Byte Girl 2017 comprova que lugar de mulher também é na tecnologia

REFERÊNCIA NO CEARÁ

Byte Girl 2017 comprova que lugar de mulher também é na tecnologia

Terceira edição do Byte Girl reuniu importantes nomes do Ceará e de outros estados para discutir tecnologia da informação

Por Jéssica Welma em Tecnologia

14 de outubro de 2017 às 17:41

Há 2 meses
bytegirl3

(FOTO: Divulgação)

Robótica, tecnologia da informação, web scraping, comunicação via software, internet das coisas: termos que antes causavam estranheza principalmente para o público feminino, hoje também são de domínio delas. A prova disso é a consolidação do maior evento de tecnologia voltado para mulheres no Ceará, o Byte Girl.

Em sua terceira edição, o evento reuniu mais de 400 participantes, neste sábado (14), em Fortaleza, para discutir inovações e igualdade no segmentos de tecnologia da informação.

A idealizadora do Byte Girl, Ana Paula Lourenço, comemora o sucesso do evento, especialmente entre as mulheres. No primeiro ano, em 2015, o público mais que duplicou da expectativa de 100 participantes, com cerca de 86% de presença feminina. De lá para cá, a participação de homens e mulheres tem crescido e atraído estudantes e profissionais de outros estados.

A ideia do evento surgiu em 2014, quando Ana Paula iniciou a graduação em Redes de Computadores. “Eu nunca tinha percebido tão aparentemente essa disparidade entre homens e mulheres”, relembra Ana. De 60 alunos, apenas sete eram mulheres e somente cinco frequentavam as aulas.

As brincadeiras em sala de aula com a presença feminina e a falta de representatividade inspiraram novas apostas na área. Agora, o evento já ultrapassou a barreira de limitar as discussões à importância da mulher na área de tecnologia. “A gente quer mostrar que as mulheres sabem falar sobre tecnologia. 80% das nossas palestras são técnicas”, ressalta Ana Paula.

Expandir horizontes

bytegirl

(FOTO: Divulgação)

As estudantes Dalila Paiva e Thamires Maia, ambas de 17 anos, vieram de Santa Quitéria para apresentar um projeto de robótica que desenvolvem desde o início do ensino médio. Em parceria com os colegas Gleison Mota, 16, e Matheus Sousa, 17; desenvolveram uma cadeira de rodas para crianças a custos mais baixos e controlada por aplicativo de celular.

As garotas são as únicas mulheres em um grupo de 10 estudantes interessados em tecnologia. Elas contam que foi difícil se inserir numa área de predominância masculina, mas que não sofrem discriminação e podem contar com a ajuda dos amigos.

A professora e orientadora do projeto, Ana Eliza, ressalta a importância do Byte Girl para o amadurecimento dos estudantes na tecnologia. “É uma forma de despertar o interesse das meninas. Há muita mudança. O próprio mercado está mais aberto. A gente vê as meninas tentando fazer algo diferente”, comemora.

Investimentos

O empresário Daniel Bastos, 44, que gerencia uma empresa de tecnologia de inteligência artificial, decidiu apoiar o Byte Girl em 2017 após conhecer a proposta em uma palestra.

Ele se recorda de quando iniciou os estudos na área na década de 1990 e a presença feminina era escassa. “Era resultado de uma cultura que dizia que exatas não era área para mulheres”, pontua. Para ele, o incentivo e o investimento são fundamentais para mudar essa realidade.

Byte Girl

A edição de 2017 reuniu importantes nomes do Ceará e de outros estados para discutir tecnologia da informação. Foram debatidos temas como usar a programação para expressar ideias, intimidade na internet e crimes digitais, busca de dados governamentais, uso de tecnologias na gestão pública, recuperação de dados, dentre outros.

Como não podia faltar animação, foi sucesso entre o público a oportunidade de conhecer como funcionam os óculos de realidade virtual, o campeonato de robôs, competição de just dance, estande de videogames, além de exposições de empresas de tecnologias.

O evento contou com a presença de estudantes do Instituto Federal do Rio Grande do Norte e especialistas de outros estados, como Fernando Masaroni, professor da Fatec de São José dos Campos/SP.

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Byte Girl 2017 comprova que lugar de mulher também é na tecnologia

Terceira edição do Byte Girl reuniu importantes nomes do Ceará e de outros estados para discutir tecnologia da informação

Por Jéssica Welma em Tecnologia

14 de outubro de 2017 às 17:41

Há 2 meses
bytegirl3

(FOTO: Divulgação)

Robótica, tecnologia da informação, web scraping, comunicação via software, internet das coisas: termos que antes causavam estranheza principalmente para o público feminino, hoje também são de domínio delas. A prova disso é a consolidação do maior evento de tecnologia voltado para mulheres no Ceará, o Byte Girl.

Em sua terceira edição, o evento reuniu mais de 400 participantes, neste sábado (14), em Fortaleza, para discutir inovações e igualdade no segmentos de tecnologia da informação.

A idealizadora do Byte Girl, Ana Paula Lourenço, comemora o sucesso do evento, especialmente entre as mulheres. No primeiro ano, em 2015, o público mais que duplicou da expectativa de 100 participantes, com cerca de 86% de presença feminina. De lá para cá, a participação de homens e mulheres tem crescido e atraído estudantes e profissionais de outros estados.

A ideia do evento surgiu em 2014, quando Ana Paula iniciou a graduação em Redes de Computadores. “Eu nunca tinha percebido tão aparentemente essa disparidade entre homens e mulheres”, relembra Ana. De 60 alunos, apenas sete eram mulheres e somente cinco frequentavam as aulas.

As brincadeiras em sala de aula com a presença feminina e a falta de representatividade inspiraram novas apostas na área. Agora, o evento já ultrapassou a barreira de limitar as discussões à importância da mulher na área de tecnologia. “A gente quer mostrar que as mulheres sabem falar sobre tecnologia. 80% das nossas palestras são técnicas”, ressalta Ana Paula.

Expandir horizontes

bytegirl

(FOTO: Divulgação)

As estudantes Dalila Paiva e Thamires Maia, ambas de 17 anos, vieram de Santa Quitéria para apresentar um projeto de robótica que desenvolvem desde o início do ensino médio. Em parceria com os colegas Gleison Mota, 16, e Matheus Sousa, 17; desenvolveram uma cadeira de rodas para crianças a custos mais baixos e controlada por aplicativo de celular.

As garotas são as únicas mulheres em um grupo de 10 estudantes interessados em tecnologia. Elas contam que foi difícil se inserir numa área de predominância masculina, mas que não sofrem discriminação e podem contar com a ajuda dos amigos.

A professora e orientadora do projeto, Ana Eliza, ressalta a importância do Byte Girl para o amadurecimento dos estudantes na tecnologia. “É uma forma de despertar o interesse das meninas. Há muita mudança. O próprio mercado está mais aberto. A gente vê as meninas tentando fazer algo diferente”, comemora.

Investimentos

O empresário Daniel Bastos, 44, que gerencia uma empresa de tecnologia de inteligência artificial, decidiu apoiar o Byte Girl em 2017 após conhecer a proposta em uma palestra.

Ele se recorda de quando iniciou os estudos na área na década de 1990 e a presença feminina era escassa. “Era resultado de uma cultura que dizia que exatas não era área para mulheres”, pontua. Para ele, o incentivo e o investimento são fundamentais para mudar essa realidade.

Byte Girl

A edição de 2017 reuniu importantes nomes do Ceará e de outros estados para discutir tecnologia da informação. Foram debatidos temas como usar a programação para expressar ideias, intimidade na internet e crimes digitais, busca de dados governamentais, uso de tecnologias na gestão pública, recuperação de dados, dentre outros.

Como não podia faltar animação, foi sucesso entre o público a oportunidade de conhecer como funcionam os óculos de realidade virtual, o campeonato de robôs, competição de just dance, estande de videogames, além de exposições de empresas de tecnologias.

O evento contou com a presença de estudantes do Instituto Federal do Rio Grande do Norte e especialistas de outros estados, como Fernando Masaroni, professor da Fatec de São José dos Campos/SP.