Secretaria de Segurança nega a existência de locais onde é preciso "baixar vidros do carro"
PODER PARALELO?

Secretaria de Segurança nega a existência de locais onde é preciso “baixar vidros do carro”

O jovem Guilherme e Silva Maia estudava Publicidade em faculdade de Fortaleza e trabalhava como motorista do Uber

Por Lyvia Rocha em Segurança Pública

27 de julho de 2017 às 07:00

Há 2 meses
O jovem tinha 22 anos (FOTO: Reprodução/Facebook)

O jovem tinha 22 anos (FOTO: Reprodução/Facebook)

Atualizada às 20h20

O motorista da Uber Guilherme e Silva Maia, de 22 anos, teria sido assassinado por não ter baixados os vidros e não ter ligado a luz interna do carro. A tese foi levantada pela associação dos motoristas de aplicativos do Ceará. A regra é conhecida de forma velada em alguns locais de Fortaleza, como uma “lei do crime”.

Porém, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), não existe nenhum lugar no Estado que viva sob essa condição.

“A orientação é que ocorrências desse tipo devem ser comunicadas, por Boletim de Ocorrência ou por meio de denúncia anônima, via Disque Denúncia (181)”, informou em nota a Pasta.

Questionada sobre a entrada em locais que seriam comandados por facções, como no Ancuri, local no qual o jovem foi assassinado, a SSPDS reiterou. “A Polícia não tolera qualquer tipo de conduta que faça exigências ao cidadão que não sigam às leis em vigor no Estado. Quando denúncias são feitas, a Polícia ocupa as áreas com tropas especiais e com investigação criminal dos setores de inteligência do Sistema de Segurança”, finaliza.

Morte de motorista do Uber

Guilherme e Silva Maia teria sido morto a tiros ao não obedecer ordens de criminosos da região, conforme o presidente da Associação dos Motoristas Privados Individuais de Passageiros do Ceará (Ampip-CE), Antônio Evangelista. O presidente esteve com a família da vítima prestando solidariedade ao longo desta segunda-feira (24).

De acordo com os primeiros levantamentos da Polícia Civil, Guilherme foi morto próximo ao residencial Alameda das Palmeiras, no Ancuri, quando foi abordado por suspeitos que efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra a vítima. Os documentos de Guilherme não foram encontrados no interior do veículo.

ERRAMOS:

O Tribuna do Ceará reconhece que interpretou equivocadamente resposta da assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). A reportagem afirma que a Secretaria não identificava a existência de locais em que facções determinam que as pessoas baixem os vidros para entrar.

A nota enviada pela assessoria, no entanto, não tratava especificamente sobre essa questão. Posteriormente, o próprio secretário – como já mostrou o texto acima – reconhece que já viu pichações do tipo, mas que a polícia desconsidera que facções criminosas tenham domínio sobre essas áreas.

Acompanhe a cobertura do caso:

24 de julho – Motoristas do Uber fazem protesto para reivindicar mais segurança

24 de julho – Motorista do Uber é assassinado enquanto dirigia no bairro Ancuri

25 de julho – Motorista do Uber foi morto porque não baixou o vidro do carro ao entrar em zona do tráfico

25 de julho – Uber nega risco para motoristas, após morte de jovem de 22 anos em Fortaleza

26 de julho – Secretário de Segurança determina foco nas buscas ao assassino de motorista do Uber

26 de julho – Motorista do Uber assassinado cursava Publicidade em faculdade de Fortaleza

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Secretaria de Segurança nega a existência de locais onde é preciso “baixar vidros do carro”

O jovem Guilherme e Silva Maia estudava Publicidade em faculdade de Fortaleza e trabalhava como motorista do Uber

Por Lyvia Rocha em Segurança Pública

27 de julho de 2017 às 07:00

Há 2 meses
O jovem tinha 22 anos (FOTO: Reprodução/Facebook)

O jovem tinha 22 anos (FOTO: Reprodução/Facebook)

Atualizada às 20h20

O motorista da Uber Guilherme e Silva Maia, de 22 anos, teria sido assassinado por não ter baixados os vidros e não ter ligado a luz interna do carro. A tese foi levantada pela associação dos motoristas de aplicativos do Ceará. A regra é conhecida de forma velada em alguns locais de Fortaleza, como uma “lei do crime”.

Porém, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), não existe nenhum lugar no Estado que viva sob essa condição.

“A orientação é que ocorrências desse tipo devem ser comunicadas, por Boletim de Ocorrência ou por meio de denúncia anônima, via Disque Denúncia (181)”, informou em nota a Pasta.

Questionada sobre a entrada em locais que seriam comandados por facções, como no Ancuri, local no qual o jovem foi assassinado, a SSPDS reiterou. “A Polícia não tolera qualquer tipo de conduta que faça exigências ao cidadão que não sigam às leis em vigor no Estado. Quando denúncias são feitas, a Polícia ocupa as áreas com tropas especiais e com investigação criminal dos setores de inteligência do Sistema de Segurança”, finaliza.

Morte de motorista do Uber

Guilherme e Silva Maia teria sido morto a tiros ao não obedecer ordens de criminosos da região, conforme o presidente da Associação dos Motoristas Privados Individuais de Passageiros do Ceará (Ampip-CE), Antônio Evangelista. O presidente esteve com a família da vítima prestando solidariedade ao longo desta segunda-feira (24).

De acordo com os primeiros levantamentos da Polícia Civil, Guilherme foi morto próximo ao residencial Alameda das Palmeiras, no Ancuri, quando foi abordado por suspeitos que efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra a vítima. Os documentos de Guilherme não foram encontrados no interior do veículo.

ERRAMOS:

O Tribuna do Ceará reconhece que interpretou equivocadamente resposta da assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). A reportagem afirma que a Secretaria não identificava a existência de locais em que facções determinam que as pessoas baixem os vidros para entrar.

A nota enviada pela assessoria, no entanto, não tratava especificamente sobre essa questão. Posteriormente, o próprio secretário – como já mostrou o texto acima – reconhece que já viu pichações do tipo, mas que a polícia desconsidera que facções criminosas tenham domínio sobre essas áreas.

Acompanhe a cobertura do caso:

24 de julho – Motoristas do Uber fazem protesto para reivindicar mais segurança

24 de julho – Motorista do Uber é assassinado enquanto dirigia no bairro Ancuri

25 de julho – Motorista do Uber foi morto porque não baixou o vidro do carro ao entrar em zona do tráfico

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26 de julho – Secretário de Segurança determina foco nas buscas ao assassino de motorista do Uber

26 de julho – Motorista do Uber assassinado cursava Publicidade em faculdade de Fortaleza