Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

SUSPEITA DE OVERDOSE

Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

O casal se conheceu no Tinder, em 2015, mas a família de Yrna Castro não conhecia o empresário Gregório Donizete

Por Roberta Tavares em Segurança Pública

3 de Maio de 2016 às 10:15

Há 2 anos
O casal se conheceu em um aplicativo de relacionamento em dezembro de 2015 (FOTO: Reprodução/Facebook)

O casal se conheceu em um aplicativo de relacionamento em dezembro de 2015 (FOTO: Reprodução/Facebook)

A universitária cearense Yrna de Souza Castro, de 27 anos, encontrada morta no porta-malas do carro do namorado, em Fortaleza, teria injetado drogas na veia.

Segundo a delegada Socorro Portela, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o empresário Gregório Donizete, namorado da vítima, informou em depoimento que os dois usaram morfina misturada a um comprimido e injetaram as substâncias na veia.

“Ele disse que começaram a usar a droga em janeiro desse ano. Compravam uma ampola e injetavam. É uma droga que deixa você sonolento, parece que dá prazer também, é relaxante”, explica a delegada. O comprimido usado para misturar à substância não foi informado pela titular.

O efeito da morfina dura de 4 a 6 horas. Pode provocar alívio de alguma dor e da ansiedade, diminuindo o sentimento de desconfiança e proporcionando um misto de sensações, como bem-estar, tranquilidade, sonolência e até depressão.

De acordo com Socorro Portela, o casal se conheceu no aplicativo de relacionamento Tinder, em dezembro de 2015. A jovem passava os finais de semana junto ao namorado, formado em Jornalismo e empresário. No entanto, a família de Yrna não o conhecia.

“O irmão dela, o primo e um advogado vieram à DHPP e conversaram comigo. Eles não tinham conhecimento que ela usava drogas. A família sabia do relacionamento, sabia que eles ficavam o fim de semana juntos, mas não o conhecia”, afirmou, acrescentando que o empresário declarou usar drogas desde os 17 anos e ter feito tratamento para recuperação.

Ocultação de cadáver

De acordo com a Polícia Civil, a jovem morreu na madrugada de domingo (1º), no apartamento do namorado, localizado na Rua Professor Francisco Gonçalves, no Bairro Dionísio Torres. O homem foi indiciado por ocultação de cadáver por permanecer com o corpo de Yrna Castro por mais de 12 horas dentro do carro e não ter informado à polícia e aos familiares a morte. A pena varia de 1 a 3 anos.

Ele compareceu à sede da DHPP, junto a dois advogados, onde prestou esclarecimentos à polícia e foi liberado por se apresentar espontaneamente. A universitária era formada em Design de Moda e estudava Administração. Segundo amigos, Yrna tinha costume de frequentar festas raves.

De acordo com o depoimento do empresário, o casal teria ido para uma festa na noite de sábado e, em seguida, para seu apartamento. Eles usaram entorpecentes e, durante a madrugada, Yrna teria passado mal e falecido.

Com a informação da localização do corpo, uma equipe composta pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e por investigadores da DHPP foram até o local recolher o corpo e iniciar a investigação. O corpo foi levado para a Coordenadoria de Medicina Legal (Comel), onde passará por exames cadavéricos, que identificam as causas da morte.

Com informações da repórter Emanuella Braga, do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro.

Publicidade

Dê sua opinião

SUSPEITA DE OVERDOSE

Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

O casal se conheceu no Tinder, em 2015, mas a família de Yrna Castro não conhecia o empresário Gregório Donizete

Por Roberta Tavares em Segurança Pública

3 de Maio de 2016 às 10:15

Há 2 anos
O casal se conheceu em um aplicativo de relacionamento em dezembro de 2015 (FOTO: Reprodução/Facebook)

O casal se conheceu em um aplicativo de relacionamento em dezembro de 2015 (FOTO: Reprodução/Facebook)

A universitária cearense Yrna de Souza Castro, de 27 anos, encontrada morta no porta-malas do carro do namorado, em Fortaleza, teria injetado drogas na veia.

Segundo a delegada Socorro Portela, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o empresário Gregório Donizete, namorado da vítima, informou em depoimento que os dois usaram morfina misturada a um comprimido e injetaram as substâncias na veia.

“Ele disse que começaram a usar a droga em janeiro desse ano. Compravam uma ampola e injetavam. É uma droga que deixa você sonolento, parece que dá prazer também, é relaxante”, explica a delegada. O comprimido usado para misturar à substância não foi informado pela titular.

O efeito da morfina dura de 4 a 6 horas. Pode provocar alívio de alguma dor e da ansiedade, diminuindo o sentimento de desconfiança e proporcionando um misto de sensações, como bem-estar, tranquilidade, sonolência e até depressão.

De acordo com Socorro Portela, o casal se conheceu no aplicativo de relacionamento Tinder, em dezembro de 2015. A jovem passava os finais de semana junto ao namorado, formado em Jornalismo e empresário. No entanto, a família de Yrna não o conhecia.

“O irmão dela, o primo e um advogado vieram à DHPP e conversaram comigo. Eles não tinham conhecimento que ela usava drogas. A família sabia do relacionamento, sabia que eles ficavam o fim de semana juntos, mas não o conhecia”, afirmou, acrescentando que o empresário declarou usar drogas desde os 17 anos e ter feito tratamento para recuperação.

Ocultação de cadáver

De acordo com a Polícia Civil, a jovem morreu na madrugada de domingo (1º), no apartamento do namorado, localizado na Rua Professor Francisco Gonçalves, no Bairro Dionísio Torres. O homem foi indiciado por ocultação de cadáver por permanecer com o corpo de Yrna Castro por mais de 12 horas dentro do carro e não ter informado à polícia e aos familiares a morte. A pena varia de 1 a 3 anos.

Ele compareceu à sede da DHPP, junto a dois advogados, onde prestou esclarecimentos à polícia e foi liberado por se apresentar espontaneamente. A universitária era formada em Design de Moda e estudava Administração. Segundo amigos, Yrna tinha costume de frequentar festas raves.

De acordo com o depoimento do empresário, o casal teria ido para uma festa na noite de sábado e, em seguida, para seu apartamento. Eles usaram entorpecentes e, durante a madrugada, Yrna teria passado mal e falecido.

Com a informação da localização do corpo, uma equipe composta pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e por investigadores da DHPP foram até o local recolher o corpo e iniciar a investigação. O corpo foi levado para a Coordenadoria de Medicina Legal (Comel), onde passará por exames cadavéricos, que identificam as causas da morte.

Com informações da repórter Emanuella Braga, do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro.