Alunos de escola do Ceará criam projeto que usa drones no combate ao Aedes aegypti
TECNOLOGIA E SAÚDE

Alunos de escola do Ceará criam projeto que usa drones no combate ao Aedes aegypti

Uma solução criada por estudantes de escola pública de Várzea Alegre promete auxiliar no combate ao mosquito

Por Matheus Ribeiro em Tecnologia

14 de novembro de 2016 às 07:00

Há 8 meses
Estudantes gastaram recursos do próprio bolso (FOTO: Arquivo Pessoal)

Estudantes gastaram recursos do próprio bolso (FOTO: Arquivo Pessoal)

O combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor das doenças dengue, zika e chikungunya, tem sido uma das prioridades da saúde pública em todo o país. Em Várzea Alegre, a 315 quilômetros de Fortaleza, uma solução criada por estudantes de uma escola pública promete auxiliar no combate ao mosquito.

Há um ano, os alunos Pedro Vitor Ferreira e Vinicius Cardoso, ambos de 16 anos, iniciaram um projeto que utiliza um drone em combate ao mosquito. Cursando o curso técnico em Eletrotécnica na escola estadual Dr. José Iran Costa, Pedro destaca que a ideia do projeto surgiu após uma brincadeira.

“Sou praticante de aeromodelismo e desse hobbie vi que poderíamos transformar uma brincadeira em uma solução para um problema. Esse nosso equipamento serve pra inúmeras áreas, só que decidimos ficar somente em uma área que foi a dengue”, destacou. 

O projeto busca um monitoramento de vídeo em possíveis locais onde há maior probabilidade de possuir focos de reprodução do mosquito transmissor.

“A câmera atinge uma abertura de 170 graus, o que facilita a visão de possíveis focos. Ele conta com um cesto para coleta de água parada onde as larvas possam estar e também leva um recipiente para transporte do larvicida, produto usado para matar as larvas. Isso acaba facilitando o trabalho dos agentes”, explica.

Mesmo com a inovação, o estudante destaca que não teve nenhum incentivo financeiro para a realização do projeto. Segundo Pedro, todas as peças foram caras e de difícil acesso, já que são importadas. Contudo, ele garante que ainda busca um apoio para evoluir ainda mais a sua iniciativa.

“Queremos um apoio financeiro para poder ampliar esse projeto. Ele está 99% completo, mas um dos rádios deu problema. O nosso projeto custou em torno de R$ 4,5 mil para ser montado e partiu somente do nosso bolso. Queríamos um novo olhar para ele, pois se trata de uma necessidade da nossa região”, conta.

Projeto deve ser apresentado em feiras científicas da região
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Projeto deve ser apresentado em feiras científicas da região

(FOTO: Arquivo Pessoal)

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(FOTO: Arquivo Pessoal)

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(FOTO: Arquivo Pessoal)

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Alunos de escola do Ceará criam projeto que usa drones no combate ao Aedes aegypti

Uma solução criada por estudantes de escola pública de Várzea Alegre promete auxiliar no combate ao mosquito

Por Matheus Ribeiro em Tecnologia

14 de novembro de 2016 às 07:00

Há 8 meses
Estudantes gastaram recursos do próprio bolso (FOTO: Arquivo Pessoal)

Estudantes gastaram recursos do próprio bolso (FOTO: Arquivo Pessoal)

O combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor das doenças dengue, zika e chikungunya, tem sido uma das prioridades da saúde pública em todo o país. Em Várzea Alegre, a 315 quilômetros de Fortaleza, uma solução criada por estudantes de uma escola pública promete auxiliar no combate ao mosquito.

Há um ano, os alunos Pedro Vitor Ferreira e Vinicius Cardoso, ambos de 16 anos, iniciaram um projeto que utiliza um drone em combate ao mosquito. Cursando o curso técnico em Eletrotécnica na escola estadual Dr. José Iran Costa, Pedro destaca que a ideia do projeto surgiu após uma brincadeira.

“Sou praticante de aeromodelismo e desse hobbie vi que poderíamos transformar uma brincadeira em uma solução para um problema. Esse nosso equipamento serve pra inúmeras áreas, só que decidimos ficar somente em uma área que foi a dengue”, destacou. 

O projeto busca um monitoramento de vídeo em possíveis locais onde há maior probabilidade de possuir focos de reprodução do mosquito transmissor.

“A câmera atinge uma abertura de 170 graus, o que facilita a visão de possíveis focos. Ele conta com um cesto para coleta de água parada onde as larvas possam estar e também leva um recipiente para transporte do larvicida, produto usado para matar as larvas. Isso acaba facilitando o trabalho dos agentes”, explica.

Mesmo com a inovação, o estudante destaca que não teve nenhum incentivo financeiro para a realização do projeto. Segundo Pedro, todas as peças foram caras e de difícil acesso, já que são importadas. Contudo, ele garante que ainda busca um apoio para evoluir ainda mais a sua iniciativa.

“Queremos um apoio financeiro para poder ampliar esse projeto. Ele está 99% completo, mas um dos rádios deu problema. O nosso projeto custou em torno de R$ 4,5 mil para ser montado e partiu somente do nosso bolso. Queríamos um novo olhar para ele, pois se trata de uma necessidade da nossa região”, conta.

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Projeto deve ser apresentado em feiras científicas da região

(FOTO: Arquivo Pessoal)

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(FOTO: Arquivo Pessoal)