Motorista que matou motociclista ao tentar atropelar travesti vai à júri popular

JULGAMENTO

Motorista que matou motociclista ao tentar atropelar travesti vai à júri popular

Victor de Carvalho Alves cumpre medidas judiciais como não dirigir e usar tornozeleira eletrônica desde o crime

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

19 de Fevereiro de 2018 às 11:36

Há 7 meses

Homem atropelou o motociclista que foi socorrido, mas não resistiu. (FOTO: Reprodução)

Motorista acusado de tentar atropelar travestis e matar o motociclista Auricélio Lima Vieira, em maio de 2017, será levado a júri popular por homicídio e embriaguez ao volante um ano depois do crime. A decisão foi proferida pelo juiz auxiliar Edson Feitosa dos Santos, na 4ª Vara do Júri de Fortaleza.

Na época, o réu Victor de Carvalho Alves foi flagrado em vídeo dirigindo perigosamente e fugiu do local. Ele segue cumprindo medidas cautelares aplicadas pela Justiça.

Prestes a completar um ano do crime, que ocorreu em abril de 2017, o réu será julgado por homicídio com dolo eventual, quando a pessoa, mesmo sem querer provocar morte assume o risco de ela ocorrer. Era, inclusive, vontade da família que o responsável respondesse por homicídio doloso.

Além disso, também deve responder por embriaguez ao volante. O acidente foi flagrado em vídeo e o condutor trafegava na contramão, numa rua da capital cearense, quando se chocou com o motociclista. O motorista fugiu do local e se apresentou somente dois dias depois à polícia.

O réu também havia sido denunciado por tentativa de homicídio contra duas duas pessoas, não identificadas, mas apontadas como travestis. Sobre esses crimes, o juiz decidiu pela impronúncia, considerando que as vítimas não foram encontradas nem ouvidas. Assim, desconsiderando a acusação. No entanto, o juiz ressalta que não se trata de absolvição, portanto ““possibilitando que, retomadas as investigações pela autoridade policial, caso encontrados indícios consistentes, possa vir o réu a ser pronunciado oportunamente”, esclareceu o juiz.

As medidas cautelares foram mantidas e vêm sendo aplicadas desde junho de 2017, já que Victor de Carvalho não foi preso de imediato. O acusado precisa comparecer mensalmente à Central de Alternativas para justificar atividades, recolher-se em casa durante a noite e fazer o uso da tornozeleira eletrônica para fiscalização da medida. Também foi proibido de mudar de endereço ou de se ausentar sem informar à Vara, alé de não dirigir qualquer veículo automotor durante o processo. A proibição de qualquer aproximação com vítimas e testemunhas segue mantida, tendo que se manter a 200 metros de distância, no mínimo.

Relembre o caso

No momento do acidente, ele estaria perseguindo duas travestis pelas ruas de Fortaleza, quando aconteceu a colisão fatal. O acidente ocorreu na Rua Antônio Augusto, Bairro Joaquim Távora. A versão de Vitor aponta que as travestis seriam amigas de uma prostituta que ele conhecia. Segundo ele, as travestis tentaram assaltá-lo e, por isso, ele reagiu dessa maneira.

A vítima, Auricélio Lima Vieira, 55 anos, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital. Após a colisão, o motorista abandonou o carro em um supermercado. As câmeras de segurança flagraram o motorista chutando uma peruca para debaixo de outro veículo no estacionamento.

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Motorista que matou motociclista ao tentar atropelar travesti vai à júri popular

Victor de Carvalho Alves cumpre medidas judiciais como não dirigir e usar tornozeleira eletrônica desde o crime

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

19 de Fevereiro de 2018 às 11:36

Há 7 meses

Homem atropelou o motociclista que foi socorrido, mas não resistiu. (FOTO: Reprodução)

Motorista acusado de tentar atropelar travestis e matar o motociclista Auricélio Lima Vieira, em maio de 2017, será levado a júri popular por homicídio e embriaguez ao volante um ano depois do crime. A decisão foi proferida pelo juiz auxiliar Edson Feitosa dos Santos, na 4ª Vara do Júri de Fortaleza.

Na época, o réu Victor de Carvalho Alves foi flagrado em vídeo dirigindo perigosamente e fugiu do local. Ele segue cumprindo medidas cautelares aplicadas pela Justiça.

Prestes a completar um ano do crime, que ocorreu em abril de 2017, o réu será julgado por homicídio com dolo eventual, quando a pessoa, mesmo sem querer provocar morte assume o risco de ela ocorrer. Era, inclusive, vontade da família que o responsável respondesse por homicídio doloso.

Além disso, também deve responder por embriaguez ao volante. O acidente foi flagrado em vídeo e o condutor trafegava na contramão, numa rua da capital cearense, quando se chocou com o motociclista. O motorista fugiu do local e se apresentou somente dois dias depois à polícia.

O réu também havia sido denunciado por tentativa de homicídio contra duas duas pessoas, não identificadas, mas apontadas como travestis. Sobre esses crimes, o juiz decidiu pela impronúncia, considerando que as vítimas não foram encontradas nem ouvidas. Assim, desconsiderando a acusação. No entanto, o juiz ressalta que não se trata de absolvição, portanto ““possibilitando que, retomadas as investigações pela autoridade policial, caso encontrados indícios consistentes, possa vir o réu a ser pronunciado oportunamente”, esclareceu o juiz.

As medidas cautelares foram mantidas e vêm sendo aplicadas desde junho de 2017, já que Victor de Carvalho não foi preso de imediato. O acusado precisa comparecer mensalmente à Central de Alternativas para justificar atividades, recolher-se em casa durante a noite e fazer o uso da tornozeleira eletrônica para fiscalização da medida. Também foi proibido de mudar de endereço ou de se ausentar sem informar à Vara, alé de não dirigir qualquer veículo automotor durante o processo. A proibição de qualquer aproximação com vítimas e testemunhas segue mantida, tendo que se manter a 200 metros de distância, no mínimo.

Relembre o caso

No momento do acidente, ele estaria perseguindo duas travestis pelas ruas de Fortaleza, quando aconteceu a colisão fatal. O acidente ocorreu na Rua Antônio Augusto, Bairro Joaquim Távora. A versão de Vitor aponta que as travestis seriam amigas de uma prostituta que ele conhecia. Segundo ele, as travestis tentaram assaltá-lo e, por isso, ele reagiu dessa maneira.

A vítima, Auricélio Lima Vieira, 55 anos, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital. Após a colisão, o motorista abandonou o carro em um supermercado. As câmeras de segurança flagraram o motorista chutando uma peruca para debaixo de outro veículo no estacionamento.