Projeto ajuda deficientes visuais a aproveitarem o hábito da leitura
BIBLIOTECA ACESSÍVEL

Projeto ajuda deficientes visuais a aproveitarem o hábito da leitura

Apenas 9% das bibliotecas públicas municipais possuem conteúdo para deficientes visuais

Por Tribuna Bandnews FM em Tecnologia

4 de fevereiro de 2017 às 06:30

Há 8 meses
Aproximar pessoas com deficiência visual da leitura é foco do projeto. (Foto: Agência Brasil)

Aproximar pessoas com deficiência visual da leitura é foco do projeto (FOTO: Agência Brasil)

Um projeto desenvolvido pelo grupo AED Tecnologia promete tornar o hábito da leitura acessível para deficientes visuais. A “Biblioteca Acessível” inova o formato mais conhecido de audiodescrição. A reportagem é da rádio Tribuna BandNews FM.

“Esse projeto foi aprovado na Funcap em 2013. Desde 2013, e um pouco antes com recursos próprios, começamos a desenvolver um software que pudesse criar um formato de livro proprietário compatível com o Mecdaisy, que é uma tecnologia conhecida de audiodescrição e, ao mesmo tempo, que a gente pudesse descrever esse texto no mouse-braile. Com apoio do laboratório, todo o capital humano que está instalado no Instituto Federal do Ceará (IFCE), a gente conseguiu desenvolver esse material”, afirma o desenvolver do software, Heyde Leitão.

De acordo com o Censo de 2010, o País conta com 6 milhões e meio de deficientes visuais. Destes, 582 mil são cegos e apenas 9% das bibliotecas públicas municipais possuem conteúdo para esse público, ou seja, livros em braille, computadores adaptados ou audiobooks.

A Biblioteca Acessível é uma plataforma de acessibilidade formada por um tablet android, software para escrita e leitura, película de suporte à digitação e dispositivo portátil de leitura em braille. Um pacote de 150 livros em formato próprio, no idioma português, compõe o acervo digital da biblioteca. Entre os livros presentes estão A Carteira, de Machado de Assis; A Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães; e A Arte da Guerra, de Sun Tzu.

O professor do Instituto dos Cegos, parceiro da empresa que desenvolveu a novidade, Paulo Roberto, que também é deficiente visual, ressalta a importância da inclusão do deficiente às artes.

“O Instituto dos Cegos é uma entidade pioneira em muitas coisas, inclusive com a informática, a inclusão digital, com a Academia de Letras que fundamos, o Maracatu Luzes da Alma. É a cidadania pensada em todos esses projetos que incluem a pessoa na vida social”.

Confira os áudios da Tribuna BandNews FM:

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Projeto ajuda deficientes visuais a aproveitarem o hábito da leitura

Apenas 9% das bibliotecas públicas municipais possuem conteúdo para deficientes visuais

Por Tribuna Bandnews FM em Tecnologia

4 de fevereiro de 2017 às 06:30

Há 8 meses
Aproximar pessoas com deficiência visual da leitura é foco do projeto. (Foto: Agência Brasil)

Aproximar pessoas com deficiência visual da leitura é foco do projeto (FOTO: Agência Brasil)

Um projeto desenvolvido pelo grupo AED Tecnologia promete tornar o hábito da leitura acessível para deficientes visuais. A “Biblioteca Acessível” inova o formato mais conhecido de audiodescrição. A reportagem é da rádio Tribuna BandNews FM.

“Esse projeto foi aprovado na Funcap em 2013. Desde 2013, e um pouco antes com recursos próprios, começamos a desenvolver um software que pudesse criar um formato de livro proprietário compatível com o Mecdaisy, que é uma tecnologia conhecida de audiodescrição e, ao mesmo tempo, que a gente pudesse descrever esse texto no mouse-braile. Com apoio do laboratório, todo o capital humano que está instalado no Instituto Federal do Ceará (IFCE), a gente conseguiu desenvolver esse material”, afirma o desenvolver do software, Heyde Leitão.

De acordo com o Censo de 2010, o País conta com 6 milhões e meio de deficientes visuais. Destes, 582 mil são cegos e apenas 9% das bibliotecas públicas municipais possuem conteúdo para esse público, ou seja, livros em braille, computadores adaptados ou audiobooks.

A Biblioteca Acessível é uma plataforma de acessibilidade formada por um tablet android, software para escrita e leitura, película de suporte à digitação e dispositivo portátil de leitura em braille. Um pacote de 150 livros em formato próprio, no idioma português, compõe o acervo digital da biblioteca. Entre os livros presentes estão A Carteira, de Machado de Assis; A Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães; e A Arte da Guerra, de Sun Tzu.

O professor do Instituto dos Cegos, parceiro da empresa que desenvolveu a novidade, Paulo Roberto, que também é deficiente visual, ressalta a importância da inclusão do deficiente às artes.

“O Instituto dos Cegos é uma entidade pioneira em muitas coisas, inclusive com a informática, a inclusão digital, com a Academia de Letras que fundamos, o Maracatu Luzes da Alma. É a cidadania pensada em todos esses projetos que incluem a pessoa na vida social”.

Confira os áudios da Tribuna BandNews FM: