"Quero que ele pague!", diz viúva de Sargento da PM morto por inspetor da Polícia Civil há uma semana

PEDIDO DE JUSTIÇA

“Quero que ele pague!”, diz viúva de PM morto por policial civil em Fortaleza

Aline Bastos não comenta sobre a investigação, mas se diz revoltada pela não prisão do acusado de matar o marido

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

8 de Maio de 2018 às 11:59

Há 3 meses
missa, cartazes

Amigos e familiares pediram justiça em missa de sétimo dia de PM morto. (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Familiares e amigos celebraram a memória de Francisco Bonivardi Castelo Branco, o Sargento Bony, da Polícia Militar. Em missa celebrada na Paróquia Nossa Senhora de Salete, no bairro Bela Vista, em Fortaleza, cartazes pedindo justiça deram o tom de indignação, uma semana após o militar ser morto por um inspetor da polícia civil.

A esposa pede apoio à Secretaria de Segurança Pública (SSPDS) para solucionar o caso. A Delegacia de Assuntos Internos está investigando o caso, mostrou matéria do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

“Difícil demais, porque a gente era um casal muito unido. É como se eu tivesse perdido as mãos, os braços. Sou uma pessoa que não está tendo tempo pra chorar, pra ter o luto, porque tenho que continuar o que ele deixou. Tenho que ter forças pra continuar”, disse a viúva Aline Bastos.

O Sargento Bony, como era conhecido, estava há 17 anos na Polícia Militar. Muitos policiais, inclusive, estiveram presentes na missa. A Controladoria Geral de Disciplina de Segurança Pública instaurou inquérito na Delegacia de Assuntos Internos para investigar a conduta do policial civil, bem como apurar as circunstâncias que resultaram na morte do sargento.

“Meu esposo era um cidadão, pessoa boa, não merecia ser assassinado covardemente como foi. Quero justiça. No dia em que ele fez isso com meu marido, ele foi pra casa. Não ficou nem detido pra passar 12 horas numa delegacia. Isso é revoltante! Meu marido nunca usou a farda para prejudicar ninguém. Tenho muito orgulho dele”, comentou a esposa, que não quis comentar sobre as investigações.

Aline Bastos foi enfática ao pedir que as autoridades se posicionem. Ela disse que o conforto da família será ver o acusado punido.

“Estou aqui para pedir justiça das autoridades. Não se pode chegar em ninguém, sendo quem for, e dar dois tiros na cabeça de uma pessoa e ir pra casa. Quero justiça! Não desejo que aconteça com ele o que houve com meu marido. Quero que ele pague o que fez antes que faça com outra pessoa. Ele é um desequilibrado. Uma pessoa que pega uma arma e não sabe quem está matando, nem quer saber. Não é alguém pra estar usando uma arma, um distintivo. Quero que as autoridades me deem esse conforto, só quero que ele pague”.

O crime ocorreu no feriado do dia 1 de maio, numa barraca da Praia do Futuro, em Fortaleza. Segundo relato do acusado, Egberto Setúbal Freitas, de 25 anos, e inspetor da Polícia Civil, os dois agentes de segurança estavam como clientes no local e, após discussão entre suas mulheres, o PM teria atirado para o alto. Com a confusão e os disparos, o inspetor foi ao próprio veículo, pegou sua arma e, na sequência, atirou contra o sargento.

Confira reportagem no programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, às 12h10 desta terça-feira (8).

Publicidade

Dê sua opinião

PEDIDO DE JUSTIÇA

“Quero que ele pague!”, diz viúva de PM morto por policial civil em Fortaleza

Aline Bastos não comenta sobre a investigação, mas se diz revoltada pela não prisão do acusado de matar o marido

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

8 de Maio de 2018 às 11:59

Há 3 meses
missa, cartazes

Amigos e familiares pediram justiça em missa de sétimo dia de PM morto. (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Familiares e amigos celebraram a memória de Francisco Bonivardi Castelo Branco, o Sargento Bony, da Polícia Militar. Em missa celebrada na Paróquia Nossa Senhora de Salete, no bairro Bela Vista, em Fortaleza, cartazes pedindo justiça deram o tom de indignação, uma semana após o militar ser morto por um inspetor da polícia civil.

A esposa pede apoio à Secretaria de Segurança Pública (SSPDS) para solucionar o caso. A Delegacia de Assuntos Internos está investigando o caso, mostrou matéria do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

“Difícil demais, porque a gente era um casal muito unido. É como se eu tivesse perdido as mãos, os braços. Sou uma pessoa que não está tendo tempo pra chorar, pra ter o luto, porque tenho que continuar o que ele deixou. Tenho que ter forças pra continuar”, disse a viúva Aline Bastos.

O Sargento Bony, como era conhecido, estava há 17 anos na Polícia Militar. Muitos policiais, inclusive, estiveram presentes na missa. A Controladoria Geral de Disciplina de Segurança Pública instaurou inquérito na Delegacia de Assuntos Internos para investigar a conduta do policial civil, bem como apurar as circunstâncias que resultaram na morte do sargento.

“Meu esposo era um cidadão, pessoa boa, não merecia ser assassinado covardemente como foi. Quero justiça. No dia em que ele fez isso com meu marido, ele foi pra casa. Não ficou nem detido pra passar 12 horas numa delegacia. Isso é revoltante! Meu marido nunca usou a farda para prejudicar ninguém. Tenho muito orgulho dele”, comentou a esposa, que não quis comentar sobre as investigações.

Aline Bastos foi enfática ao pedir que as autoridades se posicionem. Ela disse que o conforto da família será ver o acusado punido.

“Estou aqui para pedir justiça das autoridades. Não se pode chegar em ninguém, sendo quem for, e dar dois tiros na cabeça de uma pessoa e ir pra casa. Quero justiça! Não desejo que aconteça com ele o que houve com meu marido. Quero que ele pague o que fez antes que faça com outra pessoa. Ele é um desequilibrado. Uma pessoa que pega uma arma e não sabe quem está matando, nem quer saber. Não é alguém pra estar usando uma arma, um distintivo. Quero que as autoridades me deem esse conforto, só quero que ele pague”.

O crime ocorreu no feriado do dia 1 de maio, numa barraca da Praia do Futuro, em Fortaleza. Segundo relato do acusado, Egberto Setúbal Freitas, de 25 anos, e inspetor da Polícia Civil, os dois agentes de segurança estavam como clientes no local e, após discussão entre suas mulheres, o PM teria atirado para o alto. Com a confusão e os disparos, o inspetor foi ao próprio veículo, pegou sua arma e, na sequência, atirou contra o sargento.

Confira reportagem no programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, às 12h10 desta terça-feira (8).