Posts com a tag: cearense

 

Cearense equipa Belina com mais de 3,5 mil acessórios e bugigangas

O propagandista Jota Sobrinho, de 52 anos, é dono de um carro que não passa despercebido em Itapipoca. Com tantos acessórios, nem mais parece mais um carro

Há 12 anos o carro ganha novos acessórios a cada dia (FOTO: Nilson Fagata/TV Jangadeiro)

Há 12 anos o carro ganha novos acessórios a cada dia (FOTO: Nilson Fagata/TV Jangadeiro)

O propagandista Jota Sobrinho, de 52 anos, é dono de um automóvel que não passa despercebido. Morador de Itapipoca, a 147 quilômetros de Fortaleza, o inventor há 12 anos passou a adicionar alguns acessoriozinhos a uma Belina, modelo 1982. O que o carro se transformou nem pode ser chamado mais de carro.

“Isso é uma mistura de sucata, de museu, de doidice e de criatividade. Começou sem querer. Fui dormir um dia bem e amanheci louco, querendo mudar o carro”, brinca. Segundo disse, os primeiros acessórios foram as luzes diferenciadas na lateral do automóvel.

O carro, mais conhecido como “Jubiraca”, tem mais de 3,5 mil acessórios, incluindo moedas, ferro de passar brasa, celular antigo, chupeta para criança, guitarra, discos de vinil, esculturas, troféu, panela, pinico, caixão, berrante, teclado de computador, buzina exótica e até uma cabeça de cachorro feita com esporão de arraia. E ele revela que toda semana adiciona uma novidade à Belina tão amada. “Ainda falta muita coisa para colocar no carro. Quando cai uma, eu boto logo duas”, assegura.

Dentro do carro tem de tudo (FOTO: Nilson Fagata)

Dentro do carro tem de tudo (FOTO: Nilson Fagata/TV Jangadeiro)

Os milhares de acessórios acabam impedindo um pouco a visão dos outros carros nas ruas. O vidro traseiro é repleto de apetrechos. Na parte interna do veículo só cabem duas pessoas. “É feito apenas para mim, porque nos bancos de trás têm mais pertences. Quanto à visibilidade, os retrovisores laterais, de ônibus, ajudam a ver até o céu”, brinca.

> LEIA MAIS

“A Jubiraca é o meu hobby”, confidencia, acrescentando não saber o motivo da escolha do nome. “Eu ouvi alguém falar e gostei do nome, agora significa muito mais, pode ter certeza”. Sobrinho estima que tenha gastado cerca de R$ 40 mil para equipar o carro, com acessórios comprados e às vezes doados por amigos.

Mas, segundo afirma, o carro não está à venda. Já dispensou, inclusive, uma oferta de R$ 75 mil e até a participação em um programa de TV para reformar o carro. “Eu não vendo e nem restauro. Ela tem um valor simbólico, principalmente para quem gosta de coisas antigas”.

Para agregar valor, a Jubiraca não circula todos os dias pelo município. Aparece somente de meses em meses. Afinal, se todos os dias trafegasse pelas ruas da cidade, qual seria a graça? “Ela só sai da garagem nos momentos de lazer. Se for todo dia, o pessoal se aborrece. Então eu passo uns três meses sem sair. Aí quando me perguntam: ‘cadê a Jubiraca?’, eu digo: ‘daqui a uns dias ela aparece”, dá a dica.

Belina 1982 se transformou em uma Jubiraca (FOTO: Nilson Fagata/TV Jangadeiro)

Belina 1982 se transformou em uma Jubiraca (FOTO: Nilson Fagata/TV Jangadeiro)

Quando ela surge nas vias da cidade, a animação dos moradores é grande. Muitos vão para as calçadas com o objetivo de admirar o carro. Os turistas a consideram uma atração do município. E os passeios do veículo não se restringem apenas a Itapipoca. A “Jubiraca” trafega em outras cidades cearenses, como Cascavel e Fortim.

Nos bastidores, há informações de que o veículo poderá virar patrimônio histórico de Itapipoca e até cidadão de Maracanaú. Quem sabe um dia isso realmente aconteça. “No início, me chamaram de doido, mas o que importa é fazer o que gosta. O resto é o resto”.

Assista à reportagem do programa Gente na TV, da TV Jangadeiro/Band:

Cearense será o 1º nordestino a escalar as 7 maiores montanhas do mundo

O montanhista trabalhou como agricultor, foi engraxate e vendedor de frutas, mas o seu grande sonho sempre foi se aventurar mundo afora

Rosier se prepara para escalar o Monte Everest (FOTO: Arquivo pessoal)

Rosier se prepara para escalar o Monte Everest (FOTO: Arquivo pessoal)

Para Émile Zola, as dificuldades são como as montanhas, aplainam-se quando avançamos por elas. Rosier Alexandre Saraiva Filho, 45 anos, parece ter saído dos rabiscos do escritor francês.

Nascido na zona rural de Monsenhor Tabosa, município a 319 quilômetros de Fortaleza, em um local quente, sem saneamento básico, sem energia elétrica e sem escola de qualidade, o montanhista saboreia a felicidade de poder conquistar o título de 1º nordestino a escalar as sete maiores montanhas do mundo.

Rosier trabalhou como agricultor até os 15 anos, foi engraxate e vendedor de frutas, mas o seu grande sonho era se aventurar mundo afora. “A minha paixão pelas montanhas, creio que foi uma contaminação da parteira ou, pelo menos, foi muito cedo”, brinca.

Os olhos expressivos, ainda meninos, viram o Pico do Oeste (ponto mais alto do Ceará, com 1.145 metros) e desejaram conhecer alguém que escalasse uma montanha gelada, sem sequer imaginar que o dono deles seria o grande herói. “A minha casinha ficava a 14 quilômetros da cidade e de lá eu tinha uma vista privilegiada do Pico do Oeste e de outros picos acima de mil metros de altitude. Esta paisagem me fascinava desde a infância”, relembra.

Casa onde o montanhista morava na infância (FOTO: Arquivo pessoal)

Casa onde o montanhista morava na infância (FOTO: Arquivo pessoal)

Aos 16 anos, saiu de Monsenhor Tabosa para estudar em uma escola técnica agrícola. A instituição ficava em Pacatuba, a 32 km da capital, ao lado da Serra da Aratanha. Novamente as montanhas continuavam a seguir Rosier, ou ele a segui-las. Escalou, ainda adolescente, o Pico do Olho D’Água (1.128 m), a Serra da Aratanha, a Serra de Maranguape e as rochas em Quixadá.

Depois vieram as corridas de aventura, provas que duravam até três dias, sem direito a parar para dormir. As provas incluíam canoagem, mountain bike, escalada, rapel e ainda orientação com cartas topográficas e bússolas por até 250 quilômetros em meio à caatinga e mangues, sem direito à equipe de apoio. “Isso me maltratava o corpo, mas fascinava a alma. Eu gosto de testar meus limites e treinar para expandi-los”.

Até que, aos 28 anos, começou a escalar com equipamentos profissionais. Sete anos depois, as escaladas de gelo em alta montanha entraram na vida de Rosier e não saíram mais. Segundo o montanhista, as aventuras foram as formas mais interessantes que encontrou para aprender a planejar. A conquista, a emoção, a paisagem bela da montanha existem sim, mas por trás do lado romântico estão os dias, meses e até anos de preparação e muito suor.

Rosier treina, em média, cinco dias na semana, durante uma ou duas horas. A preparação física é feita na academia, onde simula todos os movimentos que serão feitos na montanha, trabalhando os mesmos grupos musculares. A preparação psicológica é mais complexa, fruto de um conjunto de crenças positivas, planejamento técnico, físico e financeiro. Quanto mais treina, mais tranquilo e confiante fica.

> LEIA MAIS

“As montanhas são, na mesma intensidade, belas e perigosas. Para chegarmos ao cume com segurança, só tem uma forma: planejamento e muito treinamento. Precisamos fazer um plano de gestão de riscos para, a cada risco, criar um tratamento”, explica.

Família e amigos

Riscos e adversidades são comuns nas escaladas (FOTO: Arquivo pessoal)

Riscos e adversidades são comuns nas escaladas (FOTO: Arquivo pessoal)

Esse perigo gerou, inicialmente, medo na família de Rosier, em sua 1ª grande expedição. Afinal, ele escalava rochas no Ceará, sob temperatura de cerca de 35°C, e iria se aventurar na maior montanha da Terra, fora da Ásia: o Aconcágua, com 6.962 m, cuja temperatura pode chegar a -40ºC e o índice de morte ainda é muito alto. “Graças à confiança que sempre depositaram em mim, disfarçaram o terror e pareciam apenas ter medo”.

Mas a vontade de escalar a montanha motivou um amigo de Rosier a oferecer ao montanhista serviços de psiquiatria. “Me ofereceu de cortesia, disse que eu podia ficar tranquilo que ele iria me ajudar a tirar esse sonho louco da cabeça. Ele fazia terapia familiar e, certamente, conseguiria resolver o ‘mal-entendido’ dentro de mim. Na época, foi duro lidar com isso, hoje rende boas gargalhadas”, revela.

Mortes e sequestro

Até agora, Rosier já realizou diversas expedições em seis continentes. Esteve acima de 5 mil metros de altitude cerca de 15 vezes. Em 10 anos de escalada, já passou por várias situações complicadas, viu mortes, ajudou em resgate, esteve próximo a grandes avalanches, teve de atravessar um campo minado de gretas e até foi sequestrado por tribos selvagens na Papua, quando estava escalando o Carstensz (4.884 m), a maior montanha da Oceania.

De todas as escaladas, apenas três vezes tentou chegar ao cume e não conseguiu. A primeira vez ocorreu quando tentou escalar o Aconcágua, em 2005. “O clima estava ruim, meus equipamentos eram precários. Eu tinha um bom condicionamento físico, mas a minha inexperiência falou mais alto e precisei dar meia volta quando estava a 262 m do cume”.

Os outros casos aconteceram no maior vulcão da Terra, o Ojos Del Salado (6.893 m), e na maior montanha da América do Norte, o McKinley (6.193 m). Neste último, quando Rosier estava próximo de chegar, a apenas 63 m do cume, uma tempestade com ventos acima de 100 km/h o mandou para baixo.

Escalada do Monte McKinley, na América do Norte (FOTO: Arquivo pessoal)

Escalada do Monte McKinley, na América do Norte (FOTO: Arquivo pessoal)

“Essas três situações me ensinaram mais que todos os outros cumes juntos. Aprendi a assumir erros, ter mais humildade, administrar frustrações, replanejar, desenvolver e aplicar um processo de melhoria contínua, e acima de tudo, nunca desistir dos meus sonhos. Afinal, um sonho não se negocia, pode até negociar o prazo, o conteúdo não”, dá a dica, acrescentando que, para não guardar frustrações, voltou às três montanhas e conseguiu chegar ao cume de todas.

Projeto Sete Cumes

Até hoje, aproximadamente 200 pessoas conseguiram finalizar o projeto Sete Cumes, que abrange as mais altas montanhas de cada continente. Somente três brasileiros concluíram o projeto. Rosier será o 1º nordestino e o 4º brasileiro a realizar este feito.

Rosier já escalou o Monte McKinley (6.194 m), na América do Norte; Monte Carstensz (4.884 m), na Oceania; Monte Vinson (4.897 m), na Antártida; Kilimanjaro (5.895 m), na África; Monte Elbrus (5.642 m), na Europa; e Monte Aconcágua (6.962 m), na América do Sul.

Destas, para o montanhista, o McKinley foi o mais complicado de se escalar, sendo compensado pela beleza encontrada no topo. As condições climáticas adversas, o frio e a logística de avião para entrar e sair da montanha dificultam a tarefa. “É um presente divino, uma das montanhas mais belas e isoladas. Está no Alaska, próximo ao Polo Norte. Lá não existem serviços de terceiros, cada escalador precisa ter autonomia e transportar seus equipamentos. É uma montanha limpa e de uma beleza ímpar”.

Rosier deve finalizar o Projeto Sete Cumes ainda neste ano (FOTO: Arquivo pessoal)

Rosier deve finalizar o Projeto Sete Cumes ainda neste ano (FOTO: Arquivo pessoal)

Agora chegou a vez de escalar o Monte Everest, a maior montanha da Terra, com 8.884 m de altitude. A viagem a Nepal será realizada em março. “Após a conclusão, certamente terei um descanso antes de voltar para as montanhas que tanto amo, porém devo escalar montanhas menores, com riscos e com durações menores”.

Todas as aventuras realizadas por Rosier proporcionam felicidade e paz de espírito, segundo relatou. No cume da montanha, ele consegue meditar, pensar profundamente na vida, nos projetos desempenhados e nos posteriormente desenvolvidos. “O silêncio das montanhas consegue proporcionar a paz que o barulho e poluição da cidade nos rouba. Lá, enquanto o corpo trabalha forte, conseguimos acalmar a mente e o espírito”, desabafa.

Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

O cearense saiu do interior do Ceará para se aventurar nas montanhas mais altas do mundo (FOTO: Arquivo pessoal)
Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

O cearense saiu do interior do Ceará para se aventurar nas montanhas mais altas do mundo (FOTO: Arquivo pessoal)
Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

O cearense saiu do interior do Ceará para se aventurar nas montanhas mais altas do mundo (FOTO: Arquivo pessoal)
Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

O cearense saiu do interior do Ceará para se aventurar nas montanhas mais altas do mundo (FOTO: Arquivo pessoal)
Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

O cearense saiu do interior do Ceará para se aventurar nas montanhas mais altas do mundo (FOTO: Arquivo pessoal)
Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

O cearense saiu do interior do Ceará para se aventurar nas montanhas mais altas do mundo (FOTO: Arquivo pessoal)
Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

O cearense saiu do interior do Ceará para se aventurar nas montanhas mais altas do mundo (FOTO: Arquivo pessoal)
Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

O cearense saiu do interior do Ceará para se aventurar nas montanhas mais altas do mundo (FOTO: Arquivo pessoal)
Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

O cearense saiu do interior do Ceará para se aventurar nas montanhas mais altas do mundo (FOTO: Arquivo pessoal)
Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

O cearense saiu do interior do Ceará para se aventurar nas montanhas mais altas do mundo (FOTO: Arquivo pessoal)
Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

O cearense saiu do interior do Ceará para se aventurar nas montanhas mais altas do mundo (FOTO: Arquivo pessoal)
Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

O cearense saiu do interior do Ceará para se aventurar nas montanhas mais altas do mundo (FOTO: Arquivo pessoal)
Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

Rosier será o primeiro nordestino a concluir o projeto Sete Cumes

O cearense saiu do interior do Ceará para se aventurar nas montanhas mais altas do mundo (FOTO: Arquivo pessoal)
As dificuldades na infância e nas expedições fizeram de Rosier um palestrante motivacional

As dificuldades na infância e nas expedições fizeram de Rosier um palestrante motivacional

O montanhista se emociona ao saber que é exemplo para outras pessoas (FOTO: Arquivp pessoal)

O objetivo, depois da empreitada, será se dedicar mais à família e realizar um sonho antigo de concentrar tempo a um projeto social, levando oficinas de planejamento de vida para jovens. A história de vida do menino que saiu da caatinga sertaneja e foi escalar as altas montanhas do mundo é tema de palestras de superação e motivação.

“Eu acredito que posso mudar o mundo, a partir da minha mudança de postura, quando deixei de esperar e passei a promover essas mudanças. O problema é que muita gente não entende e acredita que mudança é algo que depende de dinheiro ou dos outros, enquanto depende de nós, somente de nós”.

Assista ao vídeo gravado pelo montanhista durante expedição:

 


 

Cearense cria página de psicóloga fictícia que dá “conselhos honestos”

Já são mais de 125 mil seguidores na fanpage que “tem o intuito de ganhar curtidas e ficar famosa”

Pavan criou uma personagem que dá conselhos honestos para internautas (FOTO: Arquivo Pessoal)

Pavan criou uma personagem que dá conselhos honestos para internautas (FOTO: Arquivo Pessoal)

Conselhos sobre a vida, em geral, do tipo mais sincero possível. Acrescente aí uma grande colher de humor. Esse é o conteúdo que a página “Psicologa Honesta”, criada há 15 dias no Facebook. Já são mais de 125 mil seguidores na fanpage que “tem o intuito de ganhar curtidas e ficar famosa”.

“Não se iluda, talvez a pessoa te chamou de ‘amor’ porque esqueceu teu nome”, é uma das dicas da personagem fictícia. Mas o que alguns seguidores não sabem é que a psicóloga na verdade é administrada pelo cearense João Mirio Pavan, 22 anos, diretor de arte.

“O que mais me impressiona é o alcance da página. Tem quase 300 mil pessoas falando. Já teve 5 milhões de cliques nas tirinhas. Geralmente, cada publicação é visualizada mais de 500 mil vezes em um dia”, enfatiza.

Com o sucesso da personagem, o diretor de arte vendeu algumas camisas com os conselhos, porém o estoque já esgotou. Mesmo assim, planeja aperfeiçoar os traços do desenho para produzir estampas mais precisas. Além disso, pensa em criar um site e, quem sabe, fazer parcerias.

Conteúdo da

Conteúdo da "Psicologa Honesta"

Confira o humor nos conselhos honestos da página
Conteúdo da

Conteúdo da "Psicologa Honesta"

Confira o humor nos conselhos honestos da página
Conteúdo da

Conteúdo da "Psicologa Honesta"

Confira o humor nos conselhos honestos da página
Conteúdo da

Conteúdo da "Psicologa Honesta"

Confira o humor nos conselhos honestos da página
Conteúdo da

Conteúdo da "Psicologa Honesta"

Confira o humor nos conselhos honestos da página
Conteúdo da

Conteúdo da "Psicologa Honesta"

/var/www/html/tribunadoceara.com.br/wp content/uploads/sites/2/2014/02/psiocologa honesta61

Ideia

A ideia de criar uma página com esse tipo de conteúdo surgiu a partir de conversas com amigas psicólogas, além de familiares que exercem a profissão. “Como eu sou diretor de arte, eu conhecia o Molg, que é espanhol, da internet. Ele faz os desenhos da tirinha e, quando eu pedi pra usá-los, deixou”, explica.

O jovem só não sabia que ia vai fazer sucesso em pouco tempo. “Foi uma coisa natural. É tanto que a página tem o ‘psicologa’ sem o acento. Porque o Facebook, depois de 200 curtidas, não deixa mais alterar o nome. Daí, eu postei uma vez e já tinha 400. Então, não deu para mudar”, relembra.

Pavan ainda administra a página com uma frequência a ser seguida: geralmente são duas postagens por dia, incluindo o fim de semana.

> LEIA MAIS

Seguidores

Mesmo a página sendo gerenciada por um cearense, a maior parte do público é do Sudeste do Brasil. Fortaleza é a quarta cidade em número de curtidas, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Por isso, Pavan evita o uso de regionalismos.

“Todo conteúdo é fantasioso. Se você for ao psicólogo, ele não vai falar aquilo. Os seguidores colaboram muito, mandam sugestões. Eu criei os conselhos, porque algumas pessoas pediram para não ser somente tirinhas, para não ficar postando só elas na timeline. O público é muito participativo”, revela.

Alerta

Mesmo com sucesso, um ponto irrita o diretor de arte. É que algumas páginas “fakes” estão copiando o conteúdo da “Psicologa Honesta”, aproveitando para fazer piadas racistas. “Tem uma que já denunciei para a polícia, mas o Facebook não tira do ar. É a ‘A Psicóloga Honesta’. O pessoal fica até confundindo”, desabafa.

Cearense desenvolve equipamento de combate à escassez de água

Com apenas 20 anos e cursando Engenharia Mecânica na UFC, Osvaldo ficou em 2º lugar no Prêmio Jovem Cientista, promovido pelo CNPq

Osvaldo construiu, com ajuda do laboratório da UFC, um protótipo inovador (FOTO: Arquivo pessoal)

Osvaldo construiu, com ajuda do laboratório da UFC, um protótipo inovador (FOTO: Arquivo pessoal)

A escassez de água no semiárido nordestino é um problema que exige uma resposta prioritária. A falta de água ocasiona fome, sede e perdas agrícolas. Como ainda faltam soluções, iniciativas individuais pretendem combater a estiagem.

O estudante de Engenharia Mecânica, Osvaldo Tavares, de apenas 20 anos, criou um protótipo inovador, que pretende servir como ferramenta para resolver o problema da escassez no Nordeste, mais precisamente no Ceará. O experimento retira sais da água a partir da luz solar.

Cursando o 9º semestre do curso na Universidade Federal do Ceará (UFC), Osvaldo já recebeu manifestações de reconhecimento pelo trabalho. Ele ficou em 2º lugar na categoria Estudante de Ensino Superior do Prêmio Jovem Cientista, promovido nacionalmente pelo CNPq, do Governo Federal.

Com o suporte da equipe do Laboratório de Energia Solar e Gás Natural, fundado pela professora Maria Eugênia Vieira da Silva, Osvaldo desenvolveu um experimento de dessalinização da água por meio da energia solar. “O protótipo trata da dessalinização, com o objetivo de torná-la adequada ao consumo humano, a partir do calor para provocar a evaporação das moléculas de água, ocorrendo a separação entre a água pura e os sais”.

> LEIA MAIS


Como funciona

O equipamento pode ser dividido em duas partes: os coletores de tubo evacuados, responsáveis por absorver a radiação solar e provocar o aquecimento da água que neles circula.; e a torre de dessalinização, constituída de um tanque e de múltiplos estágios empilhados, onde ocorre a dessalinização propriamente dita.

Equipamento dessaliniza água por meio da energia solar (FOTO: Divulgação)

Equipamento dessaliniza água por meio da energia solar (FOTO: Divulgação)

“A água aquecida dos coletores flui de forma natural (termosifão) até o tanque, onde evapora. O vapor condensa na superfície inferior, transferindo o calor para o estágio acima. Em seguida, o condensado é coletado por meio de calhas. O processo continua até o estágio mais alto da torre”, explica.

Litros

O experimento deu tão certo, que foram alcançados 28 L de água dessalinizadas no período de 24 horas. Com base nesse valor, cada protótipo pode fornecer água potável para até 13 pessoas em uma comunidade isolada.

Entretanto, segundo o jovem cientista, este ainda não é o resultado final. “O sistema foi concebido para operar em sete estágios instalados, estamos usando cinco”. Além disso, os pesquisadores estudam a possibilidade de usar refletores para aumentar a radiação incidente nos coletores solares, o que elevaria a produção de água dessalinizada.

A tecnologia pode ser importante ferramenta para combater o problema de escassez de água, porque é possível a instalação em regiões isoladas, diferente de outras técnicas de dessalinização que utilizam energia elétrica, além de poder ser manuseada por usuários sem muitos conhecimentos técnicos. “As áreas afetadas com o problema da seca têm como característica o sol forte o ano inteiro, o que evidencia o grande potencial solar dessas regiões”, diz Osvaldo.

Motivação

Estudante garantiu o prêmio Jovem Cientista com o equipamento (FOTO: Arquivo pessoal)

Estudante garantiu o prêmio Jovem Cientista com o equipamento (FOTO: Arquivo pessoal)

O fato de ter sido um dos vencedores do prêmio Jovem Cientista motivou Osvaldo a contribuir com soluções aos problemas sociais do país. De acordo com o estudante, o maior incentivo foi o reconhecimento do trabalho do laboratório por instituições federais, como o CNPq. Em dezembro, Osvaldo recebeu o prêmio das mãos da presidente Dilma Rousseff.

“As vezes, pensamos que estamos esquecidos (…) Mas chegar ao Palácio do Planalto e receber os cumprimentos da presidente como resposta ao trabalho que fazemos foi muito bom”, revela.

Cearense morto em acidente no Itaquerão é primo do prefeito de Caucaia

O corpo do operário chega ao Ceará na tarde desta quinta-feira. O velório acontece em um cemitério no município de Caucaia, por volta das 16h30

Acidente resultou na morte de dois operários (FOTO: Twitter/Reprodução)

Acidente resultou na morte de dois operários (FOTO: Twitter/Reprodução)

O operário cearense morto em acidente no estádio Itaquerão, em São Paulo, é primo do prefeito de Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza), Washington Luiz de Oliveira.

O corpo de Ronaldo Oliveira dos Santos, de 44 anos, chega ao Ceará na tarde desta quinta-feira (28). Segundo a prefeitura do município, o enterro do cearense acontece em um cemitério na localidade de Sítios Novos, em Caucaia, por volta das 16h30.

Reunião

Na manhã desta quinta-feira, representantes da Odebrecht, construtora responsável pela obra, e o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada de São Paulo estiveram reunidos.

Os trabalhadores buscavam mais informações sobre Ronaldo Oliveira, solicitando o acesso à ficha funcional da vítima, que atuava como montador da empresa Conecta. Ainda não há previsão para a liberação do corpo e nem informações sobre o traslado para Fortaleza.

Acidente

O acidente aconteceu por volta das 12h de quarta-feira (27). Um guindaste desabou sobre parte da estrutura do estádio e matou dois operários, sendo um o cearense e o outro o paulista Fábio Luiz Pereira, de 42 anos. Em nota, a Odebrecht informou que “todos os esforços estão concentrados para oferecer assistência total às famílias das vítimas”.

A presidente Dilma Rousseff lamentou a morte dos operários. “Nesse momento de dor, envio minhas condolências às famílias de Fábio e Ronaldo”, disse.

A Defesa Civil de São Paulo interditou 30% das obras da arena. O estádio, orçado em R$ 890 milhões, será palco da abertura da Copa do Mundo de 2014, e após o mundial da Fifa servirá ao Sport Club Corinthians Paulista.

De ‘faz tudo’ a empresário: conheça história do cearense que virou dono de restaurantes no RJ

Seu Chico dedica a vida há 55 anos ao restaurante no Rio de Janeiro. Ele não descarta a possibilidade de abrir filial no Ceará

Há quem diga que em todo lugar do mundo existe pelo menos um cearense fazendo sucesso. Com bom humor e empenho, Francisco Aldemir Rego, de 71 anos, conquistou espaço no Rio de Janeiro. E melhor ainda: em um dos principais restaurantes cariocas.

Seu Chico atualmente mora com a esposa e seus três filhos. Mas faz questão de lembrar os parentes e amigos que deixou no Ceará (FOTO: Divulgação)

Seu Chico mora com a esposa no Rio de Janeiro. Mas faz questão de lembrar os parentes e amigos que deixou no Ceará (FOTO: Divulgação)

Tudo iniciou quando Seu Chico – como prefere ser chamado – tinha apenas 16 anos de idade. Depois de o pai ir à falência, o garoto resolveu sair do distrito de Inhuçú (próximo à cidade de São Benedito, no interior do Ceará) para se aventurar na Cidade Maravilhosa.

Em 1958, por influência do destino, conheceu o italiano Domenico Magliano – dono do restaurante La Mole na época. “Eu e um colega fomos até Leblon à procura de emprego. Meu conhecido encontrou Domenico e perguntou se tinha alguma vaga de trabalho. Ele disse que tinha apenas para um menor de idade. E eu tinha 16 anos, então me encaixava na vaga”, explica.

Foram quatro anos de ensinamentos e de muita amizade. O garoto ajudava na copa, cozinha e atendimento ao cliente. “Ele era um grande mestre. Me orientava, dava sugestão. Diziam que ele me via como um filho. E eu realmente o via como um verdadeiro pai”, lembra com carinho.

Mas o trabalho do dia a dia cansou Domenico. Em 1962, com 70 anos de idade, o italiano ficou doente, contraiu hepatite, depois pedra na vesícula e, em seguida, câncer. Depois de oito meses de tratamento, faleceu.

De ‘faz tudo’ a dono do La Mole

Seu Chico, portanto, teve de tomar a frente do restaurante. “Eu trabalhava dia e noite, até tarde”. Nessa época, conheceu intelectuais como Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos. “Eles passavam a noite no La Mole, batendo papo e bebendo vinho. Fechávamos por volta das 3h da manhã”.

Em negociação com a esposa de Domenico e um sócio do restaurante, Seu Chico passou a ter participação nos lucros da empresa. Até que um caso inusitado aconteceu: o restaurante pegou fogo e ficou completamente destruído. Por meio de empréstimos e muita força de vontade, a esposa e a filha do italiano e o cearense concluíram a reforma e reabriram o estabelecimento.

“Após o ocorrido, a família de Domenico preferiu sair do negócio, mas continua mantendo amizade conosco”. Seu Chico, então, acabou tornando-se dono do estabelecimento a quem se dedica há 55 anos.

Vida dedicada a um restaurante

Couvert, uma das especialidades do La Mole (FOTO: Divulgação/Facebook)

Couvert, uma das especialidades do La Mole (FOTO: Divulgação/Facebook)

Como ele próprio diz, “é uma caminhada, mais que uma maratona”. O estabelecimento expandiu-se e diversificou a cozinha, introduzindo novos conceitos na gastronomia carioca, como o famoso couvert e o medalhão à piamontesa.

Em 1974, o La Mole chegou à Barra e, desde então, não parou de crescer. Hoje são 15 filiais, presentes em diversos bairros do Rio de Janeiro e Niterói. A preocupação dele atualmente é manter a qualidade dos produtos e do atendimento ao cliente. “O La Mole é um restaurante familiar. Você acredita que até hoje eu atendo os clientes?“, orgulha-se.

Mas não adianta crescer sozinho, e Seu Chico sabe disso. É tanto que houve um tempo que o restaurante tinha cerca de 1,3 mil funcionários, muitos destes cearenses. “Uns chegavam logo me procurando, outros já eram meus colegas. Assim como eu, alguns já conseguiram abrir seus próprios restaurantes”.

Viagem ao Ceará

Seu Chico atualmente mora com a esposa, e tem três filhos. Mas faz questão de lembrar os parentes e amigos que deixou no Ceará. Para não esquecer os conterrâneos e continuar visitando o estado, construiu uma pousada localizada no distrito onde nasceu.

Apesar de possuir um restaurante com diversas especialidades, o cearense sente falta da pescada amarela assada na chapa e banhada no azeite, que ele revela ser seu prato preferido no Ceará. ”Aqui no Rio de Janeiro tem peixe, mas não é como o do Ceará. Também sinto falta da paçoca com carne de sol, sabe? Bom demais”, delicia-se.

Aos 71 anos, Seu Chico continua atendendo clientes no restaurante (FOTO: Divulgação/Facebook)

Aos 71 anos, Seu Chico continua atendendo clientes no restaurante (FOTO: Divulgação/Facebook)

No futuro, quem sabe Seu Chico abra uma filial do La Mole no Ceará, pois já recebeu propostas para a execução do projeto. “Eu ainda preciso fazer muito mais. Não estou com a sensação de que minha função acabou, apesar de viver satisfeito e feliz”. Ele aproveita para aconselhar as pessoas de que vale a pena sonhar para chegar onde quer. “Entrei com 16 anos, inexperiente, mas com muita vontade de mudar. Acredite, minha gente, é possível conseguir”.

Inventor cearense cria roupa para quem transpira muito

Foram quatro anos de pesquisa e testes até chegar ao tecido e design ideais. E detalhe: o invento era testado no próprio idealizador

Dentista criou uma espécie de "segunda pele" (FOTO: Arquivo Pessoal)

Dentista criou o Ombrele, “segunda pele” para quem transpira muito (FOTO: Arquivo Pessoal)

Deparar-se com círculos de suor na roupa ao longo do dia não é nada agradável. Foi por meio de muita transpiração e um tanto de inspiração que um dentista cearense criou uma espécie de “segunda pele” destinada àqueles que suam em excesso.

A ideia surgiu da necessidade do próprio inventor Marcus Antônio Teixeira. Trabalhar com roupa branca e ainda transpirar muito não combinava. “Como sou solteiro, tinha que lavar a camisa todos os dias devido ao desodorante que uso, que é de 48 horas. Ele inibe a transpiração, mas suja a blusa de uma forma que é quase impossível tirar a mancha”, diz.

Foram quatro anos de pesquisa e testes até chegar ao tecido e design ideais. E detalhe: o invento era testado no próprio idealizador.

Autoconhecimento

A intuição aconteceu por meio de um processo de autoconhecimento. A filosofia contribuiu. E a vontade de ajudar as pessoas fez Teixeira dar um passo à frente. “Eu pensei: ‘não sou apenas um dentista. Sou uma pessoa que pode criar outras coisas’. Entrei em processo de imersão. Afinal, qual o sentido da minha vida?”, indaga.

Produto é uma espécie de blusa curta que cobre as axilas (FOTO: Divulgação)

Produto é uma espécie de blusa que cobre as axilas (FOTO: Divulgação)

A partir da libertação e consequente expansão do pensamento, o dentista criou uma “segunda pele”, denominada Ombrele. Em vez de o suor atingir a camisa, o produto permite o uso prolongado dela. A lavagem é rápida, a secagem é fácil, além de ser discreto. O experimento ainda torna possível que as pessoas utilizem desodorantes mais leves.

“Não é necessário lavar a blusa toda vez que utiliza. Você pode usar a mesma blusa durante uns três dias e só lavar a parte de baixo. Não precisa gastar água e nem tempo lavando e passando a roupa. O mais importante é a sustentabilidade, a economia da água e energia”.

O experimento pode ser utilizado por homens e mulheres. Apesar das vantagens, há quem deixe de usar o invento por machismo. O maior obstáculo vai ser a questão dos homens se adaptarem, segundo o dentista. “É muito difícil quebrar o tabu, mas vou sustentar essa ideia”, afirma.

Tecido e design

O produto é uma espécie de blusa curta que cobre as axilas. Praticamente se sustenta apenas no ombro. Para os que transpiram menos, o tecido usado foi à base de poliamida (microfibra), para os que tem transpiração excessiva se utilizou um cotton especial. Os dois possuem elasticidade que se adapta ao corpo.

O invento, no entanto, não evita a transpiração. Ele apenas impede que o suor chegue à camisa.

Para as mulheres, há opções com bojo ou sem bojo (FOTO: Divulgação)

Para as mulheres, há opções com bojo ou sem bojo (FOTO: Divulgação)

Divulgação

O Ombrele já foi divulgado no Innova World – III Feira Internacional de Inovação realizada no Espírito Santo, de 22 a 25 de outubro. “É uma inovação”, anima-se Teixeira, que já criou um site para iniciar a venda do produto.

Para mulher, a peça custa R$ 59 (com bojo) e R$ 49 (sem bojo). Para os homens, o preço é único R$ 49 (em tons marfim e pele). “É um invento caro. Mas vale a pena brigar por essa causa e ajudar as pessoas que sofrem com a transpiração em excesso”, finaliza.

Inventor cearense constrói Beetle a partir de um Fusca

Milton Nunes transformou um Fusca 1986 num Beetle, a versão moderna do carro da Volks. Ele próprio projetou e adaptou o veículo, investindo R$ 8 mil

New-Bicho-destaque

Milton Nunes construiu um Beetle a partir de um Fusca (Foto: Rafael Luis Azevedo)

Milton Nunes sempre quis ter um Beetle, a versão moderna do Fusca. Sem possuir dinheiro pra comprá-lo, ele colocou a mão na massa – literalmente. E, a partir de um Fusca, construiu seu próprio Beetle. Pintado num amarelo que brilha nos olhos no solzão de Fortaleza, há 10 anos esse carrinho diferente chama a atenção nas ruas da cidade.

O Tribuna do Ceará se encontrou com Milton numa praça do Dionísio Torres. E, logo de cara, pôde presenciar o interesse que o carro desperta nas pessoas. “Uma vez, um homem num carro importado parou ao meu lado e me disse: ‘O teu é mais bonito que o meu’. E eu respondi: ‘Eu sei!’”, diverte-se o criador, músico e desenhista de profissão.

Sua invenção tem nome e tudo. É o “New Bicho”, um trocadilho para New Beetle. Tudo nasceu no papel, onde Milton projetou a criação. Durante dois anos, ele próprio trabalhou em seu Fusca 1986, em oficinas de amigos. A lataria foi toda remodelada, em fibra de vidro. Concluído em 2003, o carro ficou parecido mesmo com o Beetle.

O investimento superou – e muito! – o preço original. Milton comprou o veículo por R$ 3 mil, em 2001. No processo, ele investiu cerca de R$ 8 mil para deixá-lo como ficou. “Já me ofereceram R$ 15 mil nele, mas não quis”, garante. Pelo New Bicho há um afeto que não se compra. “Esse carro não tem preço”.

New-Bicho-Milton-Nunes

O músico e desenhista Milton Nunes investiu R$ 8 mil para fazer seu Fusca 1986 ficar com o jeitão de um Beetle (Foto: Rafael Luis Azevedo)

Todo esse carinho não impediu, porém, que Milton buscasse um substituto. Passada uma década da conclusão de seu Beetle alternativo, o inventor agora trabalha em novo projeto: um modelo conversível, que será produzido a partir de um Fusca 1985. “Os gastos vão ser parecidos com o do primeiro carro”, estima.

A nova criação já tem nome: “Fuster”, combinação de Fusca com Roadster (carro esportivo). Ainda não há prazo para o término da obra. “Vou fazendo aos poucos”, conta Milton, de 67 anos. Viúvo duas vezes, ele nunca conseguiu convencer as mulheres ou a filha a serem tão fãs de Fusquinha. “Se eu ganhasse um carro zero quilômetro, vendia pra terminar meu Beetle”, assegura. Com esse dinheiro, daria pra montar uma coleção de New Bichos.

New-Bicho-comparacao

Em sentido horário: New Beetle/Fusca (acima à esquerda), Beetle, New Bicho e Fusca. E aí, qual é o mais bonitão? (Arte: Rafael Luis Azevedo, sobre fotos de Divulgação)

Uma breve história sobre o Fusca:

Criado pela Volkswagen, o Fusca foi produzido de 1938 a 2003, num total de 21,5 milhões de veículos vendidos. Esse nome, utilizado apenas no Brasil, derivou da dificuldade das pessoas em falar “Folquisváguem”. Da mesma forma, o carro recebeu dezenas de nomes pelo mundo, como Beetle, Bug, Coccinelle, Vocho e Escarabajo.

Em 1997, o Fusca ganhou releitura, com o lançamento do Beetle, fabricado até 2010. Em 2013, a Volkswagen decidiu retomar a aura do Fusca, com o New Beetle. O carro ficou ainda mais moderno, mas seu desenho exterior lembra mais o antigo Fusca. Desta vez, cada país poderá escolher o nome do veículo. No Brasil, será Fusca.

Mais fotos do New Bicho: (clique para ampliar)

New Bicho (1)

New Bicho (1)

New Bicho (1)

New Bicho (1)

New Bicho (2)

New Bicho (2)

New Bicho (3)

New Bicho (3)

New Bicho (4)

New Bicho (4)

New Bicho (5)

New Bicho (5)

New Bicho (6)

New Bicho (6)

New Bicho (7)

New Bicho (7)

New Bicho (8)

New Bicho (8)

New Bicho (9)

New Bicho (9)

New Bicho (11)

New Bicho (11)

New Bicho (10)

New Bicho (10)

Fusca-35paises-2

(Arte: Tiago Leite)

Fotógrafo cearense morre após cair de prédio em Natal

Jovem estava fotografando amigos no terraço do edifício, quando se desequilibrou e caiu de uma altura de cerca de 100 metros

O fotógrafo cearense André Salgado, de 24 anos, morreu na manhã deste domingo (26) após cair de um prédio, no Rio Grande do Norte.

André era fotógrafo do Jornal O Povo (FOTO: Reprodução/Facebook)

*Por Roberta Tavares e Renatta Pimentel

O fotógrafo cearense André Salgado, de 24 anos, morreu na manhã deste domingo (26) após cair de um prédio, no Rio Grande do Norte. O acidente ocorreu por volta das 10h20.

Policial civil Flauberto Bezerra, plantonista da zona sul do RN, conta detalhes. Ouça áudio.

De acordo com a polícia, o jovem estava fotografando amigos no terraço do edifício, quando se desequilibrou e caiu de uma altura de cerca de 100 metros. André Salgado teve morte imediata.

Segundo a perícia do Instituto Técnico e Científico de Polícia (Itep), o rapaz sofreu fraturas expostas na perna e diversas na região interna do corpo.

Nas redes sociais

André Salgado era repórter fotográfico do jornal O Povo, de Fortaleza. A notícia de sua morte teve grande repercussão nas redes sociais.

Um dos amigos do jovem conta que esteve em uma festa com ele na noite anterior. “Ele estava com amigos de amigos. Só recebi a notícia agora. Não estou com estrutura para ficar falando detalhadamente sobre isso. Meus pêsames à família do André”.

Foi difícil para os amigos acreditarem na morte do jovem, até uma parente se pronunciar sobre o assunto. “Gente, sou prima do André. Infelizmente essa notícia é verdade. O que mais precisamos agora é de todo o apoio de vocês, sei o quanto ele é e será eternamente querido por vocês. Vamos orar pedindo a Deus muita luz para ele. Obrigada”.

Cearense relata momentos de terror na Maratona de Boston

As imagens das televisões direto do local mostraram cenas de pânico, com fumaça e destroços nas ruas e feridos sendo levados em macas

Duas explosões ocorreram nesta segunda-feira (20) na reta final da Maratona de Boston, segundo informou a imprensa norte-americana. As explosões deixaram vários feridos. As imagens das televisões direto do local mostraram cenas de pânico, com fumaça e destroços nas ruas e feridos sendo levados em macas.

O jornal New York Times informa que as explosões foram ouvidas dentro do Fairmount Copley Plaza Hotel. Segundo o site da Associação Atlética de Boston, a Maratona de Boston teve 131 brasileiros inscritos.

Testemunha

Em entrevista à Tribuna Bandnews, o empresário cearense Jurandir Magalhães, que esteve presente na maratona, relatou como foi o momento de pavor. “Nós não chegamos nem a ultrapassar a linha de chegada, fomos interrompidos 500 metros antes pela explosão das bombas”, disse.

Segundo o empresário, a polícia evacuou todas as pessoas, colocando cavaletes no meio da prova logo após a explosão. As pessoas foram orientadas a saírem por uma rota alternativa. “As informações são desencontradas, há muita especulação”, informou.

Ele ainda ressaltou que, na região a estação de metrô ficou fechada, porém o trem estava circulando em outras estações. Além disso, ele não tem notícias de seu grupo de corrida, que era de São Paulo.

Ainda de acordo com Magalhães, ele corria juntamente com outro cearense, enquanto suas esposas esperavam. “[Elas] viram a explosão, mas não tiveram dimensão das coisas. A internet foi logo interrompida, tinha helicóptero, ambulância, sirene…”, relembrou. Ele finalizou lembrando que só avistou sua mulher 1h40 depois do acidente.

Com informações da Agência Brasil

Página 1 de 2812345...1020...Última »