PMs e guarda municipal lideravam grupo que buscava fraudar concurso para agente penitenciário

APONTA INVESTIGAÇÃO

PMs e guarda municipal lideravam grupo que buscava fraudar concurso para agente penitenciário

Dois esquemas criminosos buscavam fraudar o concurso, que teve a primeira prova nesse domingo. Ao todo, 22 pessoas foram presas

Por Lucas Barbosa em Segurança Pública

2 de outubro de 2017 às 20:16

Há 3 meses

Esquemas se valiam de pontos eletrônicos, apreendidos pela Polícia (FOTO: Divulgação/SSPDS)

Policiais militares e um guarda municipal coordenavam um dos esquemas criminosos que pretendiam fraudar o concurso público para agente penitenciário do Ceará, desbaratados ainda durante esse domingo (1º), dia da prova. É o que aponta a investigação policial, conforme detalhado em entrevista coletiva realizada na tarde desta segunda-feira (2).

Ao todo, 22 pessoas foram presas: 19 candidatos e os cabeças da fraude, o guarda Aurélio Moraes da Silva, de 35 anos, e os policiais Albanir Almeida Vasconcelos, de 32, e Glaudemir Ribeiro do Nascimento, 35. Este último, que estava de licença, é apontado como chefe do esquema.

Segundo as investigações, Glaudemir estudava para as provas e repassava as respostas através de equipamentos de transmissão sonora. Diversos pontos eletrônicos foram apreendidos com os integrantes do esquema. Na casa de Glaudemir, foram encontrados anotações sobre o esquema e diversos materiais de estudo.

O pagamento seria uma quantia equivalente a dez vezes o salário de agente penitenciário, afirma o delegado Harley Alencar, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), que investigava o caso há cerca de um mês.

O delegado conta que a Draco havia se deparado com uma quadrilha especializada em fraude de concursos municipais e estaduais realizados no Estado. “Inclusive eles já se articulavam para atuar no concurso do Detran”. As investigações, no entanto, mostraram a existência de um segundo grupo, que também agiria no concurso para agentes penitenciários, chegando a incluir candidatos de outros estados.

Os candidatos que se beneficiariam do esquema de Glaudemir são: Genilson Ribeiro Guedes, de 35 anos, José Francisco Veras Barroso, de 37, e Francisco das Chagas Aguiar Junior, de 28.

Durante os levantamentos policiais foram identificados os outros 16 fraudadores, estes parte de um segundo esquema. São eles os cearenses Victor Moreira Lima Cabó, 29; Izael Pereira de Oliveira, 40, que era de Crateús, onde era guarda municipal; José Aldevan dias Lima, 36; Bruno de Paula Borges, 22; os pernambucanos Luis Junior da Silva Neto, 23; Arnaldo Ricardo Ferreira Mariano, 30, Diarone James Coelho Dantas Leopoldo, 35; Alberto Pereira de Melo, 42; José Victor Teixeira de Siqueira, 22; Célio Alves Magno de Alencar, de idade não divulgada; George Menezes dos Santos, 29; Raphael Alencar da Costa, 25; o potiguar José Mario Pereira dos Santos Filho, 23; o baiano Leonardo Henrique Lopes Silva, 26; a paraibana Monaliza Bezerra Veras, 34; e o paulista Leonardo Henrique Lopes Silva, 26.

“Os trabalhos policiais prosseguem visando à captura de outros envolvidos”, informa a SSPDS.

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PMs e guarda municipal lideravam grupo que buscava fraudar concurso para agente penitenciário

Dois esquemas criminosos buscavam fraudar o concurso, que teve a primeira prova nesse domingo. Ao todo, 22 pessoas foram presas

Por Lucas Barbosa em Segurança Pública

2 de outubro de 2017 às 20:16

Há 3 meses

Esquemas se valiam de pontos eletrônicos, apreendidos pela Polícia (FOTO: Divulgação/SSPDS)

Policiais militares e um guarda municipal coordenavam um dos esquemas criminosos que pretendiam fraudar o concurso público para agente penitenciário do Ceará, desbaratados ainda durante esse domingo (1º), dia da prova. É o que aponta a investigação policial, conforme detalhado em entrevista coletiva realizada na tarde desta segunda-feira (2).

Ao todo, 22 pessoas foram presas: 19 candidatos e os cabeças da fraude, o guarda Aurélio Moraes da Silva, de 35 anos, e os policiais Albanir Almeida Vasconcelos, de 32, e Glaudemir Ribeiro do Nascimento, 35. Este último, que estava de licença, é apontado como chefe do esquema.

Segundo as investigações, Glaudemir estudava para as provas e repassava as respostas através de equipamentos de transmissão sonora. Diversos pontos eletrônicos foram apreendidos com os integrantes do esquema. Na casa de Glaudemir, foram encontrados anotações sobre o esquema e diversos materiais de estudo.

O pagamento seria uma quantia equivalente a dez vezes o salário de agente penitenciário, afirma o delegado Harley Alencar, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), que investigava o caso há cerca de um mês.

O delegado conta que a Draco havia se deparado com uma quadrilha especializada em fraude de concursos municipais e estaduais realizados no Estado. “Inclusive eles já se articulavam para atuar no concurso do Detran”. As investigações, no entanto, mostraram a existência de um segundo grupo, que também agiria no concurso para agentes penitenciários, chegando a incluir candidatos de outros estados.

Os candidatos que se beneficiariam do esquema de Glaudemir são: Genilson Ribeiro Guedes, de 35 anos, José Francisco Veras Barroso, de 37, e Francisco das Chagas Aguiar Junior, de 28.

Durante os levantamentos policiais foram identificados os outros 16 fraudadores, estes parte de um segundo esquema. São eles os cearenses Victor Moreira Lima Cabó, 29; Izael Pereira de Oliveira, 40, que era de Crateús, onde era guarda municipal; José Aldevan dias Lima, 36; Bruno de Paula Borges, 22; os pernambucanos Luis Junior da Silva Neto, 23; Arnaldo Ricardo Ferreira Mariano, 30, Diarone James Coelho Dantas Leopoldo, 35; Alberto Pereira de Melo, 42; José Victor Teixeira de Siqueira, 22; Célio Alves Magno de Alencar, de idade não divulgada; George Menezes dos Santos, 29; Raphael Alencar da Costa, 25; o potiguar José Mario Pereira dos Santos Filho, 23; o baiano Leonardo Henrique Lopes Silva, 26; a paraibana Monaliza Bezerra Veras, 34; e o paulista Leonardo Henrique Lopes Silva, 26.

“Os trabalhos policiais prosseguem visando à captura de outros envolvidos”, informa a SSPDS.