Líder da GDE é preso em carro blindado e com documentos falsos em Fortaleza

ENVOLVIMENTO EM CHACINA

Líder da GDE é preso em carro blindado e com documentos falsos em Fortaleza

“Celim” como é conhecido é apontado como um dos líderes da GDE e suspeito de envolvimento com a chacina das Cajazeiras, que matou 14 pessoas

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

12 de julho de 2018 às 09:45

Há 5 meses
Suspeito de ser mandante de chacina

O homem estava em um veículos blindado na avenida Desembargador Moreira (Foto: Reprodução/WhatsApp)

Outro líder da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE) e suspeito de ser mandante da chacina das Cajazeiras foi preso pela Polícia Militar (PM) na avenida Desembargador Moreira, no bairro Dionísio Torres. O homem, identificado como Auricélio Sousa Freitas, também conhecido como “Celim“, é apontado como um dos responsáveis por planejar o massacre.

Na última quinta-feira, outro acusado de ser um dos mandantes do chacina e líder da GDE também foi preso em Fortaleza, no bairro Parangaba.

Segundo a Polícia Militar (PM), através do Comando Tático Motorizado (Cotam), o suspeito estava conduzindo um veículo Toyota Corolla blindado quando os agentes o abordaram. Auricélio apresentou documentos falsos, mas os agentes já tinham conhecimento da sua identidade.

A TV Jangadeiro apurou que investigações mostram Celim como um dos mandantes da chacina das Cajazeiras. Antes, ainda em 2016, o Ministério Público apontou Celim como traficante de drogas no bairro Passaré. A atuação dele seria concentrada na comunidade Babilônia, um dos principais redutos da GDE, e Barroso I. Ele também responde por tráfico, furto, porte ilegal de arma de fogo, homicídio e roubo.

Briga de facções

A disputa pelo narcotráfico em áreas da Grande Fortaleza deu origem à rivalidade entre a GDE e a facção Comando Vermelho (CV), o que motivou a chacina das Cajazeiras. “Celim da Babilônia” é acusado ainda de ser mandante da morte, há três anos, de um homem que teria vendido drogas a outro traficante. Segundo a denúncia, o crime foi encomendado por Celim dentro de um presídio e foi executada por um homem em troca de um perdão de dívida de drogas.

Celim é apontado ainda como parceiro de outras duas lideranças da GDE, os irmãos Noé e Misael de Paula, o Maguim. Misael e Celim eram os dois últimos procurados por envolvimento com a chacina. Maguim foi preso há uma semana e seria líder de um grupo da GDE responsável pela execução de ações violentas.

Prisão de Misael

Na última semana, Misael de Paula Moreira, de 26 anos, também conhecido como “Maguim”, foi preso no bairro Parangaba por meio dos policiais da Coordenadoria de Inteligência. Segundo a nota da SSPDS, o rapaz estava em um veículo modelo Jeta, de cor preta, quando foi abordado na rua Eduardo Perdigão, no bairro Parangaba. Na ação, foram apreendidos uma pistola de calibre 9 mm; dois carregadores; dois aparelhos celulares e R$ 1.400 em espécie.

Além de Misael, um casal também foi encaminhado para a sede da Delegacia de Repressão às Ações Organizadas (Draco). Os suspeitos foram autuados por organização criminosa, uso de documento falso e porte de arma de uso restrito.

> Leia mais: TV Jangadeiro teve acesso aos áudios da população pedindo ajuda ao Ciops no dia da chacina

Investigações

O inquérito policial da maior chacina da história do Ceará apontou que mais de 100 tiros foram disparados no local, matando 14 pessoas. De acordo com a investigação, a matança foi planejada pela facção Guardiões do Estado (GDE) e teve como mentor Deijair de Souza Silva, mais conhecido como o De Deus. O rapaz já havia sido preso por envolvimento com drogas, mas foi solto em 2013 após conseguir uma liminar. Pelo menos, 11 pessoas estariam envolvidas diretamente ou indiretamente na matança.

> Leia Mais: Após chacina, comunidade em Fortaleza tenta voltar à rotina

Segundo a apuração da TV Jangadeiro/SBT, na noite do dia 26 de janeiro, a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (CIOPS) recebeu pelo menos quatro ligações no intervalo de cinco minutos. Os moradores denunciavam a presença de homens armados no Conjunto Palmeiras. Os criminosos vestiam roupas pretas e faziam gritos em referências à facção.

A produção da TV Jangadeiro/SBT teve acesso ao conteúdo das ligações. Nelas, os moradores relatam à polícia que os criminosos estão armados e aterrorizando a população: “Estão fortemente armado”, venham o mais ligeiro possível, pelo amor de Deus”, “estão aterrorizando aqui…estão gritando e atirando”.

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ENVOLVIMENTO EM CHACINA

Líder da GDE é preso em carro blindado e com documentos falsos em Fortaleza

“Celim” como é conhecido é apontado como um dos líderes da GDE e suspeito de envolvimento com a chacina das Cajazeiras, que matou 14 pessoas

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

12 de julho de 2018 às 09:45

Há 5 meses
Suspeito de ser mandante de chacina

O homem estava em um veículos blindado na avenida Desembargador Moreira (Foto: Reprodução/WhatsApp)

Outro líder da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE) e suspeito de ser mandante da chacina das Cajazeiras foi preso pela Polícia Militar (PM) na avenida Desembargador Moreira, no bairro Dionísio Torres. O homem, identificado como Auricélio Sousa Freitas, também conhecido como “Celim“, é apontado como um dos responsáveis por planejar o massacre.

Na última quinta-feira, outro acusado de ser um dos mandantes do chacina e líder da GDE também foi preso em Fortaleza, no bairro Parangaba.

Segundo a Polícia Militar (PM), através do Comando Tático Motorizado (Cotam), o suspeito estava conduzindo um veículo Toyota Corolla blindado quando os agentes o abordaram. Auricélio apresentou documentos falsos, mas os agentes já tinham conhecimento da sua identidade.

A TV Jangadeiro apurou que investigações mostram Celim como um dos mandantes da chacina das Cajazeiras. Antes, ainda em 2016, o Ministério Público apontou Celim como traficante de drogas no bairro Passaré. A atuação dele seria concentrada na comunidade Babilônia, um dos principais redutos da GDE, e Barroso I. Ele também responde por tráfico, furto, porte ilegal de arma de fogo, homicídio e roubo.

Briga de facções

A disputa pelo narcotráfico em áreas da Grande Fortaleza deu origem à rivalidade entre a GDE e a facção Comando Vermelho (CV), o que motivou a chacina das Cajazeiras. “Celim da Babilônia” é acusado ainda de ser mandante da morte, há três anos, de um homem que teria vendido drogas a outro traficante. Segundo a denúncia, o crime foi encomendado por Celim dentro de um presídio e foi executada por um homem em troca de um perdão de dívida de drogas.

Celim é apontado ainda como parceiro de outras duas lideranças da GDE, os irmãos Noé e Misael de Paula, o Maguim. Misael e Celim eram os dois últimos procurados por envolvimento com a chacina. Maguim foi preso há uma semana e seria líder de um grupo da GDE responsável pela execução de ações violentas.

Prisão de Misael

Na última semana, Misael de Paula Moreira, de 26 anos, também conhecido como “Maguim”, foi preso no bairro Parangaba por meio dos policiais da Coordenadoria de Inteligência. Segundo a nota da SSPDS, o rapaz estava em um veículo modelo Jeta, de cor preta, quando foi abordado na rua Eduardo Perdigão, no bairro Parangaba. Na ação, foram apreendidos uma pistola de calibre 9 mm; dois carregadores; dois aparelhos celulares e R$ 1.400 em espécie.

Além de Misael, um casal também foi encaminhado para a sede da Delegacia de Repressão às Ações Organizadas (Draco). Os suspeitos foram autuados por organização criminosa, uso de documento falso e porte de arma de uso restrito.

> Leia mais: TV Jangadeiro teve acesso aos áudios da população pedindo ajuda ao Ciops no dia da chacina

Investigações

O inquérito policial da maior chacina da história do Ceará apontou que mais de 100 tiros foram disparados no local, matando 14 pessoas. De acordo com a investigação, a matança foi planejada pela facção Guardiões do Estado (GDE) e teve como mentor Deijair de Souza Silva, mais conhecido como o De Deus. O rapaz já havia sido preso por envolvimento com drogas, mas foi solto em 2013 após conseguir uma liminar. Pelo menos, 11 pessoas estariam envolvidas diretamente ou indiretamente na matança.

> Leia Mais: Após chacina, comunidade em Fortaleza tenta voltar à rotina

Segundo a apuração da TV Jangadeiro/SBT, na noite do dia 26 de janeiro, a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (CIOPS) recebeu pelo menos quatro ligações no intervalo de cinco minutos. Os moradores denunciavam a presença de homens armados no Conjunto Palmeiras. Os criminosos vestiam roupas pretas e faziam gritos em referências à facção.

A produção da TV Jangadeiro/SBT teve acesso ao conteúdo das ligações. Nelas, os moradores relatam à polícia que os criminosos estão armados e aterrorizando a população: “Estão fortemente armado”, venham o mais ligeiro possível, pelo amor de Deus”, “estão aterrorizando aqui…estão gritando e atirando”.