"Não há motivo para pânico", declara secretário da Segurança Pública após maior chacina no Ceará

CHACINA DAS CAJAZEIRAS

“Não há motivo para pânico”, declara secretário da Segurança Pública após maior chacina no Ceará

O caso aconteceu na madrugada deste sábado, em uma pequena casa de shows, conhecida como “Forró do Gago”

Por Roberta Tavares em Segurança Pública

27 de janeiro de 2018 às 14:35

Há 1 ano
André Costa concedeu entrevista coletiva neste sábado (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

André Costa concedeu entrevista coletiva neste sábado (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

(*) Atualizado às 18h30.

Após a maior chacina da história do Ceará, o secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, afirmou que “não há motivo para pânico, para temor”. A declaração foi concedida em entrevista coletiva na manhã deste sábado (27).

Segundo a SSPDS, a Chacina das Cajazeiras deixou 14 mortos. “Foi o evento que houve o maior número de mortes”, disse o secretário. No entanto, outras entidades indicam que pelo menos 18 pessoas teriam sido vítimas do massacre. O caso aconteceu na madrugada deste sábado, em uma pequena casa de shows, conhecida como “Forró do Gago”, na Rua Madre Tereza de Calcutá, na Comunidade Barreirão.

De acordo com André Costa, sete vítimas foram identificadas pela Perícia Forense. Das sete, três homens e duas mulheres maiores de idade, além de duas menores de idade. Indagado sobre a violência no estado, o secretário informou que o crime foi algo isolado. “Claro que não há perda de controle, foi um evento isolado. No mundo todo tem situações assim (…) é difícil evitar. Estamos acompanhando o atendimento dessas vítimas. Toda e qualquer pessoa que for responsável responderá. A gente está trabalhando desde o momento que aconteceu o fato”.

Também durante a coletiva, a procuradora de Justiça, Vanja Fontenele, lamentou a situação e informou que as investigações estão sendo feitas. “Estamos empenhados. Por enquanto, não temos motivo para intervenção federal. Espero que a violência pare aqui”, concluiu.

Sinpol

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol), Francisco Lucas de Oliveira, foi duro em sua análise após a Chacina das Cajazeiras. Para ele, o novo massacre é culpa do governo de Camilo Santana, por não ter agido no momento certo.

Isso era previsível, extremamente previsível. E a culpa é do Governo do Estado, que no início de sua gestão optou por negar a existência das facções, ao invés de enfrentar o problema que já existia. As facções dominaram os presídios, e agora estão dominando as delegacias, tanto na capital como no interior”, criticou Francisco Lucas, em entrevista a TV Jangadeiro/SBT.

Feridos

Além dos 14 mortos, sete pessoas feridas (quatro mulheres, dois homens e uma criança de 12 anos) seguem internadas até às 18h30 deste sábado (27), no Instituto Dr. José Frota (IJF), no Centro de Fortaleza. Duas mulheres receberam alta.

Em respeito às vítimas, o evento que seria realizado no Bairro Barroso, Feira Massa, foi cancelado.

Acompanhe o caso:

27/1 – Chacina das Cajazeiras deixa pelo menos 18 mortos durante festa

27/1 – Presidente do Sinpol culpa Governo por chacina: “Governo negou existência de facções por muito tempo”

27/1 – Número de homicídios no Ceará saltou 545% nos últimos 20 anos

27/1 – “Não há motivo para pânico”, declara secretário da Segurança Pública após maior chacina no Ceará

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CHACINA DAS CAJAZEIRAS

“Não há motivo para pânico”, declara secretário da Segurança Pública após maior chacina no Ceará

O caso aconteceu na madrugada deste sábado, em uma pequena casa de shows, conhecida como “Forró do Gago”

Por Roberta Tavares em Segurança Pública

27 de janeiro de 2018 às 14:35

Há 1 ano
André Costa concedeu entrevista coletiva neste sábado (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

André Costa concedeu entrevista coletiva neste sábado (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

(*) Atualizado às 18h30.

Após a maior chacina da história do Ceará, o secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, afirmou que “não há motivo para pânico, para temor”. A declaração foi concedida em entrevista coletiva na manhã deste sábado (27).

Segundo a SSPDS, a Chacina das Cajazeiras deixou 14 mortos. “Foi o evento que houve o maior número de mortes”, disse o secretário. No entanto, outras entidades indicam que pelo menos 18 pessoas teriam sido vítimas do massacre. O caso aconteceu na madrugada deste sábado, em uma pequena casa de shows, conhecida como “Forró do Gago”, na Rua Madre Tereza de Calcutá, na Comunidade Barreirão.

De acordo com André Costa, sete vítimas foram identificadas pela Perícia Forense. Das sete, três homens e duas mulheres maiores de idade, além de duas menores de idade. Indagado sobre a violência no estado, o secretário informou que o crime foi algo isolado. “Claro que não há perda de controle, foi um evento isolado. No mundo todo tem situações assim (…) é difícil evitar. Estamos acompanhando o atendimento dessas vítimas. Toda e qualquer pessoa que for responsável responderá. A gente está trabalhando desde o momento que aconteceu o fato”.

Também durante a coletiva, a procuradora de Justiça, Vanja Fontenele, lamentou a situação e informou que as investigações estão sendo feitas. “Estamos empenhados. Por enquanto, não temos motivo para intervenção federal. Espero que a violência pare aqui”, concluiu.

Sinpol

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol), Francisco Lucas de Oliveira, foi duro em sua análise após a Chacina das Cajazeiras. Para ele, o novo massacre é culpa do governo de Camilo Santana, por não ter agido no momento certo.

Isso era previsível, extremamente previsível. E a culpa é do Governo do Estado, que no início de sua gestão optou por negar a existência das facções, ao invés de enfrentar o problema que já existia. As facções dominaram os presídios, e agora estão dominando as delegacias, tanto na capital como no interior”, criticou Francisco Lucas, em entrevista a TV Jangadeiro/SBT.

Feridos

Além dos 14 mortos, sete pessoas feridas (quatro mulheres, dois homens e uma criança de 12 anos) seguem internadas até às 18h30 deste sábado (27), no Instituto Dr. José Frota (IJF), no Centro de Fortaleza. Duas mulheres receberam alta.

Em respeito às vítimas, o evento que seria realizado no Bairro Barroso, Feira Massa, foi cancelado.

Acompanhe o caso:

27/1 – Chacina das Cajazeiras deixa pelo menos 18 mortos durante festa

27/1 – Presidente do Sinpol culpa Governo por chacina: “Governo negou existência de facções por muito tempo”

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