Segundo adolescente suspeito de participar no latrocínio de juiz se apresenta à polícia


Segundo adolescente suspeito de participar no latrocínio de juiz se apresenta à polícia

Jovem de apenas 16 anos afirmou que não tem relação alguma com o assassinato do juiz aposentado Edvalson Florêncio Marques, de 77 anos

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

17 de Março de 2016 às 08:21

Há 2 anos
Juiz Manuel Clístenes relatou parte do depoimento do adolescente (FOTO: Reprodução Barra Pesada / TV Jangadeiro / SBT)

Juiz Manuel Clístenes relatou parte do depoimento do adolescente (FOTO: Reprodução Barra Pesada / TV Jangadeiro / SBT)

O segundo adolescente, de apenas 16 anos, suspeito de participar no latrocínio do juiz aposentado Edvalson Florêncio Marques, de 77 anos, apresentou-se na tarde desta quarta-feira (16) ao juizado da infância e da juventude, em Fortaleza. Acompanhado do pai e de um advogado, o adolescente informou que não teve nenhuma participação no crime.

Segundo o juiz Manuel Clístenes, responsável pela 5ª vara da infância e da juventude, o adolescente responde a um processo, conhece os outros dois envolvidos, mas nega a participação no crime. “Ele veio se entregar espontaneamente pra dizer que não tem nada a ver com isso. Ele disse que os outros dois chamaram ele pra fazer uma parada e ele negou, depois foi ver nos meios de comunicação que poderia estar envolvido”, explica o juiz.

Ainda conforme Manuel Clístenes, o segundo suspeito foi apreendido provisoriamente por medida de cautela à sociedade. Durante seu depoimento à polícia, o jovem informou que estava em um bar próximo ao local do crime quando foi chamado pelos outros dois suspeitos para realizar uma “parada”. Depois disso o adolescente ficou sabendo do que tinha acontecido.

Apesar da apreensão de mais um suspeito, o principal envolvido no crime, responsável por efetuar o tiro que atingiu o juiz, ainda permanece foragido. Conforme o juiz Manuel Clístenes, o terceiro acusado responde por 16 processos policiais e está foragido do centro socioeducativo desde o dia 2 de março. 

O crime

O juiz aposentado foi vítima de latrocínio no último dia 8 de março, por volta das 16h50, quando praticava atividade física na Praça Engenheiro Pedro Felipe Borges, localizada no bairro Cocó. Ele foi teria sido abordado por três adolescentes que exigiram o celular da vítima enquanto caminhava ao lado da esposa.

Segundo a Polícia Militar, um deles efetuou um disparo de arma de fogo que atingiu a perna e a artéria da coxa. O magistrado aposentado recebeu o atendimento pelo Samu, contudo não resistiu ao ferimento e morreu ainda no local. Um dos adolescentes envolvidos já tinha sido apreendido no mesmo dia do crime.

Acompanhe o caso:

8 de março – Juiz é morto após ser roubado em praça no Cocó

9 de março – Adolescente que confessou morte de juiz em Fortaleza cometia crimes desde os 10 anos

10 de março – Familiares de jovens que mataram juiz sobrevivem do fruto de roubos, revela a Polícia

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Segundo adolescente suspeito de participar no latrocínio de juiz se apresenta à polícia

Jovem de apenas 16 anos afirmou que não tem relação alguma com o assassinato do juiz aposentado Edvalson Florêncio Marques, de 77 anos

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

17 de Março de 2016 às 08:21

Há 2 anos
Juiz Manuel Clístenes relatou parte do depoimento do adolescente (FOTO: Reprodução Barra Pesada / TV Jangadeiro / SBT)

Juiz Manuel Clístenes relatou parte do depoimento do adolescente (FOTO: Reprodução Barra Pesada / TV Jangadeiro / SBT)

O segundo adolescente, de apenas 16 anos, suspeito de participar no latrocínio do juiz aposentado Edvalson Florêncio Marques, de 77 anos, apresentou-se na tarde desta quarta-feira (16) ao juizado da infância e da juventude, em Fortaleza. Acompanhado do pai e de um advogado, o adolescente informou que não teve nenhuma participação no crime.

Segundo o juiz Manuel Clístenes, responsável pela 5ª vara da infância e da juventude, o adolescente responde a um processo, conhece os outros dois envolvidos, mas nega a participação no crime. “Ele veio se entregar espontaneamente pra dizer que não tem nada a ver com isso. Ele disse que os outros dois chamaram ele pra fazer uma parada e ele negou, depois foi ver nos meios de comunicação que poderia estar envolvido”, explica o juiz.

Ainda conforme Manuel Clístenes, o segundo suspeito foi apreendido provisoriamente por medida de cautela à sociedade. Durante seu depoimento à polícia, o jovem informou que estava em um bar próximo ao local do crime quando foi chamado pelos outros dois suspeitos para realizar uma “parada”. Depois disso o adolescente ficou sabendo do que tinha acontecido.

Apesar da apreensão de mais um suspeito, o principal envolvido no crime, responsável por efetuar o tiro que atingiu o juiz, ainda permanece foragido. Conforme o juiz Manuel Clístenes, o terceiro acusado responde por 16 processos policiais e está foragido do centro socioeducativo desde o dia 2 de março. 

O crime

O juiz aposentado foi vítima de latrocínio no último dia 8 de março, por volta das 16h50, quando praticava atividade física na Praça Engenheiro Pedro Felipe Borges, localizada no bairro Cocó. Ele foi teria sido abordado por três adolescentes que exigiram o celular da vítima enquanto caminhava ao lado da esposa.

Segundo a Polícia Militar, um deles efetuou um disparo de arma de fogo que atingiu a perna e a artéria da coxa. O magistrado aposentado recebeu o atendimento pelo Samu, contudo não resistiu ao ferimento e morreu ainda no local. Um dos adolescentes envolvidos já tinha sido apreendido no mesmo dia do crime.

Acompanhe o caso:

8 de março – Juiz é morto após ser roubado em praça no Cocó

9 de março – Adolescente que confessou morte de juiz em Fortaleza cometia crimes desde os 10 anos

10 de março – Familiares de jovens que mataram juiz sobrevivem do fruto de roubos, revela a Polícia