Setur planeja feiras de turismo para minimizar imagem negativa de Fortaleza após chacina

PREOCUPAÇÃO NA ECONOMIA

Secretaria de Turismo planeja feiras para minimizar imagem negativa de Fortaleza após chacina

A secretaria aponta que os próximos meses serão fundamentais para reverter efeitos negativos para o turismo do Ceará

Por Daniel Rocha em Segurança Pública

2 de Fevereiro de 2018 às 07:00

Há 3 semanas

Ações serão adotadas para reverter a imagem negativa de Fortaleza por conta da violência (Foto: Falcão Jr)

Em decorrência dos últimos casos de violência e do alto número de homicídios no Ceará, a Secretaria de Turismo do Estado (Setur) demonstrou estar preocupada com a crise na segurança pública que o Estado vivencia. No último dia 27, a Chacina de Cajazeiras, que deixou 14 mortos, repercutiu na imprensa internacional.

Veículos como El País, CNN, BBC e Clarín, por exemplo, fizeram cobertura sobre a maior matança da história do Ceará. Por esse motivo, a pasta afirmou em nota que vai trabalhar em feiras de turismo para minimizar a imagem negativa de Fortaleza no exterior.

“Infelizmente é um fato negativo que acaba atingindo nosso setor, que é um setor com agenda positiva. Não recebemos nenhuma manifestação de companhias aéreas e operadores. Temos tempo de reverter o episódio da semana passada, que esperamos que seja pontual”, informou a nota enviada ao Tribuna do Ceará.

A secretaria acrescentou também que os próximos quatro meses serão fundamentais para reforçar a imagem positiva dos pontos turísticos do Estado e da capital cearense. Por esse motivo a necessidade de trabalhar em conjunto com operadores turísticos é fundamental.

“Os voos do hub da Air France/KLM só terão início em maio, os voos da Copa, em julho, e os novos voos para os Estados Unidos – da Latam e GOL -, somente em novembro. Por isso, estaremos trabalhando nas feiras de turismo, em conjunto com os operadores e trade turístico, para desatrelar esse caso da imagem do nosso destino”, finaliza.

Preocupação compartilhada

A preocupação também é vista por sindicatos e empresários do setor. Para o proprietário da agência de Turismo Nettour Turnet, José Vitorino, da mesma forma que turistas deixam de ir para a Flórida, nos Estados Unidos, por conta dos tornados, ou para algumas regiões do Brasil por conta da febre amarela, há pessoas que podem deixar de escolher Fortaleza como destino devido à violência.

Sem dúvidas terá um impacto negativo. O turista se informa sobre o seu destino antes de ir. Ele não vai se arriscar. Mas, no momento, não tenho como mensurar esse impacto”, afirma.

A violência pode inibir a vinda de turista para a cidade (Foto: Falcão Jr)

O presidente do Sindicato Estadual dos Guias de Turismo do Ceará, Flávio Alvarenga, também acredita em um efeito negativo. “Mesmo que isso não ocorra na área turística ainda, sim, é a cidade de Fortaleza. Repercute mal para o Estado e para Fortaleza“, ressalta.

Flávio aponta que há lugares que não são apresentados aos visitantes por conta da insegurança. “O farol do Mucuripe, por exemplo, não dá para indicar porque está acometido pelo problema”, exemplificou.

Sem pânico

Entretanto, há quem acredite que os episódios não irão ter um efeito significativo para o desempenho turístico do Estado. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis Ceará (Abih-CE), Eliseu Barros, as reservas e ocupações no hotel não apresentaram queda. Pelo contrário, houve crescimento no primeiro mês do ano. A ocupação hoteleira atingiu cerca de 83% em janeiro deste ano, 3% a mais em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com Eliseu.

“No momento, não está em queda. O período de Carnaval está bem acima da expectativa do ano passado, mas nos deixa preocupados. Infelizmente, todo o Brasil está assim. Mês passado foi a cidade de Natal. Todos os dias é o Rio de Janeiro”, ressalta.

O presidente do Sindicato de Restaurantes, Bares, Barracas de praia, Buffets e Similares do Estado do Ceará (Sindirest-CE), Morais Neto, também enxerga da mesma forma. Para ele, as ocorrências de violência têm um impacto negativo, mas isso não afeta de forma significativa o turismo de um modo geral.

“Eu acredito que não terá uma influência negativa marcante ao ponto de atrapalhar esse momento promissor do turismo cearense. As principais ocorrências não estão no corredor de turismo”, argumenta.

O Tribuna do Ceará procurou a Secretaria de Turismo de Fortaleza (Setufor) para saber se a pasta também está preocupada com o cenário de violência e se planeja ações para reverter a imagem negativa da cidade, mas até o fechamento desta matéria não foi enviado um posicionamento.

Crise na segurança pública

No último fim de semana de janeiro, a região metropolitana de Fortaleza contabilizou 47 homicídios das 19h da última sexta-feira (26) até as 8h desta segunda-feira (29). Durante esse período, houve a Chacina de Cajazeiras com 14 mortes.

Em coletiva de imprensa, o secretário da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, classificou o massacre como um evento isolado e que a população não precisava de pânico. A declaração gerou polêmica.

O mês de janeiro registrou pelo menos 417 homicídios no Estado (Foto: Reprodução/Barra Pesada)

Dois dias depois, 10 detentos foram assassinados na cadeia pública de Itapajé, a 120 km de Fortaleza, por armas de fogo e arma branca durante um conflito entre facções criminosas.

De acordo com o presidente do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará, Cláudio Justa, o crime foi uma resposta do Comando Vermelho (CV) contra a chacina de Cajazeiras, de autoria da facção Guardiões do Estado (GDE).

Além desse episódio, na primeira semana de janeiro, moradores do bairro Barroso foram expulsos de suas casas por facções criminosas após terem recebido mensagens de despejos de facções.

Nas paredes das residências, foram escritas mensagens de ordem em que os criminosos ameaçavam de matar os moradores que não obedecessem a determinação. A Polícia Militar permanece no local de forma definitiva, mas os moradores ainda se sentem intimidados com as ordens das facções.

Confira a nota da Secretaria de Turismo do Estado do Ceará na íntegra

“O Governo do Estado está tomando todas as providências para cuidar do assunto, mas infelizmente é um fato negativo que acaba atingindo nosso setor, que é um setor com agenda positiva. Não recebemos nenhuma manifestação de companhias aéreas e operadores. Temos tempo de reverter o episódio da semana passada, que esperamos que seja pontual. Os voos do hub da Air France/KLM só terão início em maio, os voos da Copa, em julho, e os novos voos para os Estados Unidos – da Latam e GOL -, somente em novembro. Por isso, estaremos trabalhando nas feiras de turismo, em conjunto com os operadores e trade turístico, para desatrelar esse caso da imagem do nosso destino. Os próximos 120 dias serão fundamentais para mudamos essa imagem”.

Acompanhe o caso:

1/2 – Você se sente seguro em Fortaleza? De 10 entrevistados, todos disseram “não”

31/1 – Casa de shows onde aconteceu chacina tem o nome retirado da fachada

31/1 – Casa de show onde ocorreu chacina pode ser fechada por crime ambiental, avisa delegado

31/1 – Mãe de vendedora de lanches morta em chacina já havia perdido outros 2 filhos

30/1 – Temer aprova criação de grupo especializado da PF para combater crime organizado no Ceará

30/1 – Manifestantes bloqueiam BR-116 de novo e prometem que protesto vai durar 18 dias

30/1 – Secretaria da Justiça identifica responsáveis pelo massacre em cadeia de Itapajé

30/1 – Facções ganharam força no Ceará nos últimos 5 anos, reconhece chefe de gabinete do Governo

30/1 – Média diária de homicídios já supera a marca de 2017, ano que registrou recorde no Ceará

30/1 – Secretário de Segurança descarta entregar o cargo: “De forma alguma!”

29/1 – Senador Tasso Jereissati afirma que “as autoridades devem assumir suas responsabilidade”, sobre violência no Ceará

29/1 – Moradores bloqueiam BR-116 com fogo em manifestação após maior chacina no Ceará

29/1 – Sete homens são presos com armas em velório de vítima da Chacina das Cajazeiras

29/1 – “Facções parecem não acreditar que exista governo”, comenta Nonato Albuquerque

29/1 – Jornal Jangadeiro mostra todos os detalhes da chacina em Fortaleza; confira na íntegra

29/1 – Mais um ministro rebate críticas de Camilo: “Quem não tem competência, que não se estabeleça”

29/1 – 50% dos 5 mil mortos em 2017 faziam parte de facções, aponta secretário de Segurança

29/1 – Grande Fortaleza teve fim de semana mais violento do ano, com pelo menos 47 assassinatos

29/1 – “Governos não pedem apoio federal por questão política”, diz ministro da Justiça após fala de Camilo

29/1 – Garota de 19 anos havia ido comprar lanche quando foi morta em chacina

29/1 – 8 dos 14 mortos em chacina tinham até 25 anos. Veja os nomes das vítimas

28/1 – Cinco suspeitos de chacina já foram identificados, anuncia Camilo Santana

28/1 – “Preto e pobre vira estatística quando morre”, lamenta sobrinha de vendedor morto em chacina

28/1 – “Violência no Ceará não é caso isolado”, afirma sociólogo após maior chacina no estado

27/1 – Mãe da vendedora de lanches morta em chacina decide doar órgãos

27/1 – Motorista de Uber levava passageiro quando foi atingido por tiros na Chacina das Cajazeiras

27/1 – Facção assume autoria de Chacina das Cajazeiras; Facção rival promete revanche

27/1 – Sobrevivente detalha momentos de terror durante maior chacina do Ceará

27/1 – Preso o 1º suspeito de chacina que deixou pelo menos 14 mortos em Fortaleza

27/1 – “Não há motivo para pânico”, declara secretário da Segurança Pública após maior chacina no Ceará

27/1 – Número de homicídios no Ceará saltou 545% nos últimos 20 anos

27/1 – Presidente do Sinpol culpa Governo por chacina: “Governo negou existência de facções por muito tempo”

27/1 – Chacina das Cajazeiras deixa pelo menos 14 mortos durante festa

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PREOCUPAÇÃO NA ECONOMIA

Secretaria de Turismo planeja feiras para minimizar imagem negativa de Fortaleza após chacina

A secretaria aponta que os próximos meses serão fundamentais para reverter efeitos negativos para o turismo do Ceará

Por Daniel Rocha em Segurança Pública

2 de Fevereiro de 2018 às 07:00

Há 3 semanas

Ações serão adotadas para reverter a imagem negativa de Fortaleza por conta da violência (Foto: Falcão Jr)

Em decorrência dos últimos casos de violência e do alto número de homicídios no Ceará, a Secretaria de Turismo do Estado (Setur) demonstrou estar preocupada com a crise na segurança pública que o Estado vivencia. No último dia 27, a Chacina de Cajazeiras, que deixou 14 mortos, repercutiu na imprensa internacional.

Veículos como El País, CNN, BBC e Clarín, por exemplo, fizeram cobertura sobre a maior matança da história do Ceará. Por esse motivo, a pasta afirmou em nota que vai trabalhar em feiras de turismo para minimizar a imagem negativa de Fortaleza no exterior.

“Infelizmente é um fato negativo que acaba atingindo nosso setor, que é um setor com agenda positiva. Não recebemos nenhuma manifestação de companhias aéreas e operadores. Temos tempo de reverter o episódio da semana passada, que esperamos que seja pontual”, informou a nota enviada ao Tribuna do Ceará.

A secretaria acrescentou também que os próximos quatro meses serão fundamentais para reforçar a imagem positiva dos pontos turísticos do Estado e da capital cearense. Por esse motivo a necessidade de trabalhar em conjunto com operadores turísticos é fundamental.

“Os voos do hub da Air France/KLM só terão início em maio, os voos da Copa, em julho, e os novos voos para os Estados Unidos – da Latam e GOL -, somente em novembro. Por isso, estaremos trabalhando nas feiras de turismo, em conjunto com os operadores e trade turístico, para desatrelar esse caso da imagem do nosso destino”, finaliza.

Preocupação compartilhada

A preocupação também é vista por sindicatos e empresários do setor. Para o proprietário da agência de Turismo Nettour Turnet, José Vitorino, da mesma forma que turistas deixam de ir para a Flórida, nos Estados Unidos, por conta dos tornados, ou para algumas regiões do Brasil por conta da febre amarela, há pessoas que podem deixar de escolher Fortaleza como destino devido à violência.

Sem dúvidas terá um impacto negativo. O turista se informa sobre o seu destino antes de ir. Ele não vai se arriscar. Mas, no momento, não tenho como mensurar esse impacto”, afirma.

A violência pode inibir a vinda de turista para a cidade (Foto: Falcão Jr)

O presidente do Sindicato Estadual dos Guias de Turismo do Ceará, Flávio Alvarenga, também acredita em um efeito negativo. “Mesmo que isso não ocorra na área turística ainda, sim, é a cidade de Fortaleza. Repercute mal para o Estado e para Fortaleza“, ressalta.

Flávio aponta que há lugares que não são apresentados aos visitantes por conta da insegurança. “O farol do Mucuripe, por exemplo, não dá para indicar porque está acometido pelo problema”, exemplificou.

Sem pânico

Entretanto, há quem acredite que os episódios não irão ter um efeito significativo para o desempenho turístico do Estado. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis Ceará (Abih-CE), Eliseu Barros, as reservas e ocupações no hotel não apresentaram queda. Pelo contrário, houve crescimento no primeiro mês do ano. A ocupação hoteleira atingiu cerca de 83% em janeiro deste ano, 3% a mais em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com Eliseu.

“No momento, não está em queda. O período de Carnaval está bem acima da expectativa do ano passado, mas nos deixa preocupados. Infelizmente, todo o Brasil está assim. Mês passado foi a cidade de Natal. Todos os dias é o Rio de Janeiro”, ressalta.

O presidente do Sindicato de Restaurantes, Bares, Barracas de praia, Buffets e Similares do Estado do Ceará (Sindirest-CE), Morais Neto, também enxerga da mesma forma. Para ele, as ocorrências de violência têm um impacto negativo, mas isso não afeta de forma significativa o turismo de um modo geral.

“Eu acredito que não terá uma influência negativa marcante ao ponto de atrapalhar esse momento promissor do turismo cearense. As principais ocorrências não estão no corredor de turismo”, argumenta.

O Tribuna do Ceará procurou a Secretaria de Turismo de Fortaleza (Setufor) para saber se a pasta também está preocupada com o cenário de violência e se planeja ações para reverter a imagem negativa da cidade, mas até o fechamento desta matéria não foi enviado um posicionamento.

Crise na segurança pública

No último fim de semana de janeiro, a região metropolitana de Fortaleza contabilizou 47 homicídios das 19h da última sexta-feira (26) até as 8h desta segunda-feira (29). Durante esse período, houve a Chacina de Cajazeiras com 14 mortes.

Em coletiva de imprensa, o secretário da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, classificou o massacre como um evento isolado e que a população não precisava de pânico. A declaração gerou polêmica.

O mês de janeiro registrou pelo menos 417 homicídios no Estado (Foto: Reprodução/Barra Pesada)

Dois dias depois, 10 detentos foram assassinados na cadeia pública de Itapajé, a 120 km de Fortaleza, por armas de fogo e arma branca durante um conflito entre facções criminosas.

De acordo com o presidente do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará, Cláudio Justa, o crime foi uma resposta do Comando Vermelho (CV) contra a chacina de Cajazeiras, de autoria da facção Guardiões do Estado (GDE).

Além desse episódio, na primeira semana de janeiro, moradores do bairro Barroso foram expulsos de suas casas por facções criminosas após terem recebido mensagens de despejos de facções.

Nas paredes das residências, foram escritas mensagens de ordem em que os criminosos ameaçavam de matar os moradores que não obedecessem a determinação. A Polícia Militar permanece no local de forma definitiva, mas os moradores ainda se sentem intimidados com as ordens das facções.

Confira a nota da Secretaria de Turismo do Estado do Ceará na íntegra

“O Governo do Estado está tomando todas as providências para cuidar do assunto, mas infelizmente é um fato negativo que acaba atingindo nosso setor, que é um setor com agenda positiva. Não recebemos nenhuma manifestação de companhias aéreas e operadores. Temos tempo de reverter o episódio da semana passada, que esperamos que seja pontual. Os voos do hub da Air France/KLM só terão início em maio, os voos da Copa, em julho, e os novos voos para os Estados Unidos – da Latam e GOL -, somente em novembro. Por isso, estaremos trabalhando nas feiras de turismo, em conjunto com os operadores e trade turístico, para desatrelar esse caso da imagem do nosso destino. Os próximos 120 dias serão fundamentais para mudamos essa imagem”.

Acompanhe o caso:

1/2 – Você se sente seguro em Fortaleza? De 10 entrevistados, todos disseram “não”

31/1 – Casa de shows onde aconteceu chacina tem o nome retirado da fachada

31/1 – Casa de show onde ocorreu chacina pode ser fechada por crime ambiental, avisa delegado

31/1 – Mãe de vendedora de lanches morta em chacina já havia perdido outros 2 filhos

30/1 – Temer aprova criação de grupo especializado da PF para combater crime organizado no Ceará

30/1 – Manifestantes bloqueiam BR-116 de novo e prometem que protesto vai durar 18 dias

30/1 – Secretaria da Justiça identifica responsáveis pelo massacre em cadeia de Itapajé

30/1 – Facções ganharam força no Ceará nos últimos 5 anos, reconhece chefe de gabinete do Governo

30/1 – Média diária de homicídios já supera a marca de 2017, ano que registrou recorde no Ceará

30/1 – Secretário de Segurança descarta entregar o cargo: “De forma alguma!”

29/1 – Senador Tasso Jereissati afirma que “as autoridades devem assumir suas responsabilidade”, sobre violência no Ceará

29/1 – Moradores bloqueiam BR-116 com fogo em manifestação após maior chacina no Ceará

29/1 – Sete homens são presos com armas em velório de vítima da Chacina das Cajazeiras

29/1 – “Facções parecem não acreditar que exista governo”, comenta Nonato Albuquerque

29/1 – Jornal Jangadeiro mostra todos os detalhes da chacina em Fortaleza; confira na íntegra

29/1 – Mais um ministro rebate críticas de Camilo: “Quem não tem competência, que não se estabeleça”

29/1 – 50% dos 5 mil mortos em 2017 faziam parte de facções, aponta secretário de Segurança

29/1 – Grande Fortaleza teve fim de semana mais violento do ano, com pelo menos 47 assassinatos

29/1 – “Governos não pedem apoio federal por questão política”, diz ministro da Justiça após fala de Camilo

29/1 – Garota de 19 anos havia ido comprar lanche quando foi morta em chacina

29/1 – 8 dos 14 mortos em chacina tinham até 25 anos. Veja os nomes das vítimas

28/1 – Cinco suspeitos de chacina já foram identificados, anuncia Camilo Santana

28/1 – “Preto e pobre vira estatística quando morre”, lamenta sobrinha de vendedor morto em chacina

28/1 – “Violência no Ceará não é caso isolado”, afirma sociólogo após maior chacina no estado

27/1 – Mãe da vendedora de lanches morta em chacina decide doar órgãos

27/1 – Motorista de Uber levava passageiro quando foi atingido por tiros na Chacina das Cajazeiras

27/1 – Facção assume autoria de Chacina das Cajazeiras; Facção rival promete revanche

27/1 – Sobrevivente detalha momentos de terror durante maior chacina do Ceará

27/1 – Preso o 1º suspeito de chacina que deixou pelo menos 14 mortos em Fortaleza

27/1 – “Não há motivo para pânico”, declara secretário da Segurança Pública após maior chacina no Ceará

27/1 – Número de homicídios no Ceará saltou 545% nos últimos 20 anos

27/1 – Presidente do Sinpol culpa Governo por chacina: “Governo negou existência de facções por muito tempo”

27/1 – Chacina das Cajazeiras deixa pelo menos 14 mortos durante festa