Polícia ainda investiga quem incendiou ônibus onde trocador ficou preso nas chamas

MORTO POR QUEIMADURAS

Polícia ainda investiga quem incendiou ônibus onde trocador ficou preso nas chamas

A Secretaria de Segurança não confirma se algum dos 17 detidos após a série de 34 ataques a ônibus, veículos e prédios teve relação com o coletivo do trocador

Por Lucas Barbosa em Segurança Pública

9 de Maio de 2017 às 11:53

Há 2 anos
O ônibus foi queimado no Jardim Fluminense (FOTO: Dorian Girão/TV Jangadeiro)

Ataque ocorreu em 20 de abril. Cobrador não conseguiu sair a tempo por ser deficiente físco (FOTO: Dorian Girão/TV Jangadeiro)

Com a morte, nessa segunda-feira (8), de José Nunes de Sousa Neto, de 56 anos, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu as investigações do ataque a ônibus que vitimou o cobrador. Sem conseguir fugir do incêndio por ser deficiente físico, ele estava internado desde 20 de abril.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (DHPP) não confirmou se algum suspeito de praticar essa ação foi preso. “Mais informações serão repassadas em momento oportuno, para não comprometer os trabalhos policiais”, afirma, em nota à imprensa.

A SSPDS ainda acrescenta que a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) continua as investigações sobre a série de ataque a equipamentos públicos ocorrida entre 19 e 22 de abril últimos.

Na época, a SSPDS divulgou que 17 pessoas haviam sido detidas suspeitas de participação nos crimes. Nenhum tinha participação no ataque no Bairro Canindezinho que vitimaria José Nunes de Sousa Neto.

O Tribuna do Ceará apurou que cinco deles tiveram denúncia do Ministério Público acatada pela Justiça. São eles: Fábio Tomé de Souza, Raimundo Aliçon Caetano da Silva, Francisco Cleiton Nascimento de Sousa, Francisco Bruno Pacheco da Silva e Francisco Wellington da Conceição Oliveira.

Todos tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva pela 17ª Vara Criminal. Os homens foram presos suspeitos de participação nos ataques a ônibus, respectivamente, nos bairros José Walter, Siqueira, Vila Velha e Edson Queiroz.

Sobre Francisco Wellington, a SSPDS divulgou apenas que ele foi preso na comunidade conhecida como Saboré, às margens da Via Expressa.

Nos dias subsequentes aos ataques, a SSPDS ainda havia divulgado terem sido presos cinco suspeitos de ataques em Horizonte (na Grande Fortaleza), dois em Caucaia (também na Grande Fortaleza) e um no Caça e Pesca, na Praia do Futuro.

Um outro homem foi preso, mas não foi divulgado qual ataque ele teria participado. Ainda foram apreendidas duas adolescentes e um outro suspeito foi liberado após lavratura de Boletim de Ocorrência.

Ao todo, foram registrados 34 ataques. Foram 22 ônibus incendiados na Grande Fortaleza e no município de Itapiúna, seis veículos de concessionárias públicas danificados, quatro ataques a delegacias e três a bancos. A antiga sede da Guarda Municipal também foi atacada a tiros.

Confira a cobertura sobre a onda de ataques:

08/5 – Morre cobrador de ônibus queimado na onda de ataques de bandidos em Fortaleza

05/5 – Motorista e cobrador que tiveram parte do corpo queimado em ataques permanecem no IJF

22/4 – Facção pede desculpa à população por transtornos e diz que o foco é atacar “governo corrupto”

22/4 – Dois carros são incendiados no 19º Distrito Policial

21/4 – Caminhão da Enel é incendiado em novo atentado de bandidos

21/4 – Cobrador deficiente atingido por chamas é entubado com 90% do corpo queimado

21/4 – Secretário explica ‘sumiço’ durante caos em Fortaleza: “Primeiro trabalho, depois postagens”

21/4 – Mesmo com reforço policial, dupla assalta ônibus e 3 pessoas acabam atingidas por tiros

21/4 – Em meio a onda de terror, Fortaleza receberá grande quantidade de turistas no feriado

21/4 – Facções estão em guerra pelo controle do tráfico de drogas, revela Conselho Penitenciário

20/4 – 16 pessoas são presas e 23 ônibus incendiados em ataques no Ceará, confirma SSPDS

20/4 – Capitão Wagner chama Camilo Santana de “frouxo”; Governador rebate com “moleque”

20/4 – Ônibus passam a circular em comboios e com escolta da polícia em Fortaleza

20/4 – Bandidos ameaçam taxistas para suspender de vez o transporte em Fortaleza

20/4 – Hilux é metralhada na Praia do Futuro; Vítima seria líder de facção criminosa

20/4 – Sindiônibus calcula prejuízo de mais de R$ 1,5 milhão só no 1º dia de ataques

20/4 – É BOATO! Nota que seria assinada por Moroni é falsa, alerta a Prefeitura

20/4 – Uber justifica que subida de preços no caos em Fortaleza atendeu “aumento da demanda”

20/4 – Cobrador deficiente não consegue sair de ônibus em chamas e tem corpo queimado

20/4 – Oscilações de energia não têm relação com ataques em Fortaleza, tranquiliza Enel

20/4 – Polícia investiga se depósitos clandestinos venderam combustíveis usados em ataques

20/4 – Policiais de funções burocráticas vão às ruas para tentar conter caos na segurança

20/4 – Motorista atingido por chamas em ataque ficou preso ao cinto de segurança

20/4 – Fortaleza tem novos ataques a ônibus nesta quinta; Já são 19 em menos de 24h

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MORTO POR QUEIMADURAS

Polícia ainda investiga quem incendiou ônibus onde trocador ficou preso nas chamas

A Secretaria de Segurança não confirma se algum dos 17 detidos após a série de 34 ataques a ônibus, veículos e prédios teve relação com o coletivo do trocador

Por Lucas Barbosa em Segurança Pública

9 de Maio de 2017 às 11:53

Há 2 anos
O ônibus foi queimado no Jardim Fluminense (FOTO: Dorian Girão/TV Jangadeiro)

Ataque ocorreu em 20 de abril. Cobrador não conseguiu sair a tempo por ser deficiente físco (FOTO: Dorian Girão/TV Jangadeiro)

Com a morte, nessa segunda-feira (8), de José Nunes de Sousa Neto, de 56 anos, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu as investigações do ataque a ônibus que vitimou o cobrador. Sem conseguir fugir do incêndio por ser deficiente físico, ele estava internado desde 20 de abril.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (DHPP) não confirmou se algum suspeito de praticar essa ação foi preso. “Mais informações serão repassadas em momento oportuno, para não comprometer os trabalhos policiais”, afirma, em nota à imprensa.

A SSPDS ainda acrescenta que a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) continua as investigações sobre a série de ataque a equipamentos públicos ocorrida entre 19 e 22 de abril últimos.

Na época, a SSPDS divulgou que 17 pessoas haviam sido detidas suspeitas de participação nos crimes. Nenhum tinha participação no ataque no Bairro Canindezinho que vitimaria José Nunes de Sousa Neto.

O Tribuna do Ceará apurou que cinco deles tiveram denúncia do Ministério Público acatada pela Justiça. São eles: Fábio Tomé de Souza, Raimundo Aliçon Caetano da Silva, Francisco Cleiton Nascimento de Sousa, Francisco Bruno Pacheco da Silva e Francisco Wellington da Conceição Oliveira.

Todos tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva pela 17ª Vara Criminal. Os homens foram presos suspeitos de participação nos ataques a ônibus, respectivamente, nos bairros José Walter, Siqueira, Vila Velha e Edson Queiroz.

Sobre Francisco Wellington, a SSPDS divulgou apenas que ele foi preso na comunidade conhecida como Saboré, às margens da Via Expressa.

Nos dias subsequentes aos ataques, a SSPDS ainda havia divulgado terem sido presos cinco suspeitos de ataques em Horizonte (na Grande Fortaleza), dois em Caucaia (também na Grande Fortaleza) e um no Caça e Pesca, na Praia do Futuro.

Um outro homem foi preso, mas não foi divulgado qual ataque ele teria participado. Ainda foram apreendidas duas adolescentes e um outro suspeito foi liberado após lavratura de Boletim de Ocorrência.

Ao todo, foram registrados 34 ataques. Foram 22 ônibus incendiados na Grande Fortaleza e no município de Itapiúna, seis veículos de concessionárias públicas danificados, quatro ataques a delegacias e três a bancos. A antiga sede da Guarda Municipal também foi atacada a tiros.

Confira a cobertura sobre a onda de ataques:

08/5 – Morre cobrador de ônibus queimado na onda de ataques de bandidos em Fortaleza

05/5 – Motorista e cobrador que tiveram parte do corpo queimado em ataques permanecem no IJF

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