Pichações com ordem de despejo ficavam a menos de 1 km de "Tribunal da Morte" desativado

ZONA DE RISCO

Pichações com ordem de despejo ficavam a menos de 1 km de “Tribunal da Morte” desativado

Em 2017, a polícia já havia encontrado um apartamento com marcas de sangue e um depósito com restos mortais na comunidade

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

6 de Janeiro de 2018 às 07:00

Há 4 meses

Policiais foram até a comunidade da Babilônia (FOTO: Reprodução Barra Pesada)

Durante essa semana, a cidade de Fortaleza foi surpreendida com a ousadia dos criminosos. Bandidos picharam muros com ordem de “ordem de despejo” sob ameaça de incendiar as residências caso as exigências não fossem cumpridas.

A ação ocorreu na comunidade Babilônia, no bairro Barroso. Moradores da região tiveram que sair das casas na noite desta quarta-feira (3).

Essa não foi a primeira vez que a comunidade ganhou destaque pela criminalidade. Ano passado, a polícia encontrou um apartamento com marcas de sangue e um depósito com restos mortais na comunidade. O local ficou conhecido como “Tribunal da Morte”, onde integrantes de facções contrárias eram mortos.

No apartamento, foram encontrados um pulmão, dois dedos e uma orelha. Muito sangue pode ser visto nas paredes e espalhado pelo chão. O imóvel está localizado em uma área de difícil acesso. Em 2017, a Tribuna do Ceará mostrou que as facções criminosas presentes no Ceará possuem um estatuto. Quem descumprir as normas pode ser julgado e morto.

Prisão

Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), em relação às ordens de despejo registradas na quarta-feira, dois homens e uma mulher suspeitos do crime foram presos pela Polícia Militar do Ceará.

Com eles, foram encontradas duas armas de fogo, balanças de precisão e entorpecentes. No momento, a polícia segue em diligências para identificar os outros responsáveis pelas pichações.

A equipe do programa Barra Pesada foi até o local na manhã desta sexta-feira (5). As ruas estavam desertas e muitas pichações já haviam sido apagadas. Os moradores preferem não comentar sobre o ocorrido. A SSPDS informou que uma equipe do Batalhão de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio) está no local para garantir a segurança da comunidade.

A população pode ajudar no trabalho da polícia por meio do disque denúncia da SSPDS pelo número 181, o anonimato é garantido.

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Pichações com ordem de despejo ficavam a menos de 1 km de “Tribunal da Morte” desativado

Em 2017, a polícia já havia encontrado um apartamento com marcas de sangue e um depósito com restos mortais na comunidade

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

6 de Janeiro de 2018 às 07:00

Há 4 meses

Policiais foram até a comunidade da Babilônia (FOTO: Reprodução Barra Pesada)

Durante essa semana, a cidade de Fortaleza foi surpreendida com a ousadia dos criminosos. Bandidos picharam muros com ordem de “ordem de despejo” sob ameaça de incendiar as residências caso as exigências não fossem cumpridas.

A ação ocorreu na comunidade Babilônia, no bairro Barroso. Moradores da região tiveram que sair das casas na noite desta quarta-feira (3).

Essa não foi a primeira vez que a comunidade ganhou destaque pela criminalidade. Ano passado, a polícia encontrou um apartamento com marcas de sangue e um depósito com restos mortais na comunidade. O local ficou conhecido como “Tribunal da Morte”, onde integrantes de facções contrárias eram mortos.

No apartamento, foram encontrados um pulmão, dois dedos e uma orelha. Muito sangue pode ser visto nas paredes e espalhado pelo chão. O imóvel está localizado em uma área de difícil acesso. Em 2017, a Tribuna do Ceará mostrou que as facções criminosas presentes no Ceará possuem um estatuto. Quem descumprir as normas pode ser julgado e morto.

Prisão

Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), em relação às ordens de despejo registradas na quarta-feira, dois homens e uma mulher suspeitos do crime foram presos pela Polícia Militar do Ceará.

Com eles, foram encontradas duas armas de fogo, balanças de precisão e entorpecentes. No momento, a polícia segue em diligências para identificar os outros responsáveis pelas pichações.

A equipe do programa Barra Pesada foi até o local na manhã desta sexta-feira (5). As ruas estavam desertas e muitas pichações já haviam sido apagadas. Os moradores preferem não comentar sobre o ocorrido. A SSPDS informou que uma equipe do Batalhão de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio) está no local para garantir a segurança da comunidade.

A população pode ajudar no trabalho da polícia por meio do disque denúncia da SSPDS pelo número 181, o anonimato é garantido.