"Não estamos na pior situação do país, mas nos preocupa", diz secretário André Costa

COMBATE

“Não estamos na pior situação do país, mas nos preocupa”, diz secretário André Costa

O secretário negou que a força-tarefa tenha sido antecipada após a morte de duas lideranças do PCC em Aquiraz

Por Gabriel Borges em Segurança Pública

19 de Fevereiro de 2018 às 17:21

Há 7 meses

Coletiva foi realizada nesta tarde de segunda-feira (FOTO: Emílio Moreno)

O secretário de Segurança Pública do Ceará, André Costa, admitiu que a violência no estado é preocupante. “Não estamos na pior situação do país, mas temos uma situação que nos preocupa. Temos estados com maiores índices de homicídio no país”.

A declaração, concedida na tarde desta segunda-feira (19), tratou sobre as ações da força-tarefa Federal no Ceará. Para André Costa, a ação mostra que o preocupação é nacional. “O problema ultrapassa as divisas do Estado, nenhum estado isolado vai conseguir combater esse problema”, revela André.

O secretário negou que a ação tenha sido antecipada após a morte de duas lideranças do PCC em Aquiraz. “É algo que já vinha sendo trabalhado desde dezembro do ano passado, não foi por nenhum fato isolado. Tudo já vinha sendo discutido”, conta. O secretário preferiu não entrar em detalhes sobre a investigação das mortes.

André Costa também preferiu não detalhar a ação da força-tarefa. “Não podemos divulgar detalhes, temos que agir com responsabilidade. Tudo que é dito pode acabar sendo utilizado pelo crime organizado”, afirmou. A ação Federal não possui um prazo para acabar, todas as facções serão investigadas.

Quando questionado sobre o número de pessoas que participam da operação, o secretário negou que sejam apenas 36 pessoas, como havia sido divulgado anteriormente. “Não existe um efetivo específico, apresentando nossa situação para a Polícia Federal é que será fechado esse efetivo”, conta.

Para o Almirante Alexandre Mota, secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Segurança Pública, o problema é grave em todos os estados. “Nós estamos atuando em 10 estados, 15 operações. Preocupa muito, não só aqui, mas todos os outros estados. O Estado do Ceará é prioritário nessa situação. Ele [o Ceará] é o centro de convergência [do crime organizado]”. Confira a coletiva na íntegra.

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“Não estamos na pior situação do país, mas nos preocupa”, diz secretário André Costa

O secretário negou que a força-tarefa tenha sido antecipada após a morte de duas lideranças do PCC em Aquiraz

Por Gabriel Borges em Segurança Pública

19 de Fevereiro de 2018 às 17:21

Há 7 meses

Coletiva foi realizada nesta tarde de segunda-feira (FOTO: Emílio Moreno)

O secretário de Segurança Pública do Ceará, André Costa, admitiu que a violência no estado é preocupante. “Não estamos na pior situação do país, mas temos uma situação que nos preocupa. Temos estados com maiores índices de homicídio no país”.

A declaração, concedida na tarde desta segunda-feira (19), tratou sobre as ações da força-tarefa Federal no Ceará. Para André Costa, a ação mostra que o preocupação é nacional. “O problema ultrapassa as divisas do Estado, nenhum estado isolado vai conseguir combater esse problema”, revela André.

O secretário negou que a ação tenha sido antecipada após a morte de duas lideranças do PCC em Aquiraz. “É algo que já vinha sendo trabalhado desde dezembro do ano passado, não foi por nenhum fato isolado. Tudo já vinha sendo discutido”, conta. O secretário preferiu não entrar em detalhes sobre a investigação das mortes.

André Costa também preferiu não detalhar a ação da força-tarefa. “Não podemos divulgar detalhes, temos que agir com responsabilidade. Tudo que é dito pode acabar sendo utilizado pelo crime organizado”, afirmou. A ação Federal não possui um prazo para acabar, todas as facções serão investigadas.

Quando questionado sobre o número de pessoas que participam da operação, o secretário negou que sejam apenas 36 pessoas, como havia sido divulgado anteriormente. “Não existe um efetivo específico, apresentando nossa situação para a Polícia Federal é que será fechado esse efetivo”, conta.

Para o Almirante Alexandre Mota, secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Segurança Pública, o problema é grave em todos os estados. “Nós estamos atuando em 10 estados, 15 operações. Preocupa muito, não só aqui, mas todos os outros estados. O Estado do Ceará é prioritário nessa situação. Ele [o Ceará] é o centro de convergência [do crime organizado]”. Confira a coletiva na íntegra.