Irmã de cearense morta e cimentada em parede suspeita de envolvimento do filho no caso

INVESTIGAÇÃO

Irmã de cearense morta e cimentada em parede suspeita de envolvimento do filho no caso

Segundo a irmã de Josefa Alves do Nascimento, pai e filho não se interessavam em procurar a mãe desaparecida

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

12 de dezembro de 2016 às 12:08

Há 1 ano
Josefa estava desaparecida há cerca de 2 meses (FOTO: Reprodução/Facebook)

Josefa estava desaparecida há cerca de 2 meses (FOTO: Reprodução/Facebook)

A venda da casa onde a cearense Josefa Alves do Nascimento, de 45 anos, foi encontrada morta e cimentada na parede de casa, em São Paulo, teria sido o início da discussão entre ela e seu esposo, identificado como Normandes, denunciam familiares no Ceará. O caso está sendo investigado pela Polícia paulista.

O homem, que foi encontrado morto há três dias dentro de um motel em São Miguel Paulista, zona leste da cidade, é o principal suspeito de ter matado a mulher, encontrada morta no último dia 8 de dezembro.

De acordo com a irmã de Josefa, Euleni Alves, o real motivo do crime pode ter sido a venda da casa, e não a compra de um notebook para o filho, como noticiado pela imprensa paulista.

“O meu cunhado falou antes de morrer que ela teria ficado com raiva porque ele queria comprar um notebook e ela uma máquina de lavar roupas. Após discutirem ela teria saído de casa e ir morar na Bahia. Achamos essa conversa muito estranha e resolvemos ir atrás disso”, relatou a irmã ao Tribuna do Ceará.

Ainda conforme Euleni, a sua irmã queria sair de casa, vender a residência e dividir o dinheiro, acordo que Normandes não aceitava.

“Ela queria metade do dinheiro da casa, que está avaliada em R$ 800 mil. Mas Normandes falou que, se ela fosse embora, não levaria nada. Então, não foi por causa disso. Eles tinham tudo dentro de casa. Foi a desculpa que ele deu pra não dizer que minha irmã estava morta. Realmente tudo indica que ela queria sair de casa, e ele era contra”, contou.

Suposto envolvimento do filho

Josefa foi encontrada morta cimentada na parede de casa (FOTO: Reprodução/Facebook)

Josefa foi encontrada morta cimentada na parede de casa (FOTO: Reprodução/Facebook)

Para Euleni, o desinteresse do filho e do marido em procurar a mãe era no mínimo estranho. Segundo ela, é preciso investigar o caso e saber se, na verdade, o filho Thiago Freitas, de 18 anos, tem ou não participação no crime.

“Não sabemos se o Thiago tem participação ou não. Mas achamos estranho porque ele queria dificultar a busca pela mãe. É incrível você morar em uma casa e não perguntar pela mãe ao pai. Não queremos que ele vá preso se for inocente. Tudo tem que ser bem investigado. Até antes do pai dele se suicidar, ele jurava que ela tava viva, mas dizia que ela tinha ido à Bahia, algo que seria impossível”, contou Eulani.

Conforme a familiar, tanto o pai quanto o filho não ajudaram a procurar Josefa nas redes sociais. “Eles não se manifestavam em nada. Começamos a campanha nas redes sociais e eles ao invés de ajudar começaram a falar mal dela. Falavam que ela era estressada, que era ignorante, etc. O que queremos agora é descobrir a verdade. Saber o que de fato aconteceu”, detalhou.

Thiago Freitas foi expulso por moradores da casa onde sua mãe foi encontrada. Segundo Euleni, os vizinhos tentaram agredi-lo. “As pessoas estão revoltadas com ele. Eu conhecia a minha irmã. Ela não seria capaz de fugir e ir para Bahia. É tanto que ela não foi. Espero que toda a verdade seja revelada”, disse.

O caso 

Josefa, mais conhecida pelos familiares e amigos como Vera, estava desaparecida desde o dia 31 de outubro, quando foi vista pela ultima vez pelo marido e o filho. A mulher era natural de Quixelô, a 390 quilômetros de Fortaleza.

Segundo a família, a mulher era pacata e só saía de casa para ir à igreja. Desconfiados do desaparecimento repentino, os irmãos de Josefa foram até a casa dela. Lá eles conversaram com o marido da vítima, que disse que ela havia saído de casa depois de uma briga do casal.

No último dia 8 de dezembro, a Polícia Civil localizou o corpo da mulher cimentado embaixo da escada da casa onde morava, em Lageado (SP). Dois cães da Guarda Civil Metropolitana ajudaram nas buscas. Eles farejaram a casa e detectaram que havia algo na parede. A polícia, com a ajuda do Corpo de Bombeiros, quebrou a estrutura e localizou o corpo. Apesar de estar sepultado há semanas, o corpo foi encontrado preservado.

Josefa Alves estava desaparecida há dois meses. Família e amigos pediam ajuda nas redes sociais para encontrar a cearense. Para a polícia, o principal suspeito da morte de Josefa é o marido, que foi encontrado morto em um hotel da cidade, na noite de quarta-feira (7). A polícia de São Paulo investigará o caso.

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INVESTIGAÇÃO

Irmã de cearense morta e cimentada em parede suspeita de envolvimento do filho no caso

Segundo a irmã de Josefa Alves do Nascimento, pai e filho não se interessavam em procurar a mãe desaparecida

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

12 de dezembro de 2016 às 12:08

Há 1 ano
Josefa estava desaparecida há cerca de 2 meses (FOTO: Reprodução/Facebook)

Josefa estava desaparecida há cerca de 2 meses (FOTO: Reprodução/Facebook)

A venda da casa onde a cearense Josefa Alves do Nascimento, de 45 anos, foi encontrada morta e cimentada na parede de casa, em São Paulo, teria sido o início da discussão entre ela e seu esposo, identificado como Normandes, denunciam familiares no Ceará. O caso está sendo investigado pela Polícia paulista.

O homem, que foi encontrado morto há três dias dentro de um motel em São Miguel Paulista, zona leste da cidade, é o principal suspeito de ter matado a mulher, encontrada morta no último dia 8 de dezembro.

De acordo com a irmã de Josefa, Euleni Alves, o real motivo do crime pode ter sido a venda da casa, e não a compra de um notebook para o filho, como noticiado pela imprensa paulista.

“O meu cunhado falou antes de morrer que ela teria ficado com raiva porque ele queria comprar um notebook e ela uma máquina de lavar roupas. Após discutirem ela teria saído de casa e ir morar na Bahia. Achamos essa conversa muito estranha e resolvemos ir atrás disso”, relatou a irmã ao Tribuna do Ceará.

Ainda conforme Euleni, a sua irmã queria sair de casa, vender a residência e dividir o dinheiro, acordo que Normandes não aceitava.

“Ela queria metade do dinheiro da casa, que está avaliada em R$ 800 mil. Mas Normandes falou que, se ela fosse embora, não levaria nada. Então, não foi por causa disso. Eles tinham tudo dentro de casa. Foi a desculpa que ele deu pra não dizer que minha irmã estava morta. Realmente tudo indica que ela queria sair de casa, e ele era contra”, contou.

Suposto envolvimento do filho

Josefa foi encontrada morta cimentada na parede de casa (FOTO: Reprodução/Facebook)

Josefa foi encontrada morta cimentada na parede de casa (FOTO: Reprodução/Facebook)

Para Euleni, o desinteresse do filho e do marido em procurar a mãe era no mínimo estranho. Segundo ela, é preciso investigar o caso e saber se, na verdade, o filho Thiago Freitas, de 18 anos, tem ou não participação no crime.

“Não sabemos se o Thiago tem participação ou não. Mas achamos estranho porque ele queria dificultar a busca pela mãe. É incrível você morar em uma casa e não perguntar pela mãe ao pai. Não queremos que ele vá preso se for inocente. Tudo tem que ser bem investigado. Até antes do pai dele se suicidar, ele jurava que ela tava viva, mas dizia que ela tinha ido à Bahia, algo que seria impossível”, contou Eulani.

Conforme a familiar, tanto o pai quanto o filho não ajudaram a procurar Josefa nas redes sociais. “Eles não se manifestavam em nada. Começamos a campanha nas redes sociais e eles ao invés de ajudar começaram a falar mal dela. Falavam que ela era estressada, que era ignorante, etc. O que queremos agora é descobrir a verdade. Saber o que de fato aconteceu”, detalhou.

Thiago Freitas foi expulso por moradores da casa onde sua mãe foi encontrada. Segundo Euleni, os vizinhos tentaram agredi-lo. “As pessoas estão revoltadas com ele. Eu conhecia a minha irmã. Ela não seria capaz de fugir e ir para Bahia. É tanto que ela não foi. Espero que toda a verdade seja revelada”, disse.

O caso 

Josefa, mais conhecida pelos familiares e amigos como Vera, estava desaparecida desde o dia 31 de outubro, quando foi vista pela ultima vez pelo marido e o filho. A mulher era natural de Quixelô, a 390 quilômetros de Fortaleza.

Segundo a família, a mulher era pacata e só saía de casa para ir à igreja. Desconfiados do desaparecimento repentino, os irmãos de Josefa foram até a casa dela. Lá eles conversaram com o marido da vítima, que disse que ela havia saído de casa depois de uma briga do casal.

No último dia 8 de dezembro, a Polícia Civil localizou o corpo da mulher cimentado embaixo da escada da casa onde morava, em Lageado (SP). Dois cães da Guarda Civil Metropolitana ajudaram nas buscas. Eles farejaram a casa e detectaram que havia algo na parede. A polícia, com a ajuda do Corpo de Bombeiros, quebrou a estrutura e localizou o corpo. Apesar de estar sepultado há semanas, o corpo foi encontrado preservado.

Josefa Alves estava desaparecida há dois meses. Família e amigos pediam ajuda nas redes sociais para encontrar a cearense. Para a polícia, o principal suspeito da morte de Josefa é o marido, que foi encontrado morto em um hotel da cidade, na noite de quarta-feira (7). A polícia de São Paulo investigará o caso.