Casas de tijolos artesanais de barro podem ser alternativa para amenizar o calor
CONSCIÊNCIA AMBIENTAL

Casas de tijolos artesanais de barro podem ser alternativa para amenizar o calor

Professor do IFCE desenvolve pesquisa sobre o desempenho térmico do material, que tem baixo custo e menor impacto ambiental

Por Deborah Tavares em Tecnologia

26 de fevereiro de 2017 às 06:45

Há 7 meses

Construção de baixo impacto. (FOTO: Reprodução/Facebook)

Já pensou em morar em uma casa feita de tijolos artesanais de barro? Pois a técnica já era muito utilizada por antigas civilizações. No Brasil, é possível encontrar os chamados tijolos adobe em construções de cidades históricas.

Hoje, a técnica, deixada de lado para o uso de tijolos de cimento, passa por um resgate. Ela já é usada na arquitetura moderna para construções de baixo custo na África, por exemplo, e há empresas nos Estados Unidos que já produzem os blocos de barro de forma industrial.

O arquiteto e professor de engenharia do IFCE em Quixadá Levi Teixeira está desenvolvendo uma pesquisa de doutorado com o foco no desempenho térmico do material. Segundo ele, o produto é um excelente isolante térmico, mantendo a temperatura dos ambientes sempre balanceados. O adobe é uma ótima alternativa para lugares quentes como o Ceará.

“O meu primeiro contato com essa técnica foi em 2006. A partir de então me encantei com essa história de brincar com a terra, essa coisa mais artesanal. A vontade de fazer a própria casa, usando as mãos, de trabalhar no processo como artesão”, conta Levi.

Em uma busca por projetos mais sustentáveis, os arquitetos têm usado, cada vez mais, o tijolo adobe. Dentre suas vantagens, está o menor impacto ambiental em sua fabricação em relação ao tijolo de cimento. “O menor impacto vem da fabricação, como não queima não emite CO2”, explica o professor. O adobe é cozido ao sol.

Além disso, o material é reutilizável, como destaca Levi. “Ele é facilmente desmanchável, se você quebra uma parede você pode jogar água que ele vai desmanchando aos poucos”. O material pode ser utilizado na construção de casas e edifícios de pequeno porte.

Desvantagens

Apesar de todos os benefício da técnica, o material não pode ser usado em qualquer construção. “Como é um tijolo cru, ele é facilmente desmanchável. Essa seria uma desvantagem. Mas a questão, com a chuva, seria fazer um revestimento, uma pintura ou o reboco, que pode ser de terra, tem gente que usa um pouco de cimento ou cal, para ser mais ecológico, por fora. Por dentro ele pode ficar exposto, mas se for um banheiro ou uma cozinha é preciso ter alguma proteção contra a água”, atenta Levi.

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CONSCIÊNCIA AMBIENTAL

Casas de tijolos artesanais de barro podem ser alternativa para amenizar o calor

Professor do IFCE desenvolve pesquisa sobre o desempenho térmico do material, que tem baixo custo e menor impacto ambiental

Por Deborah Tavares em Tecnologia

26 de fevereiro de 2017 às 06:45

Há 7 meses

Construção de baixo impacto. (FOTO: Reprodução/Facebook)

Já pensou em morar em uma casa feita de tijolos artesanais de barro? Pois a técnica já era muito utilizada por antigas civilizações. No Brasil, é possível encontrar os chamados tijolos adobe em construções de cidades históricas.

Hoje, a técnica, deixada de lado para o uso de tijolos de cimento, passa por um resgate. Ela já é usada na arquitetura moderna para construções de baixo custo na África, por exemplo, e há empresas nos Estados Unidos que já produzem os blocos de barro de forma industrial.

O arquiteto e professor de engenharia do IFCE em Quixadá Levi Teixeira está desenvolvendo uma pesquisa de doutorado com o foco no desempenho térmico do material. Segundo ele, o produto é um excelente isolante térmico, mantendo a temperatura dos ambientes sempre balanceados. O adobe é uma ótima alternativa para lugares quentes como o Ceará.

“O meu primeiro contato com essa técnica foi em 2006. A partir de então me encantei com essa história de brincar com a terra, essa coisa mais artesanal. A vontade de fazer a própria casa, usando as mãos, de trabalhar no processo como artesão”, conta Levi.

Em uma busca por projetos mais sustentáveis, os arquitetos têm usado, cada vez mais, o tijolo adobe. Dentre suas vantagens, está o menor impacto ambiental em sua fabricação em relação ao tijolo de cimento. “O menor impacto vem da fabricação, como não queima não emite CO2”, explica o professor. O adobe é cozido ao sol.

Além disso, o material é reutilizável, como destaca Levi. “Ele é facilmente desmanchável, se você quebra uma parede você pode jogar água que ele vai desmanchando aos poucos”. O material pode ser utilizado na construção de casas e edifícios de pequeno porte.

Desvantagens

Apesar de todos os benefício da técnica, o material não pode ser usado em qualquer construção. “Como é um tijolo cru, ele é facilmente desmanchável. Essa seria uma desvantagem. Mas a questão, com a chuva, seria fazer um revestimento, uma pintura ou o reboco, que pode ser de terra, tem gente que usa um pouco de cimento ou cal, para ser mais ecológico, por fora. Por dentro ele pode ficar exposto, mas se for um banheiro ou uma cozinha é preciso ter alguma proteção contra a água”, atenta Levi.