Perito e delegada afirmam que não viram hematomas no corpo de universitária

FALTA DE LUZ ADEQUADA

Perito e delegada afirmam que não viram hematomas no corpo de universitária

Técnicos afirmam que não havia luminosidade adequada na hora do recolhimento do corpo

Por Rosana Romão em Segurança Pública

4 de Maio de 2016 às 17:47

Há 2 anos
O casal se conheceu em um aplicativo de relacionamento em dezembro de 2015 (FOTO: Reprodução/Facebook)

O casal se conheceu em um aplicativo de relacionamento em dezembro de 2015 (FOTO: Reprodução/Facebook)

A Polícia Civil, por intermédio da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prossegue com as investigações com relação à morte da estilista e universitária, de 27 anos. Ela foi encontrada morta no porta-malas do carro de luxo do namorado, Gregório Donizeti Freire Neto.

Após questionamento da família da vítima sobre hematomas encontrados no corpo de Yrna, equipe técnica afirma que não havia luminosidade adequada na hora do recolhimento do corpo e, por isso, afirmaram inicialmente que não viram hematomas.

O perito Pedro Amaro estava de plantão na DHPP – quando a equipe foi acionada, por volta de 22h50 de domingo (1º). “Comparecemos ao local onde um corpo de uma mulher do sexo feminino estaria dentro de um porta-malas. Informação essa que teria chegado aqui pelo responsável da situação. Encontramos, realmente, o corpo de uma pessoa, do sexo feminino dentro do porta-malas”, relembra.

No apartamento, a perícia encontrou vestígios que indicavam que naquele local alguém fez uso de duas seringas, compradas no dia 30 de abril, no sábado anterior à morte da estilista Yrna. A nota fiscal da compra também estava no local.

“Encontramos dois pedaços de algodão com a substância avermelhada, compatível, provavelmente, com sangue”, relata. Todo o material foi encaminhado ao laboratório da Peforce para constatar se a substância era sangue e a quem pertencia. “Inclusive, nós pedimos que fosse comparado ao sangue da vítima”, acrescenta o perito. Também foi solicitado um exame para verificar se a substância que havia na seringa era morfina, conforme Gregório Donizeti afirmou à polícia.

Hematomas no corpo da vítima

Sobre os hematomas alegados pela família da vítima, Pedro Amaro diz que acompanhou a necrópsia, deu sua conclusão, mas que não pode adiantar qual é até a divulgação dos laudos. “O local não tinha uma boa luminosidade, porque era um subsolo de um apartamento. Nós retiramos o corpo do porta-malas, analisamos daquela forma bem criteriosa. Hematomas nós encontramos alguns, que podem ter sido provocados pela hora em que foi colocado o corpo dentro do porta-malas. Pode ter sido ou não”, explica.

Família alega hematomas nos braços, costas e olho de vítima. (FOTO: TV Jangadeiro/ Barra Pesada)

Família alega hematomas nos braços, costas e olho de vítima. (FOTO: TV Jangadeiro/ Barra Pesada)

Ele também conta que a equipe encontrou uma perfuração no braço da vítima. “Entre o braço e o antebraço, que apresentava ser compatível com uma injeção. Não havia nenhum sinal de luta, com relação a isso nós tivemos o cuidado de recolher as unhas da vítima para saber se tinha ou não DNA, material biológico de alguém com quem ela poderia ter ou não entrado em luta corporal”, finaliza.

A delegada Socorro Portela, que está investigando o caso, disse que só vai se manifestar a cerca das lesões após o resultado dos exames médico e cadavérico. “Eu fui ao local, vi o corpo distante, vi dentro do carro, mas não me aproximei. As pessoas que estavam próximas ao corpo não visualizaram hematomas, a iluminação não era apropriada, adequada. E isso foi visto segundo os familiares”, afirma.

Ela também informou que está ouvindo testemunhas, solicitando perícias e que o veículo de Gregório Donizeti será vistoriado novamente nesta quinta-feira (5). Gregório também será requerido a dar depoimento na próxima terça-feira (10). Sobre a não prisão do namorado e seu internamento, ela afirma que isso não vai atrapalhar o andamento do processo. “Não vai. Ele não ficou preso porque se apresentou espontaneamente, e também, caso ele tivesse sido preso em flagrante, ainda caberia fiança e ele seria liberado”, conclui. 

Entenda

A universitária foi encontrada morta dentro do carro do namorado, no Bairro Dionísio Torres, na madrugada de domingo. De acordo com a Polícia Civil, a jovem morreu na madrugada de sábado, no apartamento do namorado, com quem tinha um relacionamento desde 2015.

O homem foi indiciado por ocultação de cadáver por permanecer com o corpo de Yrna Castro por mais de 12 horas dentro do seu carro e não ter informado à polícia e aos familiares sobre a morte. Segundo a delegada Socorro Portela, o empresário Gregório Donizeti, namorado da vítima, informou em depoimento que os dois usaram morfina misturada a um comprimido e injetaram as substâncias na veia.

O efeito da morfina dura de 4 a 6 horas. Pode provocar alívio de alguma dor e da ansiedade, diminuindo o sentimento de desconfiança e proporcionando um misto de sensações, como bem-estar, tranquilidade, sonolência e até depressão.

Acompanhe o caso:

4 de maio – Amigas de universitária achada morta em porta-malas cobram maior investigação

4 de maio – “Ela nunca falou sobre drogas”, diz amiga íntima de universitária achada morta em porta-malas

3 de maio – Namorado diz à Polícia que tentou se matar após ver universitária morta no carro

3 de maio – Familiares apontam hematomas no corpo de universitária encontrada morta em porta-malas

3 de maio – Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

2 de maio – Universitária é encontrada morta no porta-malas do carro do namorado

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FALTA DE LUZ ADEQUADA

Perito e delegada afirmam que não viram hematomas no corpo de universitária

Técnicos afirmam que não havia luminosidade adequada na hora do recolhimento do corpo

Por Rosana Romão em Segurança Pública

4 de Maio de 2016 às 17:47

Há 2 anos
O casal se conheceu em um aplicativo de relacionamento em dezembro de 2015 (FOTO: Reprodução/Facebook)

O casal se conheceu em um aplicativo de relacionamento em dezembro de 2015 (FOTO: Reprodução/Facebook)

A Polícia Civil, por intermédio da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prossegue com as investigações com relação à morte da estilista e universitária, de 27 anos. Ela foi encontrada morta no porta-malas do carro de luxo do namorado, Gregório Donizeti Freire Neto.

Após questionamento da família da vítima sobre hematomas encontrados no corpo de Yrna, equipe técnica afirma que não havia luminosidade adequada na hora do recolhimento do corpo e, por isso, afirmaram inicialmente que não viram hematomas.

O perito Pedro Amaro estava de plantão na DHPP – quando a equipe foi acionada, por volta de 22h50 de domingo (1º). “Comparecemos ao local onde um corpo de uma mulher do sexo feminino estaria dentro de um porta-malas. Informação essa que teria chegado aqui pelo responsável da situação. Encontramos, realmente, o corpo de uma pessoa, do sexo feminino dentro do porta-malas”, relembra.

No apartamento, a perícia encontrou vestígios que indicavam que naquele local alguém fez uso de duas seringas, compradas no dia 30 de abril, no sábado anterior à morte da estilista Yrna. A nota fiscal da compra também estava no local.

“Encontramos dois pedaços de algodão com a substância avermelhada, compatível, provavelmente, com sangue”, relata. Todo o material foi encaminhado ao laboratório da Peforce para constatar se a substância era sangue e a quem pertencia. “Inclusive, nós pedimos que fosse comparado ao sangue da vítima”, acrescenta o perito. Também foi solicitado um exame para verificar se a substância que havia na seringa era morfina, conforme Gregório Donizeti afirmou à polícia.

Hematomas no corpo da vítima

Sobre os hematomas alegados pela família da vítima, Pedro Amaro diz que acompanhou a necrópsia, deu sua conclusão, mas que não pode adiantar qual é até a divulgação dos laudos. “O local não tinha uma boa luminosidade, porque era um subsolo de um apartamento. Nós retiramos o corpo do porta-malas, analisamos daquela forma bem criteriosa. Hematomas nós encontramos alguns, que podem ter sido provocados pela hora em que foi colocado o corpo dentro do porta-malas. Pode ter sido ou não”, explica.

Família alega hematomas nos braços, costas e olho de vítima. (FOTO: TV Jangadeiro/ Barra Pesada)

Família alega hematomas nos braços, costas e olho de vítima. (FOTO: TV Jangadeiro/ Barra Pesada)

Ele também conta que a equipe encontrou uma perfuração no braço da vítima. “Entre o braço e o antebraço, que apresentava ser compatível com uma injeção. Não havia nenhum sinal de luta, com relação a isso nós tivemos o cuidado de recolher as unhas da vítima para saber se tinha ou não DNA, material biológico de alguém com quem ela poderia ter ou não entrado em luta corporal”, finaliza.

A delegada Socorro Portela, que está investigando o caso, disse que só vai se manifestar a cerca das lesões após o resultado dos exames médico e cadavérico. “Eu fui ao local, vi o corpo distante, vi dentro do carro, mas não me aproximei. As pessoas que estavam próximas ao corpo não visualizaram hematomas, a iluminação não era apropriada, adequada. E isso foi visto segundo os familiares”, afirma.

Ela também informou que está ouvindo testemunhas, solicitando perícias e que o veículo de Gregório Donizeti será vistoriado novamente nesta quinta-feira (5). Gregório também será requerido a dar depoimento na próxima terça-feira (10). Sobre a não prisão do namorado e seu internamento, ela afirma que isso não vai atrapalhar o andamento do processo. “Não vai. Ele não ficou preso porque se apresentou espontaneamente, e também, caso ele tivesse sido preso em flagrante, ainda caberia fiança e ele seria liberado”, conclui. 

Entenda

A universitária foi encontrada morta dentro do carro do namorado, no Bairro Dionísio Torres, na madrugada de domingo. De acordo com a Polícia Civil, a jovem morreu na madrugada de sábado, no apartamento do namorado, com quem tinha um relacionamento desde 2015.

O homem foi indiciado por ocultação de cadáver por permanecer com o corpo de Yrna Castro por mais de 12 horas dentro do seu carro e não ter informado à polícia e aos familiares sobre a morte. Segundo a delegada Socorro Portela, o empresário Gregório Donizeti, namorado da vítima, informou em depoimento que os dois usaram morfina misturada a um comprimido e injetaram as substâncias na veia.

O efeito da morfina dura de 4 a 6 horas. Pode provocar alívio de alguma dor e da ansiedade, diminuindo o sentimento de desconfiança e proporcionando um misto de sensações, como bem-estar, tranquilidade, sonolência e até depressão.

Acompanhe o caso:

4 de maio – Amigas de universitária achada morta em porta-malas cobram maior investigação

4 de maio – “Ela nunca falou sobre drogas”, diz amiga íntima de universitária achada morta em porta-malas

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3 de maio – Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

2 de maio – Universitária é encontrada morta no porta-malas do carro do namorado