Número de homicídios no Ceará dobrou em uma década, aponta Atlas da Violência

PREOCUPANTE

Número de homicídios no Ceará dobrou em uma década, aponta Atlas da Violência

O número de jovens assassinados no Ceará teve um salto ainda maior, de 123,4%, indicando a vulnerabilidade na idade entre 15 e 29 anos

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

5 de junho de 2018 às 15:10

Há 5 meses

Levantamento aponta o Ceará como o sétimo estado mais violento do Brasil. (Foto: Pexels)

No Ceará, o número de homicídios dobrou no período de 10 anos. Em 2006 foram registrados 1.792 homicídios. De acordo com levantamento, foram 1.792 homicídios em 2006, enquanto 2016 registrou 3.642 crimes do tipo, um aumento de 103,2%.

O dado é do Atlas da Violência 2018, documento elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e divulgado nesta terça-feira (5).

No último ano analisado pela pesquisa, 2016, o Ceará apareceu como o 7º estado mais violento do Brasil e o 3º do Nordeste, atrás da Bahia (7.171) e de Pernambuco (4.442). Apesar disso, a pesquisa mostra que o número de homicídios no estado tem diminuído. Em 2013, chegou-se à marca de 4.473 mortes violentas no Ceará.

Além disso, o número de homicídios por arma de fogo saltou 174,3%. Em 2006, foram 1.060 crimes. Já em 2016, o número chegou a 2.098 casos. No ano de 2014, esse índice chegou a 3.795 casos registrados.

No Ceará, o número de jovens assassinados representou um aumento de 123,4%, saltando de 941 casos em 2006 para 2012 em 2016, uma década depois. Isso representa que 57% de todos os homicídios de 2016 foram contra jovens entre 15 e 29 anos.

Os dados de homicídios contra pessoas negras seguem a mesma tendência de crescimento no período. A taxa de mortes violentas de negros por cada 100 mil habitantes saiu de 18, em 2006, para 38,9, em 2016. O salto nos números representa uma mudança de 116,2%.

No entanto, o número apresenta grande contraste com os homicídios contra não-negros. Mesmo também representando um aumento, os índices subiram 41,4%, passando de 5,9 casos por cada 100 mil pessoas, para 8,3 por 100 mil habitantes.

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Número de homicídios no Ceará dobrou em uma década, aponta Atlas da Violência

O número de jovens assassinados no Ceará teve um salto ainda maior, de 123,4%, indicando a vulnerabilidade na idade entre 15 e 29 anos

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

5 de junho de 2018 às 15:10

Há 5 meses

Levantamento aponta o Ceará como o sétimo estado mais violento do Brasil. (Foto: Pexels)

No Ceará, o número de homicídios dobrou no período de 10 anos. Em 2006 foram registrados 1.792 homicídios. De acordo com levantamento, foram 1.792 homicídios em 2006, enquanto 2016 registrou 3.642 crimes do tipo, um aumento de 103,2%.

O dado é do Atlas da Violência 2018, documento elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e divulgado nesta terça-feira (5).

No último ano analisado pela pesquisa, 2016, o Ceará apareceu como o 7º estado mais violento do Brasil e o 3º do Nordeste, atrás da Bahia (7.171) e de Pernambuco (4.442). Apesar disso, a pesquisa mostra que o número de homicídios no estado tem diminuído. Em 2013, chegou-se à marca de 4.473 mortes violentas no Ceará.

Além disso, o número de homicídios por arma de fogo saltou 174,3%. Em 2006, foram 1.060 crimes. Já em 2016, o número chegou a 2.098 casos. No ano de 2014, esse índice chegou a 3.795 casos registrados.

No Ceará, o número de jovens assassinados representou um aumento de 123,4%, saltando de 941 casos em 2006 para 2012 em 2016, uma década depois. Isso representa que 57% de todos os homicídios de 2016 foram contra jovens entre 15 e 29 anos.

Os dados de homicídios contra pessoas negras seguem a mesma tendência de crescimento no período. A taxa de mortes violentas de negros por cada 100 mil habitantes saiu de 18, em 2006, para 38,9, em 2016. O salto nos números representa uma mudança de 116,2%.

No entanto, o número apresenta grande contraste com os homicídios contra não-negros. Mesmo também representando um aumento, os índices subiram 41,4%, passando de 5,9 casos por cada 100 mil pessoas, para 8,3 por 100 mil habitantes.