Pai de vítima da Chacina do Benfica defende que filho era usuário de drogas e não bandido

MOMENTO DE LUTO

Pai de vítima da Chacina do Benfica defende que filho era usuário de drogas e não bandido

Segundo a SSPDS, o cabeleireiro Gilmar Furtado, de 33 anos, tinha passagem pela Polícia, mas segundo seu pai ele era um “menino bom”

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

12 de Março de 2018 às 11:11

Há 5 meses
Chacina Benfica

A Chacina do Benfica vitimou sete pessoas na última sexta-feira. (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro/SBT)

A Chacina do Benfica, em Fortaleza, vitimou sete pessoas. Entre elas, o cabeleireiro Gilmar Furtado Júnior, de 33 anos, que tinha passagem pela polícia por posse de drogas e furto, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Pai da vítima, Gilmar Furtado defende que o filho seguia apenas como usuário e não tinha envolvimento com nenhuma facção. O crime ocorreu na última sexta-feira (9).

“Era um menino bom, estava trabalhando na área dele como cabeleireiro. Tive a infelicidade de ele ser um usuário. Há seis anos ele respondeu a uma acusação, um negócio de uma moto. Agora nunca foi solicitado nada pra defender com relação a tráfico de droga. Ele não tinha nenhuma bandeira de facção. Infelizmente ele foi mais um de muitos que podem vir por aí”, disse o pai.

Gilmar Furtado ainda explica que o filho trabalhava para comprar a droga que consumia. Apesar de usuário, o pai explica que ele era calmo.

“Eu nunca dei dinheiro a ele pra comprar droga. Era um menino bom, pacato, nunca perturbou a mim e a família. Infelizmente, a gente tem que aceitar porque Deus quis assim. Quero de antemão dizer que, falando pelo meu filho, quem fez isso com ele está perdoado. Meu filho foi mais um de muitos que vêm pela frente porque providências não estão sendo tomadas”, explicou Gilmar Furtado.

Confira o depoimento completo:

Chacina no Benfica

Sete pessoas foram mortas na noite de sexta-feira (9), no bairro Benfica, em Fortaleza. As vítimas foram assassinadas em três locais distintos. Os crimes ocorreram por volta das 23h30min.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Ceará, suspeitos em um carro, modelo Honda Civic, dispararam contra pessoas que estavam na Praça da Gentilândia, tradicional reduto cultural da Capital. Minutos depois, na Vila Demétrio, nas proximidades da sede da TUF, suspeitos em outro veículo atiraram em um grupo de jovens que bebia no local.

Outros casos

Nos três primeiros meses de 2018, no Ceará, 35 pessoas foram mortas em quatro chacinas. O segundo caso, com o maior número de vítimas, foi em Cajazeiras, em na capital cearense. Catorze pessoas foram mortas na casa de shows, conhecida como “Forró do Gago”, na Rua Madre Tereza de Calcutá, na Comunidade Barreirão.

O crime ganhou ampla repercussão e na época, o secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, chegou a dizer que não havia motivo para pânico.

Ainda em janeiro, um conflito entre facções criminosas terminou em chacina na cadeia pública do município de Itapajé, a 130 km de Fortaleza. De acordo com a Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus), foram 10 mortos e seis feridos.

Acompanhe o caso:

12/3/2018 – Após chacina do Benfica, população organiza “abraço de luto” na Praça da Gentilândia

11/3/2018 – Polícia prende suspeito da chacina no Benfica em área nobre de Fortaleza

11/3/2018 – TUF e Cearamor negam relação da chacina no Benfica com rivalidade entre torcidas

11/3/2018 – Após chacina no Benfica, Ministério Público do Ceará cobra extinção das torcidas organizadas

10/3/2018 – “Temos a real compreensão da gravidade da situação”, disse Camilo Santana sobre Chacina do Benfica

10/3/2018 – 35 mortos em chacinas nos três primeiros meses de 2018 no Ceará

10/3/2018 – Membros de torcida organizada descrevem os momentos após a chacina no Benfica

10/3/2018 – Sete mortos em nova chacina no Benfica

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MOMENTO DE LUTO

Pai de vítima da Chacina do Benfica defende que filho era usuário de drogas e não bandido

Segundo a SSPDS, o cabeleireiro Gilmar Furtado, de 33 anos, tinha passagem pela Polícia, mas segundo seu pai ele era um “menino bom”

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

12 de Março de 2018 às 11:11

Há 5 meses
Chacina Benfica

A Chacina do Benfica vitimou sete pessoas na última sexta-feira. (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro/SBT)

A Chacina do Benfica, em Fortaleza, vitimou sete pessoas. Entre elas, o cabeleireiro Gilmar Furtado Júnior, de 33 anos, que tinha passagem pela polícia por posse de drogas e furto, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Pai da vítima, Gilmar Furtado defende que o filho seguia apenas como usuário e não tinha envolvimento com nenhuma facção. O crime ocorreu na última sexta-feira (9).

“Era um menino bom, estava trabalhando na área dele como cabeleireiro. Tive a infelicidade de ele ser um usuário. Há seis anos ele respondeu a uma acusação, um negócio de uma moto. Agora nunca foi solicitado nada pra defender com relação a tráfico de droga. Ele não tinha nenhuma bandeira de facção. Infelizmente ele foi mais um de muitos que podem vir por aí”, disse o pai.

Gilmar Furtado ainda explica que o filho trabalhava para comprar a droga que consumia. Apesar de usuário, o pai explica que ele era calmo.

“Eu nunca dei dinheiro a ele pra comprar droga. Era um menino bom, pacato, nunca perturbou a mim e a família. Infelizmente, a gente tem que aceitar porque Deus quis assim. Quero de antemão dizer que, falando pelo meu filho, quem fez isso com ele está perdoado. Meu filho foi mais um de muitos que vêm pela frente porque providências não estão sendo tomadas”, explicou Gilmar Furtado.

Confira o depoimento completo:

Chacina no Benfica

Sete pessoas foram mortas na noite de sexta-feira (9), no bairro Benfica, em Fortaleza. As vítimas foram assassinadas em três locais distintos. Os crimes ocorreram por volta das 23h30min.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Ceará, suspeitos em um carro, modelo Honda Civic, dispararam contra pessoas que estavam na Praça da Gentilândia, tradicional reduto cultural da Capital. Minutos depois, na Vila Demétrio, nas proximidades da sede da TUF, suspeitos em outro veículo atiraram em um grupo de jovens que bebia no local.

Outros casos

Nos três primeiros meses de 2018, no Ceará, 35 pessoas foram mortas em quatro chacinas. O segundo caso, com o maior número de vítimas, foi em Cajazeiras, em na capital cearense. Catorze pessoas foram mortas na casa de shows, conhecida como “Forró do Gago”, na Rua Madre Tereza de Calcutá, na Comunidade Barreirão.

O crime ganhou ampla repercussão e na época, o secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, chegou a dizer que não havia motivo para pânico.

Ainda em janeiro, um conflito entre facções criminosas terminou em chacina na cadeia pública do município de Itapajé, a 130 km de Fortaleza. De acordo com a Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus), foram 10 mortos e seis feridos.

Acompanhe o caso:

12/3/2018 – Após chacina do Benfica, população organiza “abraço de luto” na Praça da Gentilândia

11/3/2018 – Polícia prende suspeito da chacina no Benfica em área nobre de Fortaleza

11/3/2018 – TUF e Cearamor negam relação da chacina no Benfica com rivalidade entre torcidas

11/3/2018 – Após chacina no Benfica, Ministério Público do Ceará cobra extinção das torcidas organizadas

10/3/2018 – “Temos a real compreensão da gravidade da situação”, disse Camilo Santana sobre Chacina do Benfica

10/3/2018 – 35 mortos em chacinas nos três primeiros meses de 2018 no Ceará

10/3/2018 – Membros de torcida organizada descrevem os momentos após a chacina no Benfica

10/3/2018 – Sete mortos em nova chacina no Benfica