Um ano depois da morte de Dandara, dois assassinos ainda estão foragidos

LGBTCÍDIO

Um ano depois da morte de Dandara, dois assassinos ainda estão foragidos

A travesti Dandara dos Santos foi morta por espancamento em Fortaleza, caso que teve repercussão internacional

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

15 de Fevereiro de 2018 às 07:15

Há 2 meses

A travesti Dandara dos Santos foi morta em 15 de fevereiro de 2017 (FOTO: Reprodução)

Na Rua 924 da 4ª etapa do Conjunto Ceará, um ano de tristeza. Dandara dos Santos deixou saudade para a mãe, Francisca Ferreira, com quem morava, e para os amigos do bairro. Em 15 de fevereiro de 2017, a travesti foi espancada até a morte por um grupo de homens.

O ato brutal tomou grande repercussão após ser divulgado nas redes sociais e chamou atenção de todo o país. Parte do grupo de criminosos foi identificada e presa, mas dois seguem foragidos.

“Só sei que meu filho está fazendo muita falta. Eu não chamo minha filha, chamo meu filho, que o nome dele é Antônio Cleilson. E não tenho preconceito. Mas por causa da repercussão com Dandara, então aceito Dandara. Ele gostava muito de ser Dandara”, confessou a mãe.

A mãe, emocionada, relembra o jeito e a alegria da filha que era querida por muita gente. “Desfilava muito bem, era extrovertido, conhecia todo mundo, era louco por crianças, animais, pelos idosos… Ele era muito solidário, só distribuía alegria. Ele chegava pra comprar o pão pela manhã e dizia ‘Oi, gatas! Vocês vão abusar de me ver na televisão’. E viu, né? E vê ainda… Mas do que adianta?”, relembrou Francisca Ferreira aos prantos.

A morte da travesti impulsionou a aprovação do Projeto de Lei nº7292, apresentado pela deputada federal Luizianne Lins (PT), que prevê o LGBTcídio como qualificador de homicídio e crime hediondo, e recebeu o nome de Lei Dandara dos Santos em homenagem à vítima.

“Quero a vingança da justiça divina. Não acredito na justiça da terra. Se a pessoa não tiver dinheiro, nada é feito. Com fé em Deus, essa lei vai valer. Com ela (a lei), vamos fazer o bem”, desabafou a mãe que recebeu uma placa que marca a criação da lei.

Confira reportagem do Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT:

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Um ano depois da morte de Dandara, dois assassinos ainda estão foragidos

A travesti Dandara dos Santos foi morta por espancamento em Fortaleza, caso que teve repercussão internacional

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

15 de Fevereiro de 2018 às 07:15

Há 2 meses

A travesti Dandara dos Santos foi morta em 15 de fevereiro de 2017 (FOTO: Reprodução)

Na Rua 924 da 4ª etapa do Conjunto Ceará, um ano de tristeza. Dandara dos Santos deixou saudade para a mãe, Francisca Ferreira, com quem morava, e para os amigos do bairro. Em 15 de fevereiro de 2017, a travesti foi espancada até a morte por um grupo de homens.

O ato brutal tomou grande repercussão após ser divulgado nas redes sociais e chamou atenção de todo o país. Parte do grupo de criminosos foi identificada e presa, mas dois seguem foragidos.

“Só sei que meu filho está fazendo muita falta. Eu não chamo minha filha, chamo meu filho, que o nome dele é Antônio Cleilson. E não tenho preconceito. Mas por causa da repercussão com Dandara, então aceito Dandara. Ele gostava muito de ser Dandara”, confessou a mãe.

A mãe, emocionada, relembra o jeito e a alegria da filha que era querida por muita gente. “Desfilava muito bem, era extrovertido, conhecia todo mundo, era louco por crianças, animais, pelos idosos… Ele era muito solidário, só distribuía alegria. Ele chegava pra comprar o pão pela manhã e dizia ‘Oi, gatas! Vocês vão abusar de me ver na televisão’. E viu, né? E vê ainda… Mas do que adianta?”, relembrou Francisca Ferreira aos prantos.

A morte da travesti impulsionou a aprovação do Projeto de Lei nº7292, apresentado pela deputada federal Luizianne Lins (PT), que prevê o LGBTcídio como qualificador de homicídio e crime hediondo, e recebeu o nome de Lei Dandara dos Santos em homenagem à vítima.

“Quero a vingança da justiça divina. Não acredito na justiça da terra. Se a pessoa não tiver dinheiro, nada é feito. Com fé em Deus, essa lei vai valer. Com ela (a lei), vamos fazer o bem”, desabafou a mãe que recebeu uma placa que marca a criação da lei.

Confira reportagem do Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT: