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Fortaleza: aos olhos estrangeiros, a cidade da exploração sexual infantil

Canal estrangeiro veio à capital cearense e flagrou pontos de exploração

Canal estrangeiro flagra ponto de exploração sexual infantil (FOTO: Flickr Creative Commons)

Canal estrangeiro flagra ponto de exploração sexual infantil (FOTO: Flickr Creative Commons)

Fortaleza tem alto índice de exploração sexual infantil. Basta dar uma volta nos entornos da Arena Castelão, palco dos jogos da Copa do Brasil, para encontrar diversas crianças e adolescentes recebendo trocados para se prostituir. Foi o que mostrou a reportagem da CNN, canal a cabo norte-americano.

Além do Castelão, outros locais que são pontos de exploração sexual são: Barra do Ceará, Praia do Futuro e Praia de Iracema. “Na Praia de Iracema é mais velado, mas disfarçado. Mas nos outros cantos é a olho nu. Você passa por ali e vê”, enfatizou Cecília Gois, assessora comunitária do Centro de Defesa de Crianças e Adolescentes (Cedeca).

No Castelão, há uma espécie de acordo entre travestis e adolescentes sobre o horário. Durante a noite, travestis se prostituem nas imediações do estádio, deixando o resto do dia para quem quiser. Dessa forma, crianças e adolescente são alvos em plena luz do dia.

De acordo com a titular da Delegacia do Combate de Exploração de Crianças e Adolescentes (Dececa), Ivana Timbó, houve uma blitz durante a madrugada da última sexta-feira (4) para fechar possíveis prostíbulos e resgatar vítimas. Além disso, as delegacias estão trabalhando juntas nesta ação. “O problema é que há poucas denúncias e as adolescentes ou crianças não se sentem vítimas da situação”, explicou.

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Reincidência e atendimento

Os motivos que levam meninos e meninas dessa faixa etária para as ruas em troca de dinheiro são, geralmente, relacionados com a renda. Muitas vezes, os pais ou parentes próximos é que incentivam essa prática, chegando a obrigá-los a se prostituir.

“Sabemos que tem meninas que vão para casa a casa [após ficarem nos abrigos] e voltam [para as ruas]. Elas acabam acessando a rede várias vezes. Acaba reincidindo sim, porque há muita pobreza, falta de acesso aos direitos básicos. Isso contribui e estimula essa situação de Fortaleza, que não está fácil”, desabafou Cecília.

Ela ainda apontou que as políticas públicas para o combate da exploração sexual piorou em Fortaleza. “A cada ano que passa, o programa da Rede Aquarela tem o orçamento reduzido. Dessa vez, foi cerca de 20%. E isso é um retrocesso. O orçamento vem de recursos nacionais e municipais”.

Matéria internacional

Repórter da CNN percorreu o perímetro do Castelão e encontrou com diversos personagens em tal situação. Além disso, em seu relato, ressalta que não foi atendimento pelas autoridades municipais, sendo somente recebido por entidades sem fins lucrativos, como o Pequeno Nazareno e congregação católica Irmãs da Redenção, que cuidam das vítimas da exploração dentre outros problemas.

Sobre a situação da Copa, há possibilidade do aumento de crianças e adolescentes nas ruas da capital cearense, tendo em vista o grande número de visitantes. Cerca de 600 mil estrangeiros são esperados. De um lado, explorados criam expectativas em lucrar em cima de cada interessados na prostituição. Do outro, o governo tenta amenizar a imagem negativa e ressaltar as belezas naturais. Somente após a Copa, os fortalezenses saberão as verdadeiras consequências.

Em média 134 pessoas desaparacem por ano no Ceará

Os desaparecimentos analisados pelo Creas são decorrentes, principalmente, de conflitos familiares que perpassam por uso de drogas

Entre os anos de 2006 e 2012, foram registradas em média 134 denúncias de pessoas desaparecidas por ano no Ceará, de acordo com dados do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas). Em 2013, até este mês de setembro, foram notificados 91 casos de desaparecimentos - desse total 78 pessoas já foram localizadas, todas com vida.

O mês com maior ocorrência em 2013 foi junho, com 16 casos, em que apenas uma pessoa continua desaparecida. Até esta sexta-feira (20), foi registrado somente um desaparecimento em setembro no Creas, e que ainda não foi solucionado.

Segundo a supervisora de núcleo do órgão, Regiana Nogueira, os desaparecimentos analisados pelo Creas são decorrentes, principalmente, de conflitos familiares que perpassam por uso de drogas. “Uma vez que não se sabe o real motivo, é importante o contato com a polícia o mais breve possível. A pessoa que tem algum familiar desaparecido precisa procurar, em caso de menores de idade, a Delegacia de Combate a Exploração da Criança e Adolescente (Dececa), e, em casos de adultos, uma delegacia regional próximo ao local onde mora”, orienta Regiana.

Além disso, a supervisora apontou a necessidade de que a família, antes de acionar a polícia e o Creas, entre em contato com amigos e pessoas próximas à vítima para que a busca não seja feita em vão. “Há casos em que, por vontade própria, a pessoa saia de casa, buscando outras alternativas de vida, ou ainda por questões criminais de rapto ou sequestro em que a pessoa realmente esteja sumida sem querer” explica.

O trabalho realizado pela instituição é um aliado da polícia e conta com o apoio de parceiros para divulgar fotografias de pessoas desaparecidas, como contas de energia e murais em órgãos públicos, ampliando as possibilidades de identificar as vítimas.

Com uma iniciativa de suporte às vítimas e aos familiares, após a pessoa ser encontrada, o órgão oferece também um acompanhamento psicossocial com assistente social e psicóloga, além de apoio jurídico em casos que envolvam abusos.

Contudo, esse acompanhamento enfrenta uma certa resistência. Para Regiana, a maior dificuldade está na conclusão do auxílio, pois as famílias localizam o desaparecido e não dão mais retorno ao Creas. “Muitas vezes, por serem conflitos familiares, a família não quer expor ou continuar o acompanhamento, causando reincidências. Temos dificuldade inclusive de saber se a pessoa retornou ao lar, tem casos que não somos notificados, realizamos uma visita e todo um trabalho de localização da família para saber o real motivo do desaparecimento.”

Divulgação

Em caso de um familiar desaparecido, a família deve comparecer ao Creas com uma foto e um responsável que assine uma autorização de divulgação da imagem da vítima. Além disso, será preenchido um formulário que indique detalhes da pessoa desaparecida, como onde ela foi vista pela última vez e se apresenta tatuagens ou traços específicos, por exemplo.

Informações

Creas Regional Fortaleza: 0800.285.1407/(85) 3101.2737

Ceará tem média de quatro estupros de mulheres por dia

"Nem sempre averiguamos com celeridade, porque são muitos casos e não temos número suficiente de profissional", confessa delegada

Uma adolescente, de apenas 15 anos, era abusada sexualmente pelo próprio pai desde os 10. O acusado foi preso na noite da última segunda-feira (17), no município de Crateús, a 354 quilômetros de Fortaleza.

Assusta ver que pessoas tão próximas possam ser autoras de crimes como esse. Mais assustador é saber que o número de denúncias de abusos sexuais ainda é bem inferior à realidade dos fatos. Isso ocorre porque a maioria dos casos não é conhecida.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), de janeiro a março deste ano, 354 mulheres foram estupradas. O número representa média de quase quatro mulheres vítimas de violência sexual por dia no estado.

Do total, foram 294 crianças e adolescentes do sexo feminino, 55 maiores de 18 anos e 5 com idade não informada. Já de janeiro a dezembro de 2012, foram 1.147 estupros de mulheres com idade até17 anos, 226 de maiores de 18 anos e 20 com idade não informada.

Segundo a titular da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), Ivana Timbó, os dados são alarmantes. “O motivo do aumento do número de estupros é a falta de conscientização. Os principais casos que recebemos são de pais, padrastos e tios que abusam das crianças. Ou seja, o problema vem da própria família. Então deve haver uma reeducação cultural”, conta.

Poucos profissionais

Para minimizar a questão, os casos devem ser denunciados. “Ideal é que as pessoas possam comparecer à Dececa. Caso não queiram, podem fazer a denúncia em hospitais e escolas”. Além da ligação para o Disque Denúncia, número 100.

“Depois disso, fazemos de tudo para que a apuração seja rápida. Nem sempre averiguamos com celeridade, porque são muitos casos e não temos número suficiente de profissional”, confessa a delegada.

Cuidados com os filhos

Nos casos de abuso sexual, a criança é forçada fisicamente ou coagida verbalmente a participar da prática sexual sem ter ainda sua capacidade emocional e/ou cognitiva suficientemente desenvolvida para consentir, negar ou julgar o que está acontecendo.

De acordo com Ivana Timbó, os pais devem estar atentos ao comportamento dos filhos. “A situação gera na criança uma série de reações que não são próprias da idade dela. Então é preciso ter cuidado. Prestar atenção quando seu filho está no computador, por exemplo, que é um meio de comunicação tanto positivo quanto negativo. E sempre manter uma relação de confiança com a criança”.

Disque 100

Até abril deste ano, o Disque 100, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, recebeu 524 denúncias de abuso ou exploração de crianças e adolescentes no Ceará. Desses, 253 foram em Fortaleza. Em relação ao mesmo período do ano passado, as denúncias de abuso aumentaram 19,8% e chegaram a 405. Já o número de denúncias de crianças e adolescentes explorados sexualmente chegou a 119.

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca), abuso e exploração são diferentes. O abuso sexual acontece quando o corpo de uma criança ou adolescente é usado para satisfação sexual de um adulto, com ou sem o uso da violência física, e pode ser dentro ou fora do ambiente familiar. Já a exploração sexual é caracterizada pelo uso de jovens em atividades sexuais remuneradas, como no comércio do sexo.

Os sete sentimentos capitais

A pesquisa “Os sete sentimentos capitais”, da Rede Aquarela, programa da Prefeitura de Fortaleza que executa ações de enfrentamento ao abuso contra jovens, na capital cearense apontou os 10 bairros com maior incidência do problema: Barra do Ceará, Jangurussu, Praia de Iracema, Beira-Mar, Praia do Futuro, Castelão, Centro, Avenida Osório de Paiva, Avenida Expedicionários com São Cristovão, um trecho da BR-116 e também nos terminais de ônibus.

Holandês acusado de matar filho vai responder por homicídio

As apurações serão enviadas para o Ministério Público Federal, mas a ideia é que o holandês responda o crime no Brasil

De acordo com a titular da Dececa, a ideia é de que o holandês responda o crime no Brasil. FOTO: Cristiano Pantanal

De acordo com a titular da Dececa, a ideia é de que o holandês responda o crime no Brasil. FOTO: Cristiano Pantanal

O holandês Stefan Smit, de 37 anos, acusado de matar o filho em um flat na Avenida Abolição, vai responder por homicídio, segundo a Delegacia da Criança e do Adolescente (Dececa). A titular da Dececa, Ivana Timbó, informou nesta segunda-feira (17) que as apurações serão enviadas para o Ministério Público Federal, mas a ideia é que ele responda o crime no Brasil.

Além disso, a delegada ressaltou que a mãe da criança, Antonia Cláudia Marques, de 24 anos, era submetida as decisões do marido, não tendo voz ativa na relação.

Ainda segundo Ivana, o laudo de óbito da criança indicava asfixia e que está sendo mantido contato com a embaixada e com a Polícia Federal (PF). O diretor do Departamento de Polícia Especializada, Jairo Pequeno, falou que ficou comprovada a participação do holandês no homicídio. Ele ainda afirmou que as crianças eram tratadas como animais, não possuindo registro de nascimento, nem sendo encaminhadas ao hospital, quando necessário.

A PF esclareceu em nota que o estrangeiro solicitou em 2007 permanência definitiva em razão de casamento com brasileira.

O caso

Um menino, de 3 anos, e o irmão, de 5 anos, foram encontrados com marcas de violência no fim da tarde do dia 8 de junho, em um flat localizado na Avenida Abolição, em Fortaleza. A criança de 3 anos estava morta, e a outra foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para o hospital com muitos hematomas no corpo.

No local do crime estavam um holandês e uma cearense, pais das crianças. Eles foram detidos e vão passar por investigação. Na última terça-feira (11), o Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS) informou, por meio de nota, que o menino de 5 anos teve piora clínica devido a problemas cardíacos. Ele está sob medicação e dieta adequadas. De acordo com os exames realizados até o momento, ele foi diagnosticado com hipotireoidismo congênito e miocardiopatia hipertrófica.

*Com informações Abraão Ramos

Polícia tem pistas do paradeiro de bebê sequestrada

Informação foi confirmada pela delega do caso, Ivana Timbó; as investigações seguem em sigilo

larasofia

Lara Sofia tem apenas um mês de vida e nasceu prematura (Foto: Divulgação/TV Jangadeiro)

Pedro Alves, da Tribuna Band News FM

A Polícia Civil já tem pistas para desvendar o rapto da criança recém-nascida levada de uma clínica particular no bairro Presidente Kennedy.

Em entrevista à Tribuna Band News FM na tarde deste sábado (8), a titular da Delegacia da Criança e do Adolescente, Ivana Timbó, afirmou que a polícia já trabalha com algumas hipóteses, mas que as informações preliminares serão mantidas em sigilo, para não atrapalhar as investigações.

Avaliação do circuito interno de imagens

Segundo Ivana, as imagens registradas pelo circuito interno de câmeras são importantes para a identificação da mulher que raptou a criança. “Eu não posso adiantar muita coisa, mas as imagens foram muito importantes”, declarou a delegada.

Laura Sofia, com apenas um mês de vida, foi levada por uma mulher que se apresentou à família com o nome de Carla. Ela disse que era enfermeira e que iria cuidar da criança, mas, acabou levando o bebê.

O crime foi registrado nesta sexta-feira (8). “Desde o momento que a polícia tomou conhecimento do fato, nós iniciamos os trabalhos de forma ininterrupta. Estamos neste momento com o do delegado Dantas coordenando as investigações, com os familiares da criança. Vamos aguardar o resultado”, disse Ivana Timbó.

Quem tiver qualquer informação que possa ajudar a localizar Laura Sofia deve entrar em contato com a polícia, nos telefones (85) 3101.2044 ou 3101.2495. O contato com a polícia é mantido em sigilo. As denúncias também podem ser feitas no telefone 190.

Criança de um mês é sequestrada por suposta enfermeira

Durante a consulta marcada para esta sexta-feira, a mãe foi ao banheiro e deixou a menina aos cuidados da suposta enfermeira

Dececa já realiza buscas da criança (Foto: Arquivo)

Dececa já realiza buscas da criança (Foto: Arquivo)

Lara Sofia Araújo, de apenas um mês de idade, foi sequestrada na manhã desta sexta-feira (7) por suposta enfermeira, conhecida por Carla. O sequestro aconteceu dentro de uma clínica médica localizada na rua Dr. Adail dos Santos, no bairro Antônio Bezerra, em Fortaleza.

De acordo a polícia, uma amiga da família apresentou a enfermeira dizendo que ela facilitaria  uma consulta gratuita para Lara em uma clínica, já que ela nasceu prematuramente e precisava de cuidados.

A mãe da menina, Regiane de Moura, disse que Carla já estava bem aproxima da família e a ajudava a cuidar da criança, tendo até já comprado roupinhas para ela. Durante a consulta marcada para esta sexta-feira, a mãe foi ao banheiro e deixou a menina aos cuidados da suposta enfermeira. Segundo a mãe de Lara, quando ela voltou, só encontrou a bolsinha da criança, junto ao jaleco e a bolsa da mulher, que estava vazia.

Regiane de Moura prestou queixa na Delegacia da Criança e do Adolescente (Dececa). De acordo com a delegada Ivana Timbó, a procura está sendo realizada a partir das imagens do circuito interno da clínica.

Imagem de Amostra do You Tube

Família procura adolescente desaparecido desde sábado

Desde o começo deste ano, cerca de 21 casos de desaparecimento foram registrados na Delegacia de Combate a Exploração da Criança e do Adolescente

flavio lucena

Flávio Lucena dos Santos, de 17 anos, foi visto a última vez por volta da meia noite do último sábado,

Família procura adolescente desaparecido desde o sábado (9). A informação passada foi a de que Flávio Lucena dos Santos, de 17 anos, foi visto a última vez por volta da meia noite do último sábado, a família informou que ele entrou em um táxi que o esperava na porta de casa e até esta terça-feira (12) ainda não voltou.

A mãe disse que recebeu uma ligação rápida do garoto na manhã desta terça-feira (12) dizendo que estava bem, na casa de uma amiga, e que ela não se preocupasse. A família não tem ideia de onde ele esteja e nem com quem.

Outros desaparecimentos

Desde o começo deste ano, cerca de 21 casos de desaparecimento foram registrados na Delegacia de Combate a Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa). A delegada Ivana Timbó está acompanhando o caso e se diz otimista.

Ela conta que todos as ocorrências registradas durante esse ano foram solucionadas, inclusive aquelas em que as vítimas teriam sido levadas para outros estados.

Quem tiver informações sobre o paradeiro do adolescente pode entrar em contato pelos números 31012044 e 31012045

Menina de 12 anos era estuprada por 4 familiares desde os 8 anos

A vítima era violentada pelo próprio pai, pelos dois primos e pelo tio

Quatro homens foram presos sob acusação de estuprar um menina de 12 anos no Bairro Parque Santa Rosa, em Fortaleza. De acordo com denúncia de vizinhos, a criança sofria abusos há quatro anos.

De acordo com titular da delegada titular da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), Ivana Timbó, a vítima era violentada pelo próprio pai, pelos dois primos e pelo tio. O pai da adolescente já está preso desde o fim de semana na Delegacia de Capturas e os outros três foram presos na manhã desta quarta-feira (23).

Ainda de acordo com a delegada, a menina teria procurado uma vizinha e falado sobre o que acontecia. A delegada informou que o abuso acontecia sempre em casa, na ausência da mãe da garota. Segundo Ivana Timbó, quando a mãe soube do caso, não acreditou. A menina está há um mês morando em um abrigo.

Prisão

Após a prisão, os primos e o tio prestaram depoimentos na Dececa e, em seguida, foram levados para a Delegacia de Capturas. De acordo com a polícia, exames realizados na vítima  comprovaram o crime.

Veja o vídeo com a reportagem do Jornal Jangadeiro 2ª Edição:

 

 

Pai que abusava sexualmente das três filhas é preso em Maracanaú

O suspeito foi encaminhado para a Dececa e negou as acusações

Um homem, de 36 anos, foi preso acusado de abusar sexualmente das três filhas, na tarde desta quarta-feira (14), no Bairro Pajuçara, em Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza.

Segundo informações da Polícia Militar, as filhas tinham idades de 12, 13 e 16 anos. Elas foram ouvidas na Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) e confirmaram o abuso. A polícia informou também que o acusado morava com as filhas e a esposa.

O homem foi capturado por policiais do Ronda do Quarteirão nesta tarde quando estava na casa de parentes, no Bairro Pajuçara. Ele foi encaminhado para a Dececa, onde negou as acusações.

Com informações do repórter Abrãao Ramos

Em pouco mais de um ano, 204 crianças sofreram violência sexual em Fortaleza

Em pouco mais de um ano, cerca de 200 crianças menores de 14 anos sofreram violência sexual em Fortaleza, segundo a delegada titular da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (DECECA), Ivana Timbó

Em pouco mais de um ano, 204 crianças menores de 14 anos sofreram violência sexual em Fortaleza, segundo a delegada titular da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), Ivana Timbó.

De acordo com a delegada, os números de denúncias cresceram após a implantação da lei de Estupro de Vulneráveis na constituição, em agosto de 2009.

Antes da lei, apenas os responsáveis pela criança, como os pais ou padrastos e madrastas, podiam fazer denúncias. Atualmente, qualquer pessoa próxima a vítima pode ir à delegacia e registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.).

Os dados mostram que, em 2010, a Dececa recebeu 204 denúncias. Em 2011 foram 180. De janeiro a março deste ano, a delegada já atendeu 22 casos de abusos sexuais a crianças menores de 14 anos.

As penas para quem for condenado variam de 5 a 15 anos de reclusão em regime fechado. Após a constatação do abuso, as vítimas são encaminhadas a uma das unidades dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), onde a vítima é acompanhada por psicólogos e assistentes sociais.

 O que se caracteriza estupro

De acordo com a delegada Ivana Timbó, o estupro não é caracterizado apenas quando há uma relação sexual, e sim quando o acusado tem conjunção carnal ou pratica outro ato libidinoso com crianças menores de 14 anos. “Um toque na genitália da vítima sem o consentimento dela também caracteriza estupro”, esclarece a delegada.

Como identificar

- Alterações bruscas no comportamento, no apetite ou no sono;
- Desejo repentino da criança em se manter isolada, evitando contato com amiguinhos e familiares;
- A criança se mostrar agitada, muito incomodada e perturbada quando há possibilidade de ficar no mesmo local com uma determinada pessoa;
- Medo desproporcional frente à necessidade de um exame físico;
- Começar a achar que têm o corpo sujo ou contaminado;
- Interesse excessivo ou evitação no contato com seus genitais;
- Rebeldia, agressividade excessiva;
- Podem chegar a um comportamento suicida ou de automutilação.

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