Sindionibus calcula prejuízo de mais de R$ 1,5 milhão só no 1º dia de ataques
ONDA DE TERROR

Sindiônibus calcula prejuízo de mais de R$ 1,5 milhão só no 1º dia de ataques

Segundo Dimas Barreira, os motoristas estão evitando passar por pontos mais vulneráveis, com pouca movimentação

Por Roberta Tavares em Segurança Pública

20 de abril de 2017 às 15:56

Há 2 meses
Até as 14h desta quinta, 22 coletivos foram atacados (FOTO: TV Jangadeiro/Dorian Girão)

Até as 14h desta quinta, 22 coletivos foram atacados (FOTO: TV Jangadeiro/Dorian Girão)

Os ataques a ônibus em Fortaleza resultaram em prejuízo de, pelo menos, R$ 1,5 milhão, de acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará. O número é referente apenas ao primeiro dia de incêndios aos coletivos. Nesta quinta-feira (20), outros cinco veículos foram alvos dos bandidos. Nas últimas 24 horas, 22 ônibus já foram incendiados.

Em entrevista à Tribuna BandNews FM, o presidente do Sindiônibus, Dimas Barreira, informou que “os prejuízos são gigantescos e afetam duramente a capacidade de equilíbrio e de desenvolvimento das empresas”. O valor exato ainda não pode ser confirmado. “Não paramos para contabilizar. Mas Fortaleza tem seis tipos diferentes de ônibus. O preço médio do veículo que a gente mais utiliza é de R$ 365 mil cada um. Além disso, tem ainda o prejuízo da perda de arrecadação. Então, posso dizer que, só ontem, foi em torno de R$ 1,5 milhão. Hoje a demanda está muito baixa também, pouquíssimo passageiro. A população está se sentindo insegura”, afirma.

Operação especial 

Ainda segundo Dimas, os motoristas estão evitando passar por pontos mais vulneráveis, que tenham pouca movimentação. “A gente está fazendo essa operação contingencial, evitando passar por áreas em que motoristas se sintam mais vulneráveis, áreas menos movimentadas, para garantir que o serviço continue funcionando e não percamos o controle”.

Nesta quinta-feira, os ataques a coletivos ocorreram nos bairros Vila Velha, Castelo Encantado, Álvaro Weyne, Jardim Fluminense e Planalto Ayrton Senna. “A polícia tem dado todo o apoio. Infelizmente, numa ação terrorista dessa magnitude, nada é suficiente para nos deixar totalmente tranquilos. Mas a polícia está atuando como pode. Nosso maior temor é a vida, a segurança dos nossos trabalhadores e dos ônibus com dezenas de pessoas, de cidadãos dentro. A gente não pode ficar expondo as pessoas a esse risco”, conclui.

Acompanhe a cobertura dos ataques:

20/4 – É BOATO! Nota que seria assinada por Moroni é falsa, alerta a Prefeitura

20/4 – Uber justifica que subida de preços no caos em Fortaleza atendeu “aumento da demanda”

20/4 – Cobrador deficiente não consegue sair de ônibus em chamas e tem corpo queimado

20/4 – Oscilações de energia não têm relação com ataques em Fortaleza, tranquiliza Enel

20/4 – Polícia investiga se depósitos clandestinos venderam combustíveis usados em ataques

20/4 – Policiais de funções burocráticas vão às ruas para tentar conter caos na segurança

20/4 – Motorista atingido por chamas em ataque ficou preso ao cinto de segurança

20/4 – Fortaleza tem novos ataques a ônibus nesta quinta; Já são 19 em menos de 24h

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ONDA DE TERROR

Sindiônibus calcula prejuízo de mais de R$ 1,5 milhão só no 1º dia de ataques

Segundo Dimas Barreira, os motoristas estão evitando passar por pontos mais vulneráveis, com pouca movimentação

Por Roberta Tavares em Segurança Pública

20 de abril de 2017 às 15:56

Há 2 meses
Até as 14h desta quinta, 22 coletivos foram atacados (FOTO: TV Jangadeiro/Dorian Girão)

Até as 14h desta quinta, 22 coletivos foram atacados (FOTO: TV Jangadeiro/Dorian Girão)

Os ataques a ônibus em Fortaleza resultaram em prejuízo de, pelo menos, R$ 1,5 milhão, de acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará. O número é referente apenas ao primeiro dia de incêndios aos coletivos. Nesta quinta-feira (20), outros cinco veículos foram alvos dos bandidos. Nas últimas 24 horas, 22 ônibus já foram incendiados.

Em entrevista à Tribuna BandNews FM, o presidente do Sindiônibus, Dimas Barreira, informou que “os prejuízos são gigantescos e afetam duramente a capacidade de equilíbrio e de desenvolvimento das empresas”. O valor exato ainda não pode ser confirmado. “Não paramos para contabilizar. Mas Fortaleza tem seis tipos diferentes de ônibus. O preço médio do veículo que a gente mais utiliza é de R$ 365 mil cada um. Além disso, tem ainda o prejuízo da perda de arrecadação. Então, posso dizer que, só ontem, foi em torno de R$ 1,5 milhão. Hoje a demanda está muito baixa também, pouquíssimo passageiro. A população está se sentindo insegura”, afirma.

Operação especial 

Ainda segundo Dimas, os motoristas estão evitando passar por pontos mais vulneráveis, que tenham pouca movimentação. “A gente está fazendo essa operação contingencial, evitando passar por áreas em que motoristas se sintam mais vulneráveis, áreas menos movimentadas, para garantir que o serviço continue funcionando e não percamos o controle”.

Nesta quinta-feira, os ataques a coletivos ocorreram nos bairros Vila Velha, Castelo Encantado, Álvaro Weyne, Jardim Fluminense e Planalto Ayrton Senna. “A polícia tem dado todo o apoio. Infelizmente, numa ação terrorista dessa magnitude, nada é suficiente para nos deixar totalmente tranquilos. Mas a polícia está atuando como pode. Nosso maior temor é a vida, a segurança dos nossos trabalhadores e dos ônibus com dezenas de pessoas, de cidadãos dentro. A gente não pode ficar expondo as pessoas a esse risco”, conclui.

Acompanhe a cobertura dos ataques:

20/4 – É BOATO! Nota que seria assinada por Moroni é falsa, alerta a Prefeitura

20/4 – Uber justifica que subida de preços no caos em Fortaleza atendeu “aumento da demanda”

20/4 – Cobrador deficiente não consegue sair de ônibus em chamas e tem corpo queimado

20/4 – Oscilações de energia não têm relação com ataques em Fortaleza, tranquiliza Enel

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20/4 – Fortaleza tem novos ataques a ônibus nesta quinta; Já são 19 em menos de 24h