SSPDS e SMS negam invasão de homens armados durante parto em hospital de Fortaleza

NOTA DE REPÚDIO

SSPDS e SMS negam invasão de homens armados durante parto em hospital de Fortaleza

Apesar da negação, associações de médicos reafirmam existência de episódio em que houve agressões verbais e tentativa de coerção

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

31 de Março de 2018 às 19:54

Há 7 meses
Boatos relacionam caso ao Gonzaguinha da Messejana. (Foto: Reprodução/Google Maps)

Boatos relacionam caso ao Gonzaguinha da Messejana. (Foto: Reprodução/Google Maps)

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) negam que homens armados tenham invadido o Hospital Gonzaguinha de Messejana durante parto de paciente. O boato foi compartilhado em redes sociais acompanhado de nota de repúdio de instituições de profissionais da saúde sobre a falta de segurança nos hospitais estaduais e municipais.

Segundo a SSPDS, não houve registro da ocorrência na Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) “sobre homens armados, no interior de qualquer unidade de saúde, em Messejana, na última quinta-feira (29)”. A Secretaria ainda pontua que não há registro nas delegacias responsáveis sobre ocorrência do tipo.

A SMS disse que a equipe de plantão do hospital atendeu duas pacientes gestantes “que chegaram a fazer ameaças verbais para que fossem atendidas e que realizassem parto por meio de cesariana com prioridade em relação às demais pacientes”. Apesar da situação, o atendimento foi cumprido conforme o protocolo da unidade hospitalar.

O boato de que homens armados teriam entrado no hospital foi espalhado pelo Whatsapp após nota de repúdio assinada pela Cooperativa dos Ginecologistas e Obstetras do Ceará (Coopego-CE) e pela Sociedade Cearense de Ginecologia e Obstetrícia (Socego).

Na nota, é citada suposta coerção sofrida por uma equipe de plantão na noite do dia 29 para o dia 30 “por membros alegados de uma facção criminosa”, mas não é identificado o local. Pelo Instagram, o presidente da Coopego, Dr. Marcos Alencar, que assina a nota, reafirmou que são boatos os relatos sobre invasão de homens armados, mas diz que houve agressão verbal.

“(…) Todos os colegas, funcionários e paciente não sofreram nenhuma agressão física, e sim somente agressões verbais e assédio moral com o intuito de coagi-los”, pontuou na rede social.

O Tribuna do Ceará tentou entrar em contato com o médico por telefone para esclarecer o que ocorreu, mas as ligações não foram atendidas.

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NOTA DE REPÚDIO

SSPDS e SMS negam invasão de homens armados durante parto em hospital de Fortaleza

Apesar da negação, associações de médicos reafirmam existência de episódio em que houve agressões verbais e tentativa de coerção

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

31 de Março de 2018 às 19:54

Há 7 meses
Boatos relacionam caso ao Gonzaguinha da Messejana. (Foto: Reprodução/Google Maps)

Boatos relacionam caso ao Gonzaguinha da Messejana. (Foto: Reprodução/Google Maps)

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) negam que homens armados tenham invadido o Hospital Gonzaguinha de Messejana durante parto de paciente. O boato foi compartilhado em redes sociais acompanhado de nota de repúdio de instituições de profissionais da saúde sobre a falta de segurança nos hospitais estaduais e municipais.

Segundo a SSPDS, não houve registro da ocorrência na Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) “sobre homens armados, no interior de qualquer unidade de saúde, em Messejana, na última quinta-feira (29)”. A Secretaria ainda pontua que não há registro nas delegacias responsáveis sobre ocorrência do tipo.

A SMS disse que a equipe de plantão do hospital atendeu duas pacientes gestantes “que chegaram a fazer ameaças verbais para que fossem atendidas e que realizassem parto por meio de cesariana com prioridade em relação às demais pacientes”. Apesar da situação, o atendimento foi cumprido conforme o protocolo da unidade hospitalar.

O boato de que homens armados teriam entrado no hospital foi espalhado pelo Whatsapp após nota de repúdio assinada pela Cooperativa dos Ginecologistas e Obstetras do Ceará (Coopego-CE) e pela Sociedade Cearense de Ginecologia e Obstetrícia (Socego).

Na nota, é citada suposta coerção sofrida por uma equipe de plantão na noite do dia 29 para o dia 30 “por membros alegados de uma facção criminosa”, mas não é identificado o local. Pelo Instagram, o presidente da Coopego, Dr. Marcos Alencar, que assina a nota, reafirmou que são boatos os relatos sobre invasão de homens armados, mas diz que houve agressão verbal.

“(…) Todos os colegas, funcionários e paciente não sofreram nenhuma agressão física, e sim somente agressões verbais e assédio moral com o intuito de coagi-los”, pontuou na rede social.

O Tribuna do Ceará tentou entrar em contato com o médico por telefone para esclarecer o que ocorreu, mas as ligações não foram atendidas.