianópolis e Porto Alegre.

Caberá à Fraport, empresa de origem alemã, operar nosso aeroporto, tendo obrigações de manutenção e melhorias nos próximos anos. Dentre as exigências previstas no Plano de Exploração Aeroportuária (PEA), até o ano de 2020, a empresa deve realizar a ampliação da pista de pouso e decolagem.

No entanto, o que vem em seguida, no cenário urbano de Fortaleza é algo que tende a ser venturoso para nossa cidade, sendo válido ressaltar que a Fraport é também um dos mais importantes centros de conexão de voos (hub) da Europa. Isto quer dizer que o Aeroporto de Fortaleza poderá vir a ser o hub da América do Sul, já que é o destino mais próximo de mercados internacionais como Europa, África e o restante do continente americano.

Tendo em vista a este ganho de oportunidade, precisamos ver nosso aeroporto como, realmente, uma âncora de desenvolvimento socioeconômico, capaz de protagonizar a transformação de uma área da cidade que por questões de segurança aérea e baixa utilização do aeroporto, até os dias atuais soa aos ouvido do fortalezense como uma área onde o desenvolvimento socioeconômico e imobiliário é praticamente reduzido.

O que se verá nos próximos anos é o surgimento de bairros vocacionados às atividades correlatas à atividade aeroportuária. O próprio corredor da BR-116, certamente passará a ter uma nova leitura, enquanto área possível de desenvolvimento e transformações em sua estrutura. Bairros como Montese, Itaoca, Serrinha, Vila União, Dias Macedo, Aerolândia, Alto da Balança, São João do Tauape e Fátima, situados logo no entorno direto do aeroporto deverão ser reconfigurados dentro do novo complexo econômico que ali tende a surgir. Indiretamente, o setor de serviços, a atividade turística, o comércio em nossa cidade terão também novo significado.

A realidade do Aeroporto Pinto Martins trará, portanto, uma nova dinâmica a Fortaleza. Cada vez mais estamos alcançando relevância no mapa de cidades mundiais.

* Águeda Muniz é Doutora em Arquitetura e Urbanismo e titular da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza.

A coluna “Cidades em Transformação” é publicada no Tribuna do Ceará, às terça-feiras, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) às 9h10 de terça-feira.

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CIDADES EM TRANSFORMAÇÃO

Águeda Muniz: “Aeroporto Pinto Martins, um novo significado para Fortaleza”

Como a Fraport poderá alterar a configuração socioeconômica e espacial da cidade

Por Tribuna do Ceará em Águeda Muniz

28 de março de 2017 às 14:46

Há 1 mês

Por Águeda Muniz

Com um ágio de mais de R$ 130 milhões, o Aeroporto de Fortaleza foi arrematado em um leilão, juntamente com mais outros três aeroportos brasileiros: Salvador, Florianópolis e Porto Alegre.

Caberá à Fraport, empresa de origem alemã, operar nosso aeroporto, tendo obrigações de manutenção e melhorias nos próximos anos. Dentre as exigências previstas no Plano de Exploração Aeroportuária (PEA), até o ano de 2020, a empresa deve realizar a ampliação da pista de pouso e decolagem.

No entanto, o que vem em seguida, no cenário urbano de Fortaleza é algo que tende a ser venturoso para nossa cidade, sendo válido ressaltar que a Fraport é também um dos mais importantes centros de conexão de voos (hub) da Europa. Isto quer dizer que o Aeroporto de Fortaleza poderá vir a ser o hub da América do Sul, já que é o destino mais próximo de mercados internacionais como Europa, África e o restante do continente americano.

Tendo em vista a este ganho de oportunidade, precisamos ver nosso aeroporto como, realmente, uma âncora de desenvolvimento socioeconômico, capaz de protagonizar a transformação de uma área da cidade que por questões de segurança aérea e baixa utilização do aeroporto, até os dias atuais soa aos ouvido do fortalezense como uma área onde o desenvolvimento socioeconômico e imobiliário é praticamente reduzido.

O que se verá nos próximos anos é o surgimento de bairros vocacionados às atividades correlatas à atividade aeroportuária. O próprio corredor da BR-116, certamente passará a ter uma nova leitura, enquanto área possível de desenvolvimento e transformações em sua estrutura. Bairros como Montese, Itaoca, Serrinha, Vila União, Dias Macedo, Aerolândia, Alto da Balança, São João do Tauape e Fátima, situados logo no entorno direto do aeroporto deverão ser reconfigurados dentro do novo complexo econômico que ali tende a surgir. Indiretamente, o setor de serviços, a atividade turística, o comércio em nossa cidade terão também novo significado.

A realidade do Aeroporto Pinto Martins trará, portanto, uma nova dinâmica a Fortaleza. Cada vez mais estamos alcançando relevância no mapa de cidades mundiais.

* Águeda Muniz é Doutora em Arquitetura e Urbanismo e titular da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza.

A coluna “Cidades em Transformação” é publicada no Tribuna do Ceará, às terça-feiras, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) às 9h10 de terça-feira.