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Trabalhadores dos Correios anunciam greve no Ceará

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos e Similiares do Estado do Ceará (Sintect/CE), são cerca de 2.700 trabalhadores no Estado

Os trabalhadores dos Correios irão paralisar as atividades a partir da próxima terça-feira (17). A categoria está em estado de greve desde o dia 5 de setembro. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (10) pela Central única dos Trabalhadores no Ceará (CUT/CE).

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos e Similiares do Estado do Ceará (Sintect/CE), entidade filiada à CUT/CE, a categoria definiu que a partir das 22h, horário do 3º turno dos profissionais, da próxima terça-feira (17), carteiros, operadores de triagem e transbordo (OTT) e atendentes comerciais do setor administrativo paralisam as atividades. São cerca de 2.700 trabalhadores no Ceará.

Entre as reivindicações, a categoria exige reajuste salarial de 15%, somado a inflação do período, que corresponde a 7,13% e a 200 reais de aumento linear. “O aumento é justo, tendo em vista os lucros da empresa. Hoje, existe uma minoria com salários muito altos, enquanto a maioria ganha muito mal”, explica o secretário geral do Sintect/CE, Luis Santiago.

Os trabalhadores também são contra o “postal saúde”, plano de saúde que a empresa pretende implantar. De acordo com o secretário geral do SINTECT/CE, o atual plano de saúde dos Correios beneficia pais dos funcionários como dependentes e trabalhadores aposentados. As tarifas são pagas apenas quando o atendimento é realizado. O novo plano seguiria as normas da Agência Nacional de Saúde (ANS) e excluiria o atendimentos aos pais dos funcionários e aos aposentados, além de cobrar mensalidade pelo serviço. “Consideramos o novo plano de saúde um retrocesso, representa perda de direitos dos trabalhadores dos Correios”, denuncia.

Posicionamento

Os Correios informam que estão em fase de negociação com as entidades de representação dos trabalhadores, não havendo, portanto, justificativa para paralisação. De qualquer maneira, a empresa possui plano de continuidade dos negócios visando garantir o atendimento às demandas dos clientes no caso de confirmar-se a paralisação.

Nesta semana os Correios irão apresentar uma nova proposta às entidades sindicais. A proposta anterior foi de reajuste de 5,27% aplicado sobre os salários e benefícios. Cabe ressaltar que o impacto dos itens econômicos da pauta da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect) é de R$ 31,4 bilhões – quase o dobro da previsão de receita dos Correios para este ano ou o equivalente a 50 folhas mensais de pagamento da ECT. Entre 2003 e 2012, o ganho real dos trabalhadores dos Correios foi de 36,91%, acima da inflação do período. Hoje, 65% da receita de vendas dos Correios é destinada ao pagamento dos salários, benefícios e encargos.

Em relação ao plano de saúde dos seus empregados, os Correios reafirmam que as atuais condições como cobertura de procedimentos, beneficiários cadastrados, percentual de compartilhamento, forma de pagamento e rede credenciada serão mantidos. A Postal Saúde não é um novo plano de saúde, mas uma Caixa de Assistência e Saúde dos Empregados dos Correios que irá administrar o plano de saúde já existente, o qual permanecerá inalterado.

Com informações da CUT/CE

Encerrado impasse entre motoristas de ônibus e empresários

Foram alcançados pela negociação conduzida pelo MPT 19 empresas de ônibus, 11.600 empregados diretos e 1 milhão de usuários/dia

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Ceará (Sintro) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) acataram, nesta segunda-feira (24), a proposta do Ministério Público do Trabalho (MPT), pondo fim ao indicativo de greve e às paralisações dos trabalhadores do transporte rodoviário urbano.

Foram alcançados pela negociação conduzida pelo MPT 19 empresas de ônibus, 11.600 empregados diretos e 1 milhão de usuários/dia. A proposta aos sindicatos (patronal e laboral)  foi lançada pelo MPT no dia 17 de junho. Na proposta estava incluso reajuste salarial no percentual de 8,54% linear para motoristas, cobradores e ficais. Com isso o piso de motorista passaria a ser de R$ 1.442,31, com acréscimo de produtividade de 4%, o que totaliza R$ 1.5 mil de remuneração.

Além disso, o MP propôs que as empresas implementassem plano de saúde para os trabalhadores com desconto de 50%. Outros itens que foram acordados com os sindicatos foram: vale-refeição de R$ 9 e cesta básica em R$ 80.

“A cláusula de paz, selada pelas entidades ao atender a pedido do MPT, há alguns dias, foi consolidada hoje. É esta a principal função da mediação: prevenir ou findar conflitos com a aquiescência das próprias partes, de forma rápida e eficiente. No caso, o MPT instaurou de ofício procedimento no dia 13 de junho e, em uma semana, resolveu o impasse na categoria, com êxito absoluto, evitando conflito, os confrontos com a polícia e o prejuízo das empresas e os inconvenientes para a população”, comentou o procurador regional do trabalho, Francisco Gérson Marques de Lima.

“Quanto às cláusulas, a par do reajuste de 8,54%, destaca-se a novidade do plano de saúde a todos os trabalhadores, direito extremamente necessário, em face do aumento no índice de violência a motoristas e cobradores”, comentou o procurador. De acordo com dados do Sindiônibus, apenas em janeiro, fevereiro e março de 2013 foram registrados mais ocorrências de assaltos a ônibus (579 casos) do que em 2012 inteiro (557). De um trimestre para o outro, o aumento foi de 394%.

Servidores da Prefeitura recusam proposta de reajuste salarial e fazem nova reunião

Um nova reunião com a Prefeitura de Fortaleza está prevista para a tarde desta quinta-feira, às 15h. A categoria defende que o percentual oferecido ainda está distante do valor de 15,25%

Uma das principais reivindicações dos servidores é o reajuste salarial de 15, 25% (Foto: Divulgação)

Uma das principais reivindicações dos servidores é o reajuste salarial de 15, 25% (Foto: Divulgação)

Os servidores e empregados públicos da Prefeitura de Fortaleza recusaram em assembleia na manhã desta quinta-feira (14) a proposta de reajuste salarial de 5% oferecida pela gestão municipal durante a última rodada de negociações.

A categoria defende que o percentual oferecido ainda está distante do valor de 15,25% cobrado pelo Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município (Sindifort)

Um nova reunião com a Prefeitura de Fortaleza está prevista para a tarde desta quinta-feira, às 15h. A assembleia para avaliar a nova proposta de reajuste oferecida neste novo encontro será realizada apenas no dia 21.

Uma das principais reivindicações dos servidores é o reajuste salarial de 15, 25% relativo à reposição das perdas mais aumento real, mas a categoria também quer o aumento do valor do auxílio refeição para R$ 12,00 e a regulamentação da terceirização com concurso público, entre outras cobranças.

 

Servidores do estado recebem reajuste de 5,58% no salário

O novo valor entrará em vigor a partir do dia 1º de janeiro de 2013

Uma coletiva entre secretários da Sefaz, Seplag e o Procurador Geral do Estado realizado nesta quinta-feira (13) resultou na decisão de reajuste linear de 5,58% no salário dos servidores. O índice corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado para 2012, de acordo com o Banco Central.

Ao todo, serão beneficiados com o aumento mais de 130 mil servidores. O novo valor entrará em vigor a partir do dia 1º de janeiro de 2013. O secretário da Seplag, Eduardo Diogo ,fez uma exposição detalhada dos aumentos acumulados concedidos aos servidores no atual governo. O secretário disse também que a folha de pagamento aumentou de R$ 2,943 bilhões, em 2006, para R$ 5,332 bilhões, em 2011 e este ano deverá ficar em R$ 6,266 bilhões.

A remuneração mínima do servidor será de R$ 723,00, beneficiando 26.802 servidores e o auxilio alimentação será de R$ 10,56, contemplando 33.264 servidores. De janeiro de 2007 a novembro de 2012, o governo do Ceará nomeou 13.474 servidores, entre eles 4.294 soldados, 3.453 professores da educação básica e 904 médicos.

Greve ainda não paralisou os serviços de distribuição no Ceará, diz Correios

Diretoria regional dos Correios no Ceará informou em nota que o atendimento nas agências e os serviços de distribuição continuam sendo feitos.

Correios

Comando nacional de negociação reivindica um reajuste de 43,7%. Foto: Divulgação

Apesar do Sindicado dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos e Similiares do Estado do Ceará (Sintect-CE) afirmar que 70% da categoria aderiu ao movimento grevista iniciado na quarta-feira (19), a diretoria regional dos Correios no Ceará informou em nota que o atendimento nas agências e os serviços de distribuição continuam sendo feitos.

A empresa rebateu ainda o percentual divulgado pelos trabalhadores, pois constataram que apenas 11% entraram em greve durante o primeiro dia de paralisação. Os Correios explicaram que esse número representa uma quantidade de 308 trabalhadores.

De acordo com um dos diretores do Sintect-CE, Gemilson Silva, a adesão foi maior entre os carteiros, pois ele explicou que apenas quatro agências deixaram de funcionar durante o início do movimento. “70% estão parados, o que representa cerca de 700 trabalhadores. Quanto às agências, a adesão foi bem pequena. Somente quatro não estão funcionando”, diz.

Manifestação

Os trabalhadores dos Correios e bancários em greve realizam a partir das 16h desta quinta-feira (20) uma passeata, no centro de Fortaleza, para cobrar as principais reivindicações das duas categorias, que cobram reajuste salarial e fazem parte de movimento grevista que atinge todo o Brasil. O Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB/CE) e o Sindicado dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos e Similiares do Estado do Ceará (Sintect-CE) também paralisaram todas as atividades em 2011 quase em igual período deste ano.

Decisão do TST

Em audiência realizada na quarta-feira, o Tribunal Superior do Trabalho concedeu liminar determinando que os sindicatos garantam efetivo mínimo de 40% por unidade, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

Os Correios acrescentaram que a prioridade durante o perído de greve será dada à distribuição de encomendas Sedex, malotes, telegramas, faturas, correspondências relacionadas ao período eleitoral e objetos registrados urgentes. A empresa orienta a população a não se dirijir às unidades da empresa para resgatar suas encomendas. A sugestão é que aguardem a entrega em seus respectivos endereços.

Reivindicações

O comando nacional de negociação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) reivindica um reajuste de 43,7%, R$ 200 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. A direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) diz que tanto a proposta da Fentect como a dos sindicatos dissidentes são “inviáveis”. A empresa alega ainda que, nos últimos nove anos, a maior parte dos trabalhadores dos Correios teve 138% de reajuste salarial, o que incluiria 35% de aumento real.

Bancários e trabalhadores dos Correios devem parar a partir de terça-feira no Ceará

Para quem precisa utilizar os serviços oferecidos pelo bancos e Correios de todo o estado do Ceará, é bom ficar atento, pois as duas categorias devem entrar em greve a partir de terça-feira (18).

Greve

Reajuste salarial é a principal cobrança das duas categorias. Fotos: Divulgação

Para quem precisa utilizar os serviços oferecidos pelo bancos e Correios de todo o estado do Ceará, é bom ficar atento, pois as duas categorias devem entrar em greve a partir de terça-feira (18). Os sindicatos, porém, ainda vão realizar assembleias na segunda-feira (17).

Dentre as principais reivindicações, as duas categorias cobram reajuste salarial e fazem parte de movimento grevista que atinge todo o Brasil. O Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB/CE) e o Sindicado dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos e Similiares do Estado do Ceará (Sintect-CE) também paralisaram todas as atividades em 2011 quase em igual período deste ano.

Bancos

Os bancários rejeitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que previa um reajuste de 6% em todas as verbas, com um aumento real de 0,58%. Uma nova assembleia ainda será realizada na segunda-feira para organizar as ações do movimento.

De acordo com o presidente do SEEB/CE, Carlos Eduardo Bezerra, o reajuste oferecido ainda está longe do que a categoria quer. “Diante dessa postura dos banqueiros, nos oferecendo apenas 0,58% de aumento real, essa é a hora de mostrarmos a nossa força e construirmos um movimento forte para garantir nossas conquistas

A categoria também quer a implantação de um piso salarial de R$ 2.416,38, a elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, do auxílio-creche/babá, da cesta-alimentação e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição. Os protestos durante esse período indeterminado de paralisação também cobrar mais segurança para os funcionários que atuam em agências bancárias.

Correios

A coordenadora do Sintect/CE, Lourdinha Félix, explica que a paralisação vai prejudicar toda a entrega no Ceará e as agências dos Correios também vão deixar de funcionar durante o período. “Toda a entrega vai parar e a intenção é que as agências também não funcionem, pois queremos chamar a atenção para a falta de segurança no trabalho dos carteiros, motoristas e funcionários que atuam nessas agências”, acrescenta.

Félix esclarece que a assembleia analisou a proposta de reajuste salarial feita pela diretoria da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que elevou o percentual de 3% para 5,2%. Ela acredita que a recusa da categoria foi causada pela diferença entre o valor cobrado e oferecido. “Além de estar longe do que a gente quer, a ECT pretende alterar algumas regras do nosso plano de saúde e muita gente não vai aceitar isso”, lembra.

Um dos diretores do Sintect/CE, Gemilson Silva, defende que todas as federações precisam entrar em greve a partir da mesma data para causar um forte impacto no serviço em todo Brasil. “A gente decidiu adiar a greve para a próxima semana (na terça-feira) porque alguns estados ainda vão realizar assembleias, mas recusamos a proposta de reajusta salarial de 5,2 % feito pela ECT”, diz.

Bancários do Ceará entram em greve a partir de terça-feira

A categoria aderiu ao movimento grevista nacional para pedir um reajuste salarial de 10,25 %, dentre as principais reivindicações.

Bancos

Proposta da Fenaban previa um reajuste de 6% em todas as verbas. Foto: Divulgação

Aproximadamente 300 bancários do Ceará reunidos em assembleia realizada no fim da noite de quarta-feira (12) decidiram entrar em greve a partir da próxima terça-feira (18). A categoria aderiu ao movimento grevista nacional para pedir um reajuste salarial de 10,25 %, dentre as principais reivindicações.

Os bancários rejeitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que previa um reajuste de 6% em todas as verbas, com um aumento real de 0,58%. Uma nova assembleia ainda será realizada na próxima segunda-feira (17) para organizar as ações do movimento.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB/CE), Carlos Eduardo Bezerra, o reajuste oferecido ainda está longe do que a categoria quer. “Diante dessa postura dos banqueiros, nos oferecendo apenas 0,58% de aumento real, essa é a hora de mostrarmos a nossa força e construirmos um movimento forte para garantir nossas conquistas

A categoria também quer a implantação de um piso salarial de R$ 2.416,38, a elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, do auxílio-creche/babá, da cesta-alimentação e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição. Os protestos durante esse período indeterminado de paralisação também cobrar mais segurança para os funcionários que atuam em agências bancárias.

Trabalhadores dos Correios devem entrar mais uma vez em greve

Os serviços de entrega de correspondências e encomendas feitos pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) devem ser paralisados a partir da meia-noite de terça-feira (11).

Correios

Comando nacional de negociação reivindica um reajuste de 43,7%. FOTO: Divulgação

Os serviços de entrega de correspondências e encomendas feitos pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) devem ser paralisados a partir da meia-noite de terça-feira (11). A categoria no Ceará decide em assembleia na noite desta segunda-feira (10) se adere ou não ao movimento grevista. No dia 13 de setembro do ano passado, os trabalhadores também iniciaram uma greve que durou 28 dias.

De acordo com a coordenadora do Sindicado dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos e Similiares do Estado do Ceará (Sintect-CE), Lourdinha Félix, a paralisação vai prejudicar toda a entrega no Ceará e as agências também vão deixar de funcionar durante o período. “Toda a entrega vai parar e a intenção é que as agências também não funcionem, pois queremos chamar a atenção para a falta de segurança no trabalho dos carteiros, motoristas e funcionários que atuam nessas agências”, diz.

Reajuste salarial

Lourdes explicou que a assembleia quer analisar a proposta de reajuste salarial feita pela diretoria da ECT, que elevou o percentual de 3% para 5,2%. Contudo, ela duvida que a categoria aceite esses valores. “Além de estar longe do que a gente quer, a ECT pretende alterar algumas regras do nosso plano de saúde e muita gente não vai aceitar isso”, lembra.

O comando nacional de negociação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) reivindica um reajuste de 43,7%, R$ 200 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. A direção da ECT diz que tanto a proposta da Fentect como a dos sindicatos dissidentes são “inviáveis”. A empresa alega ainda que, nos últimos nove anos, a maior parte dos trabalhadores dos Correios teve 138% de reajuste salarial, o que incluiria 35% de aumento real.

Governo não altera proposta para professores universitários

Sem ceder às pressões dos professores das universidades e dos institutos federais, o governo enviará ao Congresso Nacional a proposta de reajuste salarial e de reestruturação do plano de carreira apresentada na semana passada

Sem ceder às pressões dos professores das universidades e dos institutos federais, o governo enviará ao Congresso Nacional a proposta de reajuste salarial e de reestruturação do plano de carreira apresentada na semana passada. O anúncio ocorreu nesta segunda-feira (1º) à noite, depois de quase três horas de reunião no Ministério do Planejamento e representantes das entidades da categoria, em greve há 77 dias.

Das quatro entidades que representam os docentes federais de ensino superior, três se recusaram a firmar acordo com o governo. Apenas a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) aceitou a proposta, que prevê reajustes de 25% a 40% e diminuição do número de níveis de carreira de 17 para 13.

Nesta terça-feira (2), o Proifes assinará o acordo com o governo que ratifica o fim das negociações. O governo não pretende atender a reivindicações adicionais. “Chegamos ao limite do que achávamos possível. Os ajustes já ocorreram ao longo das discussões. A proposta é boa, adequada e tem impacto de R$ 4,2 bilhões no Orçamento”, declarou o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça.

Retomada das atividades

O secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação, Amaro Lins, disse acreditar que, a partir da próxima semana, as universidades federais começarão a retomar as atividades. No entanto, as três entidades que se recusaram a ratificar o acordo pretendem continuar com a greve. “Infelizmente, governo escolheu um lado para assinar o acordo. Vamos continuar firmes na greve e vamos intensificar a luta porque a indignação da categoria vai crescer muito”, destacou a presidenta do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Marinalva Oliveira. Segundo ela, o governo se recusou a negociar outras reivindicações da categoria, como a remoção de barreiras para a progressão no plano de carreira e a melhoria das condições de trabalho.

O coordenador-geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), Gutemberg de Almeida, também criticou o que considera intransigência do governo. “Ao anunciar que vai assinar um acordo com uma entidade que não representa a maioria dos docentes, o governo ignora a categoria. Não compactuamos com esse tipo de postura, que contraria uma promessa de campanha do governo Dilma, que é a valorização da educação”.

Além do Andes-SN e do Sinasefe, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) rejeitou a proposta. O presidente do Proifes, Eduardo Rolim de Oliveira, rechaçou as alegações de que a entidade não representa os docentes de nível superior. Segundo ele, a federação participou da assinatura de dois acordos, em 2007 e no ano passado. “O acordo de 2007 foi o melhor que os professores tiveram até hoje”.

De acordo com Oliveira, os professores conseguiram alcançar conquistas significantes com a greve, como o reajuste mínimo de 25% e a diminuição dos níveis de carreira. Ele apresentou uma pesquisa do Proifes com 5,2 mil professores de 43 universidades e institutos federais na qual 74,3% dos entrevistados responderam favoravelmente à proposta.

Agência Brasil

Professores voltam a se reunir com governo após rejeitar proposta

Professores das universidades federais voltam a se reunir com o governo nesta terça-feira (24), para uma nova rodada de negociações. Na reunião desta segunda (23), todas as instituições rejeitaram a proposta do MEC

Professores das universidades federais voltam a se reunir com o Governo Federal na tarde desta terça-feira (24), para uma nova rodada de negociações. Na reunião desta segunda-feira (23), todas as instituições presentes na mesa de negociação rejeitaram a proposta do Ministério da Educação (MEC) de reajuste salarial e do plano de carreira apresentada no dia 13 de julho.

No encontro, o presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Ceará (ADUFC-Sindicato), Marcelino Pequeno, entregou a todas as instituições presentes o documento aprovado pelos professores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) em assembleia geral em 19 de julho.

“Temos uma grande divergência com o governo enquanto concepção. O conjunto das entidades rejeitou por unanimidade, e o governo avalia que tem avançado na sua proposta. O que eles oferecem desestrutura ainda mais nossa carreira”, disse a presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Marinalva Oliveira.

Sem critérios

A Andes apresentou ao governo documento com 13 itens que desqualifica a proposta de aumento salarial oferecida pelo governo. Segundo o texto, “a proposta foi elaborada sem a definição de conceitos, de critérios e de índices necessários à reorganização e à afirmação de direitos” e ainda classificou como “desestruturação da carreira docente e da malha salarial correspondente”.

No entanto, para o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Amaro Lins, o governo tem trabalhado para a resolução do problema. “Estamos trabalhando arduamente para chegar a um acordo para que possamos retomar atividades, recuperar o tempo de greve e para que nossos alunos não sofram prejuízos ainda maiores que já tiveram”, disse.

Balanço da greve

Dados do Andes e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) apontam que a paralisação já atinge 57 das 59 universidades federais de todo o Brasil, além de 34 dos 38 institutos federais de educação tecnológica. No Ceará, UFC, Unilab e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCE) aderiram à greve.

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