Polícia orienta que vítimas filmem homens que se masturbam em ônibus de Fortaleza

ASSÉDIO SEXUAL

Polícia orienta que vítimas filmem homens que se masturbam em ônibus de Fortaleza

Casos de assédio sexual podem ser denunciados na delegacia mais próxima. Imagens são peça importante na denúncia

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

7 de dezembro de 2016 às 06:45

Há 2 anos
Assédio é registrado por várias mulheres dentro dos coletivos de Fortaleza (FOTO: Roberta Tavares/Tribuna do Ceará

Assédio é registrado por várias mulheres dentro dos coletivos de Fortaleza (FOTO: Roberta Tavares/Tribuna do Ceará

A reclamação de assédio sexual a mulheres dentro de coletivos públicos de Fortaleza não é algo novo. Mesmo assim, muitas delas ainda não sabem o que fazer ou sequer a quem recorrer em situações como a registrada na última segunda-feira (5), na linha Genibaú/Lagoa.

Em entrevista ao Tribuna do Ceará, o delegado titular do 2º Distrito Policial, Marciliano Ribeiro, orienta que é preciso acionar a polícia imediatamente. “O suspeito pode ser preso em flagrante caso faça isso. Ele vai ser encaminhado à delegacia mais próxima e, a partir daí, será instaurado um Termo Circunstanciado de Ocorrência”, explica.

O delegado ressalta a importância de registrar vídeos e/ou fotos da situação. “A maior dificuldade de se apurar o crime é a prova. É preciso filmar a ação para você ter uma garantia maior. Na delegacia, nós já fazemos uma cópia e anexamos ao processo. Caso um policial presencie o ato, ele já é uma testemunha do fato. Portanto, registrar a situação é importante para que polícia possa ir atrás”, ressaltou. 

Caso o agressor tente praticar algum ato sexual com a vítima, o delegado informa que isso deixa de ser um ato obsceno e passa a ser considerado estupro.

Entenda o caso

Por volta das 11h desta segunda-feira (5), uma mulher flagrou um homem se masturbando, dentro de um ônibus. As imagens foram gravadas num celular pela própria mulher – que pediu a nossa reportagem para não ser identificada.

Segundo ela, o homem entrou no ônibus e sentou atrás dela. “Eu comecei a notar uns sons estranhos e, quando virei, ele levantou e sentou do meu lado e baixou o calção e começou a mostrar as partes íntimas”, explicou.

Ela disse ainda que o ônibus tinha poucas pessoas e todas eram mulheres. “Fiquei com receio, pois não sabia o que ele tinha dentro da mochila. Quando ele quis vir para cima de mim, eu o empurrei e outra mulher conseguiu dar um chute, quando gritamos o motorista abriu a porta e deixou ele fugir”, lamentou a vítima.

Redes sociais

Nas redes sociais do Tribuna do Ceará, após a publicação da matéria em seu perfil oficial no Facebook, uma série de mulheres contaram casos semelhantes já presenciados.

“Já passei por isso quando era criança e, simplesmente, não tive reação, pensei em correr para o colo da minha mãe. Nunca disse isso para ninguém, era um velho. Lembro muito bem e não soube o que fazer”, relata uma das leitoras.

Outras destacam que casos como esse chocam. “Já passei por isso também. É horrível, a gente não sabe se grita, se chora ou se reage batendo. Mas muitas fazem como eu, ficam sem reação”, escreveu outra mulher.

Publicidade

Dê sua opinião

ASSÉDIO SEXUAL

Polícia orienta que vítimas filmem homens que se masturbam em ônibus de Fortaleza

Casos de assédio sexual podem ser denunciados na delegacia mais próxima. Imagens são peça importante na denúncia

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

7 de dezembro de 2016 às 06:45

Há 2 anos
Assédio é registrado por várias mulheres dentro dos coletivos de Fortaleza (FOTO: Roberta Tavares/Tribuna do Ceará

Assédio é registrado por várias mulheres dentro dos coletivos de Fortaleza (FOTO: Roberta Tavares/Tribuna do Ceará

A reclamação de assédio sexual a mulheres dentro de coletivos públicos de Fortaleza não é algo novo. Mesmo assim, muitas delas ainda não sabem o que fazer ou sequer a quem recorrer em situações como a registrada na última segunda-feira (5), na linha Genibaú/Lagoa.

Em entrevista ao Tribuna do Ceará, o delegado titular do 2º Distrito Policial, Marciliano Ribeiro, orienta que é preciso acionar a polícia imediatamente. “O suspeito pode ser preso em flagrante caso faça isso. Ele vai ser encaminhado à delegacia mais próxima e, a partir daí, será instaurado um Termo Circunstanciado de Ocorrência”, explica.

O delegado ressalta a importância de registrar vídeos e/ou fotos da situação. “A maior dificuldade de se apurar o crime é a prova. É preciso filmar a ação para você ter uma garantia maior. Na delegacia, nós já fazemos uma cópia e anexamos ao processo. Caso um policial presencie o ato, ele já é uma testemunha do fato. Portanto, registrar a situação é importante para que polícia possa ir atrás”, ressaltou. 

Caso o agressor tente praticar algum ato sexual com a vítima, o delegado informa que isso deixa de ser um ato obsceno e passa a ser considerado estupro.

Entenda o caso

Por volta das 11h desta segunda-feira (5), uma mulher flagrou um homem se masturbando, dentro de um ônibus. As imagens foram gravadas num celular pela própria mulher – que pediu a nossa reportagem para não ser identificada.

Segundo ela, o homem entrou no ônibus e sentou atrás dela. “Eu comecei a notar uns sons estranhos e, quando virei, ele levantou e sentou do meu lado e baixou o calção e começou a mostrar as partes íntimas”, explicou.

Ela disse ainda que o ônibus tinha poucas pessoas e todas eram mulheres. “Fiquei com receio, pois não sabia o que ele tinha dentro da mochila. Quando ele quis vir para cima de mim, eu o empurrei e outra mulher conseguiu dar um chute, quando gritamos o motorista abriu a porta e deixou ele fugir”, lamentou a vítima.

Redes sociais

Nas redes sociais do Tribuna do Ceará, após a publicação da matéria em seu perfil oficial no Facebook, uma série de mulheres contaram casos semelhantes já presenciados.

“Já passei por isso quando era criança e, simplesmente, não tive reação, pensei em correr para o colo da minha mãe. Nunca disse isso para ninguém, era um velho. Lembro muito bem e não soube o que fazer”, relata uma das leitoras.

Outras destacam que casos como esse chocam. “Já passei por isso também. É horrível, a gente não sabe se grita, se chora ou se reage batendo. Mas muitas fazem como eu, ficam sem reação”, escreveu outra mulher.