"Quero justiça", cobra mãe de menino que contou ter sofrido abuso sexual no banheiro de escola

FAMÍLIA ABALADA

“Quero justiça”, cobra mãe de menino que contou ter sofrido abuso sexual no banheiro de escola

A criança de 7 anos chegou em casa com a roupa suja de sangue. A Polícia investiga o caso, registrado no bairro Mondubim, em Fortaleza

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

26 de outubro de 2018 às 12:05

Há 3 semanas
criança-menino

Criança conta ter sofrido abuso sexual dentro de escola. (FOTO: Reprodução/Barra Pesada)

Ao chegar em casa com dois saquinhos de salgadinho dados por alguém da escola, a mãe notou o nervosismo do filho de 7 anos. O menino disse que nenhum outro aluno havia recebido o presente. Foi aí que ela notou que algo estranho havia ocorrido no colégio de ensino infantil da rede municipal, no Mondubim, em Fortaleza. A roupa suja de sangue abriu suspeita para algo mais grave: o filho acabou revelando que havia sofrido um abuso sexual no banheiro do estabelecimento.

A Delegacia de Combate ao Crime contra Criança e Adolescente investiga o caso que corre sob segredo de Justiça. Em entrevista exclusiva ao programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, a mãe da vítima dá detalhes, contados pelo menino, e cobra justiça.

“Eu queria uma explicação. Até agora a gente não tem explicação do colégio do que realmente aconteceu. Fico até sem palavra. É um caso muito sério”, disse a mãe, que está sem trabalhar, assim como o pai do menino, abalados.

Segundo nota da Polícia Civil, a família noticiou o caso à delegacia especializada na segunda-feira (22), após o menino chegar em casa com as roupas sujas de sangue. A roupa foi encaminhada para a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), onde será analisada para colher material genético.

Em entrevista à TV Jangadeiro, a mãe da criança informou que estranhou a demora do filho. Ao chegar em casa, ele não estava com a farda, mas com uma roupa suja de sangue no órgão genital. Segundo a mãe, a criança afirmou que teria se machucado durante uma brincadeira.

O filho mais velho ouviu dos responsáveis pela escola que o ferimento no órgão genital da criança teria ocorrido na hora do intervalo. “Ele estava brincando, outra criança empurrou e ele caiu e bateu. Só que não tinha nenhum arranhão. Como é que uma criança cai e não se arranha?”, questionou-se a mãe.

O garoto foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Canindezinho, onde foi constatada a violência sexual. O órgão teve de ser suturado.

Ao ser levado ao Instituto Médico Legal (IML), o menino teria informado ao setor de Psicologia que o crime aconteceu no banheiro da escola. Ele disse quem seria o suspeito, no entanto o Tribuna do Ceará opta por não divulgar o nome até que a investigação da Polícia seja concluída.

A mãe conta que a criança ainda sente dores no genital.

“Até hoje ele sente dor. Ele falou que, na hora do intervalo, foi chamado para o banheiro, e a pessoa foi logo tirando a roupa dele. Ele pensando que era castigo, e aí disse ‘não fiz nada’ e ele ouviu: ‘Se você não calar a boca, vou fazer pior.’ E aí começou a puxar o órgão da criança. Depois tirou a roupa dele completa, deu banho e vestiu outra roupa. Se por acaso ele falasse para os coleguinhas ou então para o pai ou para a mãe, ele ia voltar à escola e a pessoa ia fazer pior. Esse foi o medo dele”, contou a mãe.

A mãe reclama também que não foi procurada pela escola e que toda a família está abalada com a violência sofrida pelo filho.

“A escola não me procura. E por que eles seguraram meu filho até 18h? Perto da escola tem um posto de saúde… Por que não levaram ele lá? Ou então não me ligaram, que eu tinha ido. Só disseram: ‘Diga a sua mãe que eu quero conversar com ela’. Só Deus para sustentar. A gente está sem chão. A gente vê tanta coisa na televisão e nunca imagina que vai acontecer a um filho da gente”.

A mãe da vítima conta que chegou a ir até a escola junto com o marido. Lá, encontrou-se com a direção e outras duas pessoas.

“Eles falaram para eu não dizer nada, que esse caso já está resolvido, que ninguém tem a ver com isso. Eles até proibiram de falar nas redes sociais. Não quero que fique impune. Se aconteceu isso com meu filho, poderia acontecer com qualquer outro filho”, contou.

O programa Barra Pesada tentou contato com a direção da escola, que disse que não ter autorização para falar. Além disso, negaram que qualquer violência tenha ocorrido.

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSPDS) confirmou que a investigação sobre o caso está sob responsabilidade da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e Adolescente (Dececa) e está sendo tratado como estupro de vulnerável.

Já a Secretaria Municipal da Educação (SME) informa que tomou conhecimento do fato e, imediatamente, encaminhou uma equipe técnica para a unidade escolar. A SME destaca ainda que está adotando todas as medidas necessárias para apuração rigorosa do caso.

Confira reportagem no programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, às 12h10 desta sexta-feira (26).

Publicidade

Dê sua opinião

FAMÍLIA ABALADA

“Quero justiça”, cobra mãe de menino que contou ter sofrido abuso sexual no banheiro de escola

A criança de 7 anos chegou em casa com a roupa suja de sangue. A Polícia investiga o caso, registrado no bairro Mondubim, em Fortaleza

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

26 de outubro de 2018 às 12:05

Há 3 semanas
criança-menino

Criança conta ter sofrido abuso sexual dentro de escola. (FOTO: Reprodução/Barra Pesada)

Ao chegar em casa com dois saquinhos de salgadinho dados por alguém da escola, a mãe notou o nervosismo do filho de 7 anos. O menino disse que nenhum outro aluno havia recebido o presente. Foi aí que ela notou que algo estranho havia ocorrido no colégio de ensino infantil da rede municipal, no Mondubim, em Fortaleza. A roupa suja de sangue abriu suspeita para algo mais grave: o filho acabou revelando que havia sofrido um abuso sexual no banheiro do estabelecimento.

A Delegacia de Combate ao Crime contra Criança e Adolescente investiga o caso que corre sob segredo de Justiça. Em entrevista exclusiva ao programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, a mãe da vítima dá detalhes, contados pelo menino, e cobra justiça.

“Eu queria uma explicação. Até agora a gente não tem explicação do colégio do que realmente aconteceu. Fico até sem palavra. É um caso muito sério”, disse a mãe, que está sem trabalhar, assim como o pai do menino, abalados.

Segundo nota da Polícia Civil, a família noticiou o caso à delegacia especializada na segunda-feira (22), após o menino chegar em casa com as roupas sujas de sangue. A roupa foi encaminhada para a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), onde será analisada para colher material genético.

Em entrevista à TV Jangadeiro, a mãe da criança informou que estranhou a demora do filho. Ao chegar em casa, ele não estava com a farda, mas com uma roupa suja de sangue no órgão genital. Segundo a mãe, a criança afirmou que teria se machucado durante uma brincadeira.

O filho mais velho ouviu dos responsáveis pela escola que o ferimento no órgão genital da criança teria ocorrido na hora do intervalo. “Ele estava brincando, outra criança empurrou e ele caiu e bateu. Só que não tinha nenhum arranhão. Como é que uma criança cai e não se arranha?”, questionou-se a mãe.

O garoto foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Canindezinho, onde foi constatada a violência sexual. O órgão teve de ser suturado.

Ao ser levado ao Instituto Médico Legal (IML), o menino teria informado ao setor de Psicologia que o crime aconteceu no banheiro da escola. Ele disse quem seria o suspeito, no entanto o Tribuna do Ceará opta por não divulgar o nome até que a investigação da Polícia seja concluída.

A mãe conta que a criança ainda sente dores no genital.

“Até hoje ele sente dor. Ele falou que, na hora do intervalo, foi chamado para o banheiro, e a pessoa foi logo tirando a roupa dele. Ele pensando que era castigo, e aí disse ‘não fiz nada’ e ele ouviu: ‘Se você não calar a boca, vou fazer pior.’ E aí começou a puxar o órgão da criança. Depois tirou a roupa dele completa, deu banho e vestiu outra roupa. Se por acaso ele falasse para os coleguinhas ou então para o pai ou para a mãe, ele ia voltar à escola e a pessoa ia fazer pior. Esse foi o medo dele”, contou a mãe.

A mãe reclama também que não foi procurada pela escola e que toda a família está abalada com a violência sofrida pelo filho.

“A escola não me procura. E por que eles seguraram meu filho até 18h? Perto da escola tem um posto de saúde… Por que não levaram ele lá? Ou então não me ligaram, que eu tinha ido. Só disseram: ‘Diga a sua mãe que eu quero conversar com ela’. Só Deus para sustentar. A gente está sem chão. A gente vê tanta coisa na televisão e nunca imagina que vai acontecer a um filho da gente”.

A mãe da vítima conta que chegou a ir até a escola junto com o marido. Lá, encontrou-se com a direção e outras duas pessoas.

“Eles falaram para eu não dizer nada, que esse caso já está resolvido, que ninguém tem a ver com isso. Eles até proibiram de falar nas redes sociais. Não quero que fique impune. Se aconteceu isso com meu filho, poderia acontecer com qualquer outro filho”, contou.

O programa Barra Pesada tentou contato com a direção da escola, que disse que não ter autorização para falar. Além disso, negaram que qualquer violência tenha ocorrido.

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSPDS) confirmou que a investigação sobre o caso está sob responsabilidade da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e Adolescente (Dececa) e está sendo tratado como estupro de vulnerável.

Já a Secretaria Municipal da Educação (SME) informa que tomou conhecimento do fato e, imediatamente, encaminhou uma equipe técnica para a unidade escolar. A SME destaca ainda que está adotando todas as medidas necessárias para apuração rigorosa do caso.

Confira reportagem no programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, às 12h10 desta sexta-feira (26).