MPCE investiga possíveis excessos no caso de filhos que seriam mantidos em cárcere privado pelo pai

POSSÍVEL TRAUMA

MP investiga possíveis excessos no caso de filhos que seriam mantidos em cárcere privado pelo pai

Segundo o promotor Luciano Tonet, houve exposição nas redes sociais, onde foi fomentado um discurso de ódio contra estabelecimentos comerciais, famílias e pessoas

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

30 de agosto de 2017 às 17:17

Há 3 meses
Segundo denúncia, os familiares eram mantidos presos dentro da própria casa (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Segundo denúncia, os familiares eram mantidos presos dentro da própria casa (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Um inquérito foi instaurado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) para investigar possíveis excessos no caso do empresário que supostamente mantinha a esposa e seis filhos em cárcere privado, em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza.

Segundo o promotor Luciano Tonet, o caso gerou uma repercussão que não deveria. “A gente vai ver quais foram as autoridades que participaram. Vamos a avaliar se vale passarmos alguma recomendação para a delegacia”, conta.

Para o promotor, a família acabou sendo exposta na mídia, especialmente nas redes sociais, onde foi fomentado um discurso de ódio contra estabelecimentos comerciais, famílias e pessoas. Luciano acredita também que fatores sigilosos foram divulgados. 

O inquérito investigará a responsabilidade pelo privilégio da persecução policial em prejuízo da abordagem psicossocial. O Inquérito Civil Público (ICP) investigará, ainda, a má utilização de informações sigilosas do Conselho Tutelar, bem como de forma tendenciosa.

Segundo o MP, deve-se ter em vista que casos midiáticos que expõem famílias e crianças e adolescentes em desenvolvimento, com potencial de destruir famílias em virtude da divisão familiar e tentativa de criminalização irresponsável, devem ser analisados e as providências criminais, judiciais e administrativas serem tomadas.

O promotor ainda relata que operações realizadas dessa maneira podem gerar traumas nas vítimas. “A outra parte da família não foi procurada. Tirar o pai dessas crianças dessa maneira acaba sendo um processo traumático”, completa. Luciano acredita que dentro de 30 dias as investigações já apresentarão resultados.

Relembre o caso

A Defensoria Pública do Estado do Ceará, por meio do Núcleo de Atendimento da Defensoria da Infância e da Juventude (Nadij), entrou com uma ação urgente de medida protetiva para acolhimento institucional de seis crianças e adolescentes mantidos em cárcere privado pelo pai, na última sexta-feira (25).

A condição foi descoberta após denúncia anonima, por meio do Disque 100, e diagnosticada pelo Conselho Tutelar, em atitude que configura cárcere privado, negligência e agressão supostamente cometidos pelo pai, um empresário, contra a esposa e os seis filhos.

A juíza da 3ª Vara da Infância e Juventude, Mabel Viana Maciel, deferiu o pedido executado na manhã desta sexta-feira (25), pela Delegacia de Combate a Exploração da Criança e Adolescente, acompanhada dos conselheiros tutelares e dos defensores públicos do Nadij.

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MP investiga possíveis excessos no caso de filhos que seriam mantidos em cárcere privado pelo pai

Segundo o promotor Luciano Tonet, houve exposição nas redes sociais, onde foi fomentado um discurso de ódio contra estabelecimentos comerciais, famílias e pessoas

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

30 de agosto de 2017 às 17:17

Há 3 meses
Segundo denúncia, os familiares eram mantidos presos dentro da própria casa (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Segundo denúncia, os familiares eram mantidos presos dentro da própria casa (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Um inquérito foi instaurado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) para investigar possíveis excessos no caso do empresário que supostamente mantinha a esposa e seis filhos em cárcere privado, em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza.

Segundo o promotor Luciano Tonet, o caso gerou uma repercussão que não deveria. “A gente vai ver quais foram as autoridades que participaram. Vamos a avaliar se vale passarmos alguma recomendação para a delegacia”, conta.

Para o promotor, a família acabou sendo exposta na mídia, especialmente nas redes sociais, onde foi fomentado um discurso de ódio contra estabelecimentos comerciais, famílias e pessoas. Luciano acredita também que fatores sigilosos foram divulgados. 

O inquérito investigará a responsabilidade pelo privilégio da persecução policial em prejuízo da abordagem psicossocial. O Inquérito Civil Público (ICP) investigará, ainda, a má utilização de informações sigilosas do Conselho Tutelar, bem como de forma tendenciosa.

Segundo o MP, deve-se ter em vista que casos midiáticos que expõem famílias e crianças e adolescentes em desenvolvimento, com potencial de destruir famílias em virtude da divisão familiar e tentativa de criminalização irresponsável, devem ser analisados e as providências criminais, judiciais e administrativas serem tomadas.

O promotor ainda relata que operações realizadas dessa maneira podem gerar traumas nas vítimas. “A outra parte da família não foi procurada. Tirar o pai dessas crianças dessa maneira acaba sendo um processo traumático”, completa. Luciano acredita que dentro de 30 dias as investigações já apresentarão resultados.

Relembre o caso

A Defensoria Pública do Estado do Ceará, por meio do Núcleo de Atendimento da Defensoria da Infância e da Juventude (Nadij), entrou com uma ação urgente de medida protetiva para acolhimento institucional de seis crianças e adolescentes mantidos em cárcere privado pelo pai, na última sexta-feira (25).

A condição foi descoberta após denúncia anonima, por meio do Disque 100, e diagnosticada pelo Conselho Tutelar, em atitude que configura cárcere privado, negligência e agressão supostamente cometidos pelo pai, um empresário, contra a esposa e os seis filhos.

A juíza da 3ª Vara da Infância e Juventude, Mabel Viana Maciel, deferiu o pedido executado na manhã desta sexta-feira (25), pela Delegacia de Combate a Exploração da Criança e Adolescente, acompanhada dos conselheiros tutelares e dos defensores públicos do Nadij.