TUF e Cearamor negam relação da chacina no Benfica com rivalidade entre torcidas

SUSPEITAS

TUF e Cearamor negam relação da chacina no Benfica com rivalidade entre torcidas

Quatro dos sete mortos na chacina eram ligados à torcida organizada de um dos times, o que levantou as suspeitas diante do crime

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

11 de Março de 2018 às 13:33

Há 6 meses
Chacina no Benfica começou por volta das 23h30min da sexta-feira. (Foto: Reprodução/TV Jangadeiro)

Chacina no Benfica começou por volta das 23h30min da sexta-feira. (Foto: Reprodução/TV Jangadeiro)

As torcidas organizadas dos times de Ceará e Fortaleza divulgaram nota de pesar pela chacina no Benfica e negaram rivalidade entre torcedores como razão da sequência de mortes.

Em coletiva de imprensa no sábado (10), o secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, disse que um dos suspeitos identificados teria envolvimento em briga com torcedores adversários no último Clássico-Rei.

Em nota publicada no Facebook, a Torcida Uniformizada do Fortaleza, a TUF, descreveu o episódio como “um dos momentos mais cruéis e difíceis dos últimos tempos para nossa instituição”. Eles citam o nome dos torcedores ligados a TUF que foram mortos na chacina: Adenilton (Mascote), Júnior Bandeira (Juninho), Pedro Neto e Vitor (Vitinho).

Ainda assim, eles ressaltam que não há relação com a rivalidade no futebol. “O fato ocorrido não possui vínculo algum com possível rivalidade entre as torcidas organizadas da capital”, diz a nota.

A Cearamor também lamentou as mortes em nota nas redes sociais. “Esperamos que a mídia não venha querer aproveitar-se do episódio e criar matéria para vender jornal e insinuar que o episódio está relacionado a briga entre torcidas organizadas”, pontua o texto.

Após a chacina, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) cobrou “imediata extinção” das atividades da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), da Torcida Organizada Jovem Garra Tricolor (JGT), e da Associação Torcida Organizada Cearamor.

Chacina no Benfica

Sete pessoas foram mortas na noite de sexta-feira (09), no bairro Benfica, em Fortaleza. As vítimas foram assassinadas em três locais distintos. Os crimes ocorreram por volta das 23h30min.

De acordo com a SSPDS, suspeitos em um carro, modelo Honda Civic, dispararam contra pessoas que estavam na Praça da Gentilândia, tradicional reduto cultural da Capital. Minutos depois, na Vila Demétrio, nas proximidades da sede da TUF, suspeitos em outro veículo atiraram em um grupo de jovens que bebia no local.

Na fuga, na Rua Joaquim Magalhães, os criminosos atiraram contra duas pessoas que usavam uniforme de torcida organizada e estavam retornando de um estabelecimento comercial onde teriam comprado bebida alcoólica.

Vítimas da chacina

As vítimas na Praça da Gentilândia foram identificadas como José Gilmar Furtado de Oliveira Júnior (33), com passagens na Polícia por roubo e posse de drogas; Antônio Igor Moreira e Silva (26), com passagem por posse de droga: e Joaquim Vieira de Lucena Neto (21), sem antecedentes.

Na Vila Demétrio, foi morto Carlos Victor Meneses Barros (23), sem antecedentes. Na Rua Joaquim Magalhães, a vítima foi Pedro Braga Barroso Neto (22), com duas passagens por roubo e uma por associação criminosa.

Quatro vítimas baleadas nas ocorrências foram levadas para o Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza. Duas pessoas não resistiram aos ferimentos e morrerem na unidade hospitalar. As vítimas foram identificadas como Emilson Bandeira de Melo Júnior (27) e Adenilton da Silva Ferreira (24), ambos sem antecedentes criminais. Outras duas vítimas seguem em atendimento no hospital.

Acompanhe o caso:

> Sete mortos em nova chacina no Benfica

> Integrantes de torcida organizada descrevem os momentos após a chacina no Benfica

> Após chacina no Benfica, Ministério Público do Ceará cobra extinção das torcidas organizadas

> “Temos a real compreensão da gravidade da situação”, disse Camilo Santana sobre Chacina do Benfica

> 35 mortos em chacinas nos três primeiros meses de 2018 no Ceará

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SUSPEITAS

TUF e Cearamor negam relação da chacina no Benfica com rivalidade entre torcidas

Quatro dos sete mortos na chacina eram ligados à torcida organizada de um dos times, o que levantou as suspeitas diante do crime

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

11 de Março de 2018 às 13:33

Há 6 meses
Chacina no Benfica começou por volta das 23h30min da sexta-feira. (Foto: Reprodução/TV Jangadeiro)

Chacina no Benfica começou por volta das 23h30min da sexta-feira. (Foto: Reprodução/TV Jangadeiro)

As torcidas organizadas dos times de Ceará e Fortaleza divulgaram nota de pesar pela chacina no Benfica e negaram rivalidade entre torcedores como razão da sequência de mortes.

Em coletiva de imprensa no sábado (10), o secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, disse que um dos suspeitos identificados teria envolvimento em briga com torcedores adversários no último Clássico-Rei.

Em nota publicada no Facebook, a Torcida Uniformizada do Fortaleza, a TUF, descreveu o episódio como “um dos momentos mais cruéis e difíceis dos últimos tempos para nossa instituição”. Eles citam o nome dos torcedores ligados a TUF que foram mortos na chacina: Adenilton (Mascote), Júnior Bandeira (Juninho), Pedro Neto e Vitor (Vitinho).

Ainda assim, eles ressaltam que não há relação com a rivalidade no futebol. “O fato ocorrido não possui vínculo algum com possível rivalidade entre as torcidas organizadas da capital”, diz a nota.

A Cearamor também lamentou as mortes em nota nas redes sociais. “Esperamos que a mídia não venha querer aproveitar-se do episódio e criar matéria para vender jornal e insinuar que o episódio está relacionado a briga entre torcidas organizadas”, pontua o texto.

Após a chacina, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) cobrou “imediata extinção” das atividades da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), da Torcida Organizada Jovem Garra Tricolor (JGT), e da Associação Torcida Organizada Cearamor.

Chacina no Benfica

Sete pessoas foram mortas na noite de sexta-feira (09), no bairro Benfica, em Fortaleza. As vítimas foram assassinadas em três locais distintos. Os crimes ocorreram por volta das 23h30min.

De acordo com a SSPDS, suspeitos em um carro, modelo Honda Civic, dispararam contra pessoas que estavam na Praça da Gentilândia, tradicional reduto cultural da Capital. Minutos depois, na Vila Demétrio, nas proximidades da sede da TUF, suspeitos em outro veículo atiraram em um grupo de jovens que bebia no local.

Na fuga, na Rua Joaquim Magalhães, os criminosos atiraram contra duas pessoas que usavam uniforme de torcida organizada e estavam retornando de um estabelecimento comercial onde teriam comprado bebida alcoólica.

Vítimas da chacina

As vítimas na Praça da Gentilândia foram identificadas como José Gilmar Furtado de Oliveira Júnior (33), com passagens na Polícia por roubo e posse de drogas; Antônio Igor Moreira e Silva (26), com passagem por posse de droga: e Joaquim Vieira de Lucena Neto (21), sem antecedentes.

Na Vila Demétrio, foi morto Carlos Victor Meneses Barros (23), sem antecedentes. Na Rua Joaquim Magalhães, a vítima foi Pedro Braga Barroso Neto (22), com duas passagens por roubo e uma por associação criminosa.

Quatro vítimas baleadas nas ocorrências foram levadas para o Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza. Duas pessoas não resistiram aos ferimentos e morrerem na unidade hospitalar. As vítimas foram identificadas como Emilson Bandeira de Melo Júnior (27) e Adenilton da Silva Ferreira (24), ambos sem antecedentes criminais. Outras duas vítimas seguem em atendimento no hospital.

Acompanhe o caso:

> Sete mortos em nova chacina no Benfica

> Integrantes de torcida organizada descrevem os momentos após a chacina no Benfica

> Após chacina no Benfica, Ministério Público do Ceará cobra extinção das torcidas organizadas

> “Temos a real compreensão da gravidade da situação”, disse Camilo Santana sobre Chacina do Benfica

> 35 mortos em chacinas nos três primeiros meses de 2018 no Ceará