Secretário de Segurança descarta entregar o cargo: "De forma alguma!"

"SEM PÂNICO"

Secretário de Segurança descarta entregar o cargo: “De forma alguma!”

O secretário André Costa montou uma equipe exclusiva para investigar a Chacina das Cajazeiras

Por Daniel Rocha em Segurança Pública

30 de Janeiro de 2018 às 09:46

Há 10 meses

Secretário respondeu em entrevista coletiva que não vai deixar o cargo (Foto: Reprodução/Facebook)

Diante da crise de violência no Ceará, o secretário de Segurança Pública, André Costa, descartou deixar o cargo ao ser questionado durante entrevista coletiva. “Entregar o cargo? Não. De forma alguma”, frisou. A declaração aconteceu na noite desta segunda-feira (29).

André ressaltou que a pasta criou uma equipe exclusiva para investigar a Chacina das Cajazeiras, em Fortaleza, que terminou com 14 mortos. Até o momento, oito pessoas foram presas por serem suspeitas de ter participado da chacina ou dado ordem da execução, mas dois foram liberados por falta de indícios.

Um grupo com 7 homens foi preso em um cemitério, na cidade de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza, durante um velório, nesta segunda-feira (29).

Sobre sua declaração de que a população não precisava ter pânico após a chacina, André afirmou que conhece a realidade da cidade. Além disso, garantiu que as ações previstas serão a maior resposta do Estado contra as organizações criminosas.

Eu nunca abri a boca para afirmar que Fortaleza não tem problema de segurança pública. Eu entro nas comunidades, converso com as pessoas e vejo as pichações. A polícia está trabalhando. Confio muito nos nossos profissionais com as suas dificuldades e carências”, afirmou.

Veja entrevista coletiva com o secretário:

 

Um dia após a maior chacina da história do Ceará, o secretário alegou que não há motivos para pânico e para temor. De acordo com ele, o massacre de Cajazeiras que deixou 14 mortos tratava-se de um evento isolado.

“Claro que não há perda de controle, foi um evento isolado. No mundo todo tem situações assim. É difícil evitar. Estamos acompanhando o atendimento dessas vítimas. Toda e qualquer pessoa que for responsável responderá”, declarou no último domingo.

Trecho em que o secretário descarta saída:

 

Maior chacina da história

Pelo menos 14 pessoas foram vítimas de uma chacina na madrugada deste sábado (27), no Bairro Cajazeiras. O caso aconteceu em uma pequena casa de shows, conhecida como “Forró do Gago”, na Rua Madre Tereza de Calcutá, na Comunidade Barreirão.

Pessoas armadas chegaram em carros e atiraram em outras que estavam na rua, sem qualquer alvo certo. Morreram clientes do local, trabalhadores que estavam vendendo lanches e até um motorista do Uber, que passava pela região.

Além dos 14 mortos, nove pessoas foram internadas no Instituto Dr. José Frota (IJF), no Centro de Fortaleza. Quatro seguem internados após cirurgia (um homem, uma mulher e duas adolescentes). Um homem também está internado no Frotinha de Messejana. Foi a maior registrada na história do Ceará.

Acompanhe o caso:

29/1 – Senador Tasso Jereissati afirma que “as autoridades devem assumir suas responsabilidade”, sobre violência no Ceará

29/1 – Moradores bloqueiam BR-116 com fogo em manifestação após maior chacina no Ceará

29/1 – Sete homens são presos com armas em velório de vítima da Chacina das Cajazeiras

29/1 – “Facções parecem não acreditar que exista governo”, comenta Nonato Albuquerque

29/1 – Jornal Jangadeiro mostra todos os detalhes da chacina em Fortaleza; confira na íntegra

29/1 – Mais um ministro rebate críticas de Camilo: “Quem não tem competência, que não se estabeleça”

29/1 – 50% dos 5 mil mortos em 2017 faziam parte de facções, aponta secretário de Segurança

29/1 – Grande Fortaleza teve fim de semana mais violento do ano, com pelo menos 47 assassinatos

29/1 – “Governos não pedem apoio federal por questão política”, diz ministro da Justiça após fala de Camilo

29/1 – Garota de 19 anos havia ido comprar lanche quando foi morta em chacina

29/1 – 8 dos 14 mortos em chacina tinham até 25 anos. Veja os nomes das vítimas

28/1 – Cinco suspeitos de chacina já foram identificados, anuncia Camilo Santana

28/1 – “Preto e pobre vira estatística quando morre”, lamenta sobrinha de vendedor morto em chacina

28/1 – “Violência no Ceará não é caso isolado”, afirma sociólogo após maior chacina no estado

27/1 – Mãe da vendedora de lanches morta em chacina decide doar órgãos

27/1 – Motorista de Uber levava passageiro quando foi atingido por tiros na Chacina das Cajazeiras

27/1 – Facção assume autoria de Chacina das Cajazeiras; Facção rival promete revanche

27/1 – Sobrevivente detalha momentos de terror durante maior chacina do Ceará

27/1 – Preso o 1º suspeito de chacina que deixou pelo menos 14 mortos em Fortaleza

27/1 – “Não há motivo para pânico”, declara secretário da Segurança Pública após maior chacina no Ceará

27/1 – Número de homicídios no Ceará saltou 545% nos últimos 20 anos

27/1 – Presidente do Sinpol culpa Governo por chacina: “Governo negou existência de facções por muito tempo”

27/1 – Chacina das Cajazeiras deixa pelo menos 14 mortos durante festa

29/1 – Garota de 19 anos havia ido comprar lanche quando foi morta em chacina

29/1- 8 dos 14 mortos em chacina tinham até 25 anos. Veja os nomes das vítimas

29/1 – Sete homens são presos com armas em velório de vítima da Chacina das Cajazeiras

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"SEM PÂNICO"

Secretário de Segurança descarta entregar o cargo: “De forma alguma!”

O secretário André Costa montou uma equipe exclusiva para investigar a Chacina das Cajazeiras

Por Daniel Rocha em Segurança Pública

30 de Janeiro de 2018 às 09:46

Há 10 meses

Secretário respondeu em entrevista coletiva que não vai deixar o cargo (Foto: Reprodução/Facebook)

Diante da crise de violência no Ceará, o secretário de Segurança Pública, André Costa, descartou deixar o cargo ao ser questionado durante entrevista coletiva. “Entregar o cargo? Não. De forma alguma”, frisou. A declaração aconteceu na noite desta segunda-feira (29).

André ressaltou que a pasta criou uma equipe exclusiva para investigar a Chacina das Cajazeiras, em Fortaleza, que terminou com 14 mortos. Até o momento, oito pessoas foram presas por serem suspeitas de ter participado da chacina ou dado ordem da execução, mas dois foram liberados por falta de indícios.

Um grupo com 7 homens foi preso em um cemitério, na cidade de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza, durante um velório, nesta segunda-feira (29).

Sobre sua declaração de que a população não precisava ter pânico após a chacina, André afirmou que conhece a realidade da cidade. Além disso, garantiu que as ações previstas serão a maior resposta do Estado contra as organizações criminosas.

Eu nunca abri a boca para afirmar que Fortaleza não tem problema de segurança pública. Eu entro nas comunidades, converso com as pessoas e vejo as pichações. A polícia está trabalhando. Confio muito nos nossos profissionais com as suas dificuldades e carências”, afirmou.

Veja entrevista coletiva com o secretário:

 

Um dia após a maior chacina da história do Ceará, o secretário alegou que não há motivos para pânico e para temor. De acordo com ele, o massacre de Cajazeiras que deixou 14 mortos tratava-se de um evento isolado.

“Claro que não há perda de controle, foi um evento isolado. No mundo todo tem situações assim. É difícil evitar. Estamos acompanhando o atendimento dessas vítimas. Toda e qualquer pessoa que for responsável responderá”, declarou no último domingo.

Trecho em que o secretário descarta saída:

 

Maior chacina da história

Pelo menos 14 pessoas foram vítimas de uma chacina na madrugada deste sábado (27), no Bairro Cajazeiras. O caso aconteceu em uma pequena casa de shows, conhecida como “Forró do Gago”, na Rua Madre Tereza de Calcutá, na Comunidade Barreirão.

Pessoas armadas chegaram em carros e atiraram em outras que estavam na rua, sem qualquer alvo certo. Morreram clientes do local, trabalhadores que estavam vendendo lanches e até um motorista do Uber, que passava pela região.

Além dos 14 mortos, nove pessoas foram internadas no Instituto Dr. José Frota (IJF), no Centro de Fortaleza. Quatro seguem internados após cirurgia (um homem, uma mulher e duas adolescentes). Um homem também está internado no Frotinha de Messejana. Foi a maior registrada na história do Ceará.

Acompanhe o caso:

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