Alunos de escola de Ubajara criam mão robótica e disputam prêmio internacional
INOVAÇÃO

Alunos de escola de Ubajara criam mão robótica e disputam prêmio internacional

O material é construído através de fios de náilon, pregadores de roupa, canudinho, tubo de PVC, elásticos e velcros

Por Matheus Ribeiro em Tecnologia

25 de outubro de 2016 às 07:00

Há 5 meses
Joalano e Levi foram selecionados para representar o Ceará em evento internacional (FOTO: Arquivo Pessoal)

Joalano e Levi foram selecionados para representar o Ceará em evento internacional (FOTO: Arquivo Pessoal)

A vida dos deficientes em todo o país não é nada fácil. É realmente difícil encontrar escolas adaptadas de forma pedagógica e estrutural para atender um aluno com alguma deficiência. Porém, uma iniciativa barata e eficaz criada por dois estudantes da Escola de Ensino Médio Grijalva Costa, situada em Ubajara – a 340 quilômetros de Fortaleza – tem dado os primeiros passos para mudar essa situação.

Em março de 2015, os alunos Levi Fernandes e Joalano Oliveira deram início ao projeto “Mão Robótica: Conhecimento E Aplicações”. Incentivados por uma reportagem de televisão, os estudantes confirmaram que seria possível criar uma alternativa para quem não possui membros superiores de forma barata e prática.

“O projeto da mão robótica surgiu quando assisti uma reportagem na TV de um rapaz que usava uma mão robótica que era movida pela força do seu ombro. Porém, o sistema era usado com materiais sofisticados e com componentes de custo alto. Então fizemos uma analogia de que poderia fazer uma mão robótica com materiais mais simples e de baixo custo, levando em consideração a praticidade”, explica Joalano. 

De acordo com o aluno, o funcionamento da mão robótica leva em consideração um circuito elétrico constituído de fios elétricos, interruptor, capacitores, motores de DVD e pilhas alcalinas.

“No início, a palma da mão consta com materiais de baixo custo, como fios de náilon, pregadores de roupa, canudinho, tubo de PVC, elásticos e velcros. Agora, o projeto consta com um novo controle feito com o contato entre dois metais. Quando o circuito se fecha, o contato entre os dois metais acionam os dedos da mão robótica, simulando uma prótese mecânica do membro superior”, explica o estudante.

Os resultados dos testes comprovam a viabilidade do protótipo nas ações de abrir, fechar e pegar qualquer tipo de objetos. Mas para montar todo o equipamento, Joalano e Levi contaram com o auxílio da escola. “Mesmo com uma estrutura física restrita e sem laboratório de ciências, tudo foi montado na escola. Mostramos que é possível fazer muito com pouco”, destaca Joalano.

A pesquisa científica leva em consideração a praticidade de montagem e confecção dos sistemas de próteses mecânicas dos membros superiores. “A maioria dos projetos desse âmbito constam com controle constituído por software (programas de computador) e materiais sofisticados de custo alto no mercado. E o protótipo feito pelos alunos não usam esses sistemas. Tudo é caseiro e feito com materiais de baixo custo”, destaca a diretora do colégio Hélia Ferreira.

Alunos viajaram no último domingo (23) para participar do evento (FOTO: Arquivo Pessoal)

Alunos viajaram no último domingo (23) para participar do evento (FOTO: Arquivo Pessoal)

Reconhecimento nacional

A dedicação aos estudos de Levi e Joalano surtiu efeitos. Nesta semana, os alunos participaram da 31ª Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), que acontece desta terça (25) a sexta-feira (28) em Novo Hamburgo (RS). O evento, que é considerado a maior feira do gênero da América Latina, teve representantes de 21 países e de todos os estados brasileiros.

Ser um dos selecionados para participar do evento, já foi um momento de grande emoção para os alunos. “Estamos felizes, pois nossa escola não tem laboratório de ciências, nunca fizemos cursos de Robótica e de programação de computador. Vamos competir com gigantes: alunos orientados por cientistas e engenheiros civis e elétricos. E o nosso orientador é o professor de Física da referida escola, Jonathan Ferreira Gomes, que nos orientou e nos acompanhou em todas as fases. Então, estamos felizes e ansiosos pra levar o nome de Ubajara pra esse Evento”, conclui Joalano.

Projeto iniciou em 2015 e já conquistou alguns prêmios regionais
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Projeto iniciou em 2015 e já conquistou alguns prêmios regionais

(FOTO: Arquivo Pessoal)

Projeto iniciou em 2015 e já conquistou alguns prêmios regionais
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(FOTO: Arquivo Pessoal)

Projeto iniciou em 2015 e já conquistou alguns prêmios regionais
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Alunos de escola de Ubajara criam mão robótica e disputam prêmio internacional

O material é construído através de fios de náilon, pregadores de roupa, canudinho, tubo de PVC, elásticos e velcros

Por Matheus Ribeiro em Tecnologia

25 de outubro de 2016 às 07:00

Há 5 meses
Joalano e Levi foram selecionados para representar o Ceará em evento internacional (FOTO: Arquivo Pessoal)

Joalano e Levi foram selecionados para representar o Ceará em evento internacional (FOTO: Arquivo Pessoal)

A vida dos deficientes em todo o país não é nada fácil. É realmente difícil encontrar escolas adaptadas de forma pedagógica e estrutural para atender um aluno com alguma deficiência. Porém, uma iniciativa barata e eficaz criada por dois estudantes da Escola de Ensino Médio Grijalva Costa, situada em Ubajara – a 340 quilômetros de Fortaleza – tem dado os primeiros passos para mudar essa situação.

Em março de 2015, os alunos Levi Fernandes e Joalano Oliveira deram início ao projeto “Mão Robótica: Conhecimento E Aplicações”. Incentivados por uma reportagem de televisão, os estudantes confirmaram que seria possível criar uma alternativa para quem não possui membros superiores de forma barata e prática.

“O projeto da mão robótica surgiu quando assisti uma reportagem na TV de um rapaz que usava uma mão robótica que era movida pela força do seu ombro. Porém, o sistema era usado com materiais sofisticados e com componentes de custo alto. Então fizemos uma analogia de que poderia fazer uma mão robótica com materiais mais simples e de baixo custo, levando em consideração a praticidade”, explica Joalano. 

De acordo com o aluno, o funcionamento da mão robótica leva em consideração um circuito elétrico constituído de fios elétricos, interruptor, capacitores, motores de DVD e pilhas alcalinas.

“No início, a palma da mão consta com materiais de baixo custo, como fios de náilon, pregadores de roupa, canudinho, tubo de PVC, elásticos e velcros. Agora, o projeto consta com um novo controle feito com o contato entre dois metais. Quando o circuito se fecha, o contato entre os dois metais acionam os dedos da mão robótica, simulando uma prótese mecânica do membro superior”, explica o estudante.

Os resultados dos testes comprovam a viabilidade do protótipo nas ações de abrir, fechar e pegar qualquer tipo de objetos. Mas para montar todo o equipamento, Joalano e Levi contaram com o auxílio da escola. “Mesmo com uma estrutura física restrita e sem laboratório de ciências, tudo foi montado na escola. Mostramos que é possível fazer muito com pouco”, destaca Joalano.

A pesquisa científica leva em consideração a praticidade de montagem e confecção dos sistemas de próteses mecânicas dos membros superiores. “A maioria dos projetos desse âmbito constam com controle constituído por software (programas de computador) e materiais sofisticados de custo alto no mercado. E o protótipo feito pelos alunos não usam esses sistemas. Tudo é caseiro e feito com materiais de baixo custo”, destaca a diretora do colégio Hélia Ferreira.

Alunos viajaram no último domingo (23) para participar do evento (FOTO: Arquivo Pessoal)

Alunos viajaram no último domingo (23) para participar do evento (FOTO: Arquivo Pessoal)

Reconhecimento nacional

A dedicação aos estudos de Levi e Joalano surtiu efeitos. Nesta semana, os alunos participaram da 31ª Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), que acontece desta terça (25) a sexta-feira (28) em Novo Hamburgo (RS). O evento, que é considerado a maior feira do gênero da América Latina, teve representantes de 21 países e de todos os estados brasileiros.

Ser um dos selecionados para participar do evento, já foi um momento de grande emoção para os alunos. “Estamos felizes, pois nossa escola não tem laboratório de ciências, nunca fizemos cursos de Robótica e de programação de computador. Vamos competir com gigantes: alunos orientados por cientistas e engenheiros civis e elétricos. E o nosso orientador é o professor de Física da referida escola, Jonathan Ferreira Gomes, que nos orientou e nos acompanhou em todas as fases. Então, estamos felizes e ansiosos pra levar o nome de Ubajara pra esse Evento”, conclui Joalano.

Projeto iniciou em 2015 e já conquistou alguns prêmios regionais
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Projeto iniciou em 2015 e já conquistou alguns prêmios regionais

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